segunda-feira, 28 de abril de 2008

Crimes Eletrônicos sem punição no ES


Matéria feita para a matéria de Jornalismo Impresso,mas adaptada para a matéria: Tecnologia em Jornalismo.


Crimes Eletrônicos sem punição no ES

Segunda, 28 de abril de 2008, 23h48
Fonte: Redação Boanoitewilliam




Com o surgimento da Internet a vida das pessoas mudou principalmente no âmbito da comunicação. Cada dia mais os jovens têm acesso à Internet, e muitos deles a utilizam como forma de entretenimento, esquecendo que estão sujeitos a golpes: os crimes cibernéticos.

Link: -Prevenção contra crimes eletronicos: http://pppadvogados.com.br/paginas_unicas.asp?PaginaUnicaTipoID=17&intePaginaUnicaID=35


O Núcleo de Repressão a Crimes Eletrônicos (Nureccel) faz parte da organização da Polícia Civil. O chefe de investigação do Nureccel, Eduardo Pinheiro Monteiro, considera fundamental ampliar o conhecimento policial a respeito desse tipo de crime: “É importante os policias conhecerem a evolução e a classificação dos crimes de informática, já que no ano de criação do Núcleo (2000) foram registradas apenas três ocorrências e hoje a media de registros é de três por dia”, explicou.
Segundo o investigador, grande parte das ocorrências registradas são crimes de calunia, difamação e injúria.


De acordo com o psicólogo Ítalo Campos, não são muitos os casos que chegam a seu consultório, vítimas de crimes eletrônicos. Mas não são raros, casos de jovens que têm suas fotos expostas de forma fraudulenta na Internet, mensagens pejorativas e vinganças vindas, na maioria das vezes, de seus ex-namorados. “Todos estes exemplos são ações maliciosas que atingem o lado emocional das pessoas, muitas vezes causando traumas para o resto da vida”.


A população deseja ao longo do tempo, que as leis acompanhem a sociedade, o problema é que nem sempre isso acontece. No Brasil, por exemplo, não existe uma legislação especifica para os crimes eletrônicos, sendo comum o uso da legislação penal e de algumas leis especificas que protegem a honra dos usuários da Internet.


O professor de História do Direito, Flávio Barroca e Garcia, afirmou que a maior dificuldade encontrada neste meio, é a dificuldade de chegar até ao autor do crime. Além do Poder Público não ter uma estrutura de tecnologia de informação que possa acompanhar este tipo de ação. “Infelizmente, os hackers estão à frente da nossa polícia. A solução seria investir em tecnologia e qualificação dos policiais”.


O Nureccel é composto por alguns policias do serviço de informática e outros do gabinete do Chefe de Polícia, sendo inviável a realização de todas as investigações necessárias porque os policias se envolvem em outras questões dentro do seu ambiente de trabalho, que é o serviço de informática e inteligência.


A filha, de Karina Euzébio, de oito anos, foi vitima do uso indevido da Internet. Suas fotos do Orkut eram identificadas como sendo uma garota de programa. Até as fotos de seus familiares, não ficaram de fora dessa atitude criminosa. Karina, assustada ao ver o Orkut de sua filha, foi até ao Nureccel buscando uma solução e principalmente justiça. Assinou vários papéis, relatou os fatos, mas se decepcionou. “Não tem explicação para o que fizeram com a minha filha, foi uma violência que me deixou chocada. Fiquei decepcionada com o Nureccel, porque a burocracia é enorme, e por minha filha ser menor, a burocracia parecia ainda maior. Isso me fez desistir de continuar procurando a policia e resolver fazer uma investigação própria, para tentar solucionar o caso”.


A mãe, da menor, foi até a escola de sua filha e pediu à coordenadora, redações de todos os alunos que estudavam na mesma sala de sua filha, e notou que os erros gramaticais que tinham em uma das redações eram os mesmos que tinham nas mensagens do Orkut. Por fim, descobriu que tudo partiu de um “coleguinha” de sala. “Fico assustada com a criação que as crianças estão recebendo. Parece que está tudo fora de controle. É realmente assustador, saber que essas atitudes criminosas estão partindo de crianças”.


BOX

O QUE DIZ A LEI:


Crimes contra a honra

São aqueles que atingem a honra da pessoa vitimada, em maior ou menor grau. Segundo o conceito da vitima no meio social ou o seu sentimento pessoal de auto-estima.

Art.20- Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime:
Pena: Detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, e multa de 1 (um) a 20 (vinte) salários mínimos da região.

Art.21- Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação.
Pena: Detenção, de 3 (três) a 18( dezoito) meses, e multa de 2 (dois) a 10( dez) salários mínimos da região.

Art.22- Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou decoro.
Pena: Detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, multa de 1( um ) a 10( dez) salários mínimos da região.







Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Redação Boanoitewilliam.

Azul Escuro Quase Preto






Ficha Técnica:
Título Original: Azul Oscuro Casi Negro
Espanha, 2006
Duração: 105 min.
Direção e Roteiro: Daniel Sánchez Arévalo
Produção: José Antonio Félez.
Fotografia: Juan Carlos Gómez.
Edição: Nacho Ruiz Capillas.
Música: Pascal Gaigne.


Jorge é um menino pobre que sonha com o dia em que subirá de vida. O símbolo que indicará que o seu desejo de ascender socialmente foi finalmente concretizado será a posse de um elegante terno, que infelizmente, ainda não possui as condições de comprar. é impressionante, como uma roupa pode ser simbolica, pode representar status e mudar o perfil de uma pessoa.Para completar o mar de frustrações que inunda o seu cotidiano, existe a presença do pai doente e a imagem platônica inalcançável de um amor de infância mal resolvido. É no meio desse quadro de situações pessoais/afetivas inconclusas e ainda a espera de serem solucionadas, que vemos o processo da trajetória do protagonista se desenhar. A dúvida da sexualidade do amigo de Jorge, é representada maravilhosamente bem.Ver o pai, indo a um massagista que oferece masturbação e sexo oral, ao mesmo tempo que revolta o filho, traz à tona a curiosidade.
Um filme, à frente da sociedade, quando sugere que jorge transe com a namorada do irmao, ja que este é infértil.
A nitidez que o filho traduz em seu olhar, quando cuida do pai doente: o cansaço,algumas vezes irritado mas ponderado e cumplice a todo o momento que o pai precisa.

Achei este filme, ao acaso, e adorei.É triste, notarmos, que estes tipos de filmes, nao são divulgados, que nao interessam a Industria cultural, olhando por este lado, até que é bom.Porque mantem a individualidade que estes filmes carregam.Um roteiro original e pouco massificado pela mass media.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Em 10 dias, Cuba ganha 7,4 mil linhas de celular

América Latina
Quinta, 24 de abril de 2008, 16h05 Atualizada às 16h04
www.terra.com.br


Em 10 dias, Cuba ganha 7,4 mil linhas de celular


Nos dez primeiros dias de liberação da telefonia celular para os cidadãos cubanos, 7,4 mil novas linhas foram criadas pela ETECSA, a empresa que detém o monopólio do serviço no país, informou a agência AP.

Até a semana passada, telefones celulares eram oferecidos apenas para estrangeiros ou cubanos que ocupassem posições no governo. No entanto, por meio de contas abertas por estrangeiros, muitos cubanos já possuíam celulares.

Segundo Maximo Lafuente Vazquez, da ETECSA, até o dia 14 de abril, 300 mil linhas de telefone celular já operavam na ilha. O custo para adquirir uma linha é de US$ 120, metade dos ganhos anuais da maioria da população.

Onda





Ondas fortes atingiram a baía de Guanabara. Em Piratininga, região oceânica de Niterói, o mar chegou a cobrir, em alguns momentos, a Pedra da Baleia - que tem aproximadamente 5 m de altura.

A Marinha e o Corpo de Bombeiros aconselharam que nenhuma embarcação entrasse no mar. Hoje pela manhã, surfistas se arriscaram nas ondas que chegaram a atingir 3 m de altura em algumas praias cariocas.


Por mais assustador que seja, a foto ficou bonita d+!

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Parede





Amei essa parede!super fácil fazer essa ar moderno dentro de casa.Pintar a parede e fazer umas listras.Uhuuu..vou fazer no meu quarto..eu acho!rsrsrs.
Ah... o artista é Marcelo Rosenbambambã no Lar, Doce Lar do Caldeirão

Cadeira





Criada em 1960 pelo genial e colormaníaco Verner Panton (1926-1998), designer dinamarquês que foi pupilo (e enfant terrible) de Arne Jacobsen, a cadeira produzida pela Vitra – também conhecida como "Stacking Chair" ou "S Chair" (adivinhe o porquê?) – talvez seja o móvel de plástico mais famoso do século XX. Se não for, certamente, é o mais sensual deles. Adoraria ter uma cadeira dessa, em minha casa. Achei super original.

Jeff Jarvis: No jornalismo, as boas ideias são do público




Matéria que lemos, ontem, na aula de Tecnologia em Jornalismo.
Muito interessante, vale a pena ler.


http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1326487&idCanal=61


Jeff Jarvis: No jornalismo, as boas ideias são do público


21.04.2008 - 12h24 Pedro Ribeiro, João Pedro Pereira


A imprensa está em crise: receitas publicitárias em quebra, vendas a descer, fuga de leitores para a Internet. Mas há quem veja no estado actual do jornalismo uma oportunidade. Jeff Jarvis é uma dessas pessoas; foi jornalista, hoje é autor do influente blogue Buzzmachine e um dos especialistas mais importantes nos EUA sobre a evolução da Internet.

Adepto das novas tecnologias, foi graças a elas que esta entrevista se realizou. Jarvis deslocou-se a Lisboa para uma reunião de trabalho, e escreveu sobre isso no Twitter (um popular serviço de microblogues). Um jornalista do PÚBLICO leu e enviou-lhe um pedido de entrevista.

Jarvis acedeu, e escreveu de imediato no seu Twitter: “O Twitter é espantoso. Um repórter de Lisboa viu que estou aqui e quer falar.” E falámos – sobre o futuro da imprensa, o papel do cidadãojornalista, a hiperlocalização das notícias e “o que faria o Google”.

P: Acha que os jornais e a imprensa radiofónica e televisiva vão acabar, ou é própria profissão de jornalista que está em risco?

Na verdade, sinto-me muito optimista sobre o jornalismo. Acho que há grandes oportunidades de crescimento, se redefinirmos as notícias e o jornalismo em termos latos. As estruturas anteriores do jornalismo dependiam dos meios de produção – a imprensa, a torre de emissões. Isso ditava os meios de distribuição e tudo o resto, mas não era isso que definia o jornalismo. O jornalismo é pessoas à procura de coisas que precisam de saber. Acredito que há oportunidades para o jornalismo colaborativo, com mais pessoas envolvidas.

P: Está a falar dos cidadãos-jornalistas?

Sim. Aí chega-se à pergunta: o que é o jornalismo, quem é um jornalista? Acho que é um erro definir o jornalismo com base em quem o pratica. Há pessoas que podem fazer um acto de jornalismo uma única vez na vida. Por exemplo, alguém que no tsunami [no Sudeste asiático] tirou uma foto do que se estava a passar, isso foi um acto de jornalismo.
O papel do jornalista muda. Temos mais gente a fazer jornalismo, isso pode ser confuso; há um papel para os jornalistas, que é editar, gerir [“curate”], talvez até ser educadores, ajudar as pessoas a fazer jornalismo melhor. A ideia de que as instituições são donas do jornalismo, isso vai acabar. Mas não quer dizer que vá acabar o jornalismo.

P: E para que servirão então os jornalistas?

Há a recolha e a distribuição de notícias. Sempre fomos atrás da testemunha ou do perito para saber o que se passa; agora, a testemunha ou o perito podem expressar-se eles próprios. Já não somos os únicos a recolher informação. Mas há cada vez mais um papel para... Eu uso a palavra inglesa “curate” [termo para os responsáveis pela gestão de museus ou outras instituições, ou para o trabalho do comissário de uma exposição], que parece o trabalho de um bibliotecário...

P: A sua ideia para o New York Times (NYT) era acabar com as secções de desporto e local, focar-se no noticiário nacional e internacional.

Não digo para fecharem o local e o desporto, digo que deviam ser negócios separados.

P: Mas isso não ia dar cabo da personalidade do NYT? Deixava de ser um jornal de Nova Iorque.

Os nova-iorquinos não o compram. As vendas em Nova Iorque são péssimas. Ora, é o NYT uma influência jornalística importante sobre a comunidade? Sim. Mas tem de se adaptar uma realidade económica.
Várias gerações de editores do Los Angeles Times (LAT) orgulhavam-se de escrever todos os artigos com a sua própria equipa, e cobrir todo o mundo assim. Mas qual é o valor disso? O valor de uma assinatura é muito limitado. Nem a minha mãe repara na assinatura dos artigos que eu escrevo. O que interessa é o conteúdo.
O Ken Auletta [jornalista da New Yorker] dizia-me: não é bom que o LAT, como portal para a Ásia, tenha um correspondente na Ásia? E eu respondi, pois, é bom. Mas, por outro lado, para que serve ter uma única pessoa para um continente inteiro? É quase absurdo.
O NYT, numa altura de cortes, substituiu esse posto por dois jornalistas poliglotas na sua redacção de Nova Iorque. Se tivesse duas pessoas em Los Angeles a ler e sumariar os media asiáticos, e a fazer um relato diário sobre tudo o que se passa – o que era melhor, isso ou um correspondente?

P: Aí não é um trabalho original. Está a confiar no trabalho dos outros.

O trabalho do correspondente na Ásia também não é original; ele também tem de recorrer essencialmente aos media locais.

P: Tem falado muito na necessidade da hiperlocalização do jornalismo; que os jornais devem cobrir noticias locais, e fazer links para o resto. Isso funciona fora dos EUA?

Essa pergunta é crucial. Acho que não, acho que é um fenómeno muito americano, porque somos um país tão grande e temos mercados de monopólio. Em cidades como Cleveland ou Cincinnatti, havia um único jornal para o mercado. Isso resultava num panorama muito repetitivo.
O que está a acontecer agora nos EUA é, por exemplo, muitos jornais estarem a perder os seus críticos de cinema. Os filmes são um fenomeno nacional; a opinião em Cleveland não é diferente da de Cincinatti. Por isso, na altura de fazer cortes, os jornais estão a despedir os críticos, para se focarem no que lhes é específico – o noticiário local. Não acho que isso seja mau.
Em outras partes do mundo, há marcas fortes a nível nacional. Uma marca nacional forte como a vossa não tem esses desperdicios de que se livrar para poupar dinheiro. O Cleveland Plain Dealer ou o Cincinnatti Inquirer podem cortar esses extras. A minha esperança é que na ecologia de links na Web, a investigação jornalística original ganhe espaço e se destaque. Acho que ainda não chegámos a esse ponto

P: Estas mudanças que propõe conduzem a um jornalismo melhor, ou são simplesmente algo de inevitável que o jornalismo tem de fazer para sobreviver?

É porque acho que vão fazer o jornalismo melhor. Temos de fazer experiências. Há oportunidades para fazer mais jornalismo que nunca. Dou-lhe um exemplo do “hiperlocal” : se mandarmos alguém com um iPod gravar todas as reuniões do governo municipal de Boston, e tivermos alguém a editar essas gravações online, isso seria uma cobertura melhor da política local do que se pode fazer actualmente com 10 repórteres.
Em New Jersey há 400 cidades, há 800 comissões de administração escolar, há 400 comissões de planeamento, etc. Se mobilizaremos o público para as cobrir a todas, isso é poderoso. Mas quem é que vai ouvir isso tudo? Bem, alguém há-de ouvir pelo menos partes, e daí há-de resultar alguma coisa.

P: Coloca-se um problema de qualidade. Ter um iPod ou um telemóvel com câmara não garante que se esteja a fazer jornalismo, muito menos bom jornalismo.

Se dividir o jornalismo em partes, uma delas é a recolha de informação. Acho que quase toda a gente pode gravar alguma coisa. Pode não ser capaz de descobrir o lede, de encontrar a essência, de condensar a informação, mas consegue gravar a informação.

P: Pode gravar as respostas. Mas pode não saber fazer as perguntas.

Os bons jornalistas que eu conheço estão a usar a Internet para perguntar aos leitores quais são as perguntas que eles devem fazer. Isso é bom jornalismo - saber usar as ferramentas com bom senso.

P: Está a confiar na sabedoria das multidões. Mas o sistema pode ser viciado. Na Internet, as pessoas podem usar o anonimato para dizer bem de si próprias ou mal dos seus inimigos. Neste modelo, em que se confia na comunidade, os mais activos não serão aqueles que têm interesses políticos ou financeiros?

Como quase todos os jornalistas que eu conheço, você olha primeiro para o que pode correr mal! Sim, esses riscos são reais. Mas não anulam as potencialidades destas novas oportunidades.
Por exemplo: as discussões em fóruns online. Encontra-se lá os piores idiotas a tomar conta de discussões. O que muitos sites fazem, eu próprio já o fiz, é passar o tempo a deitar abaixo os maluquinhos. Num modelo de selecção, escolhe-se o melhor em vez de liquidar o pior.
As pessoas vão abusar de qualquer tecnologia. Abusaram dos telefones, dos faxes, da imprensa. Mas a maioria vai querer usá-la bem. Aprendi com a Internet a ter uma fé inerente nas pessoas.

P: A Internet está cheia de trolls [vândalos]...

Acha que a maioria das pessoas são trolls? Ou será que os trolls apenas se fazem ouvir melhor?

P: A Internet ajuda a transformar as pessoas em trolls. Sob a capa do anonimato, na Web, as pessoas escrevem e fazem coisas que não se atreveriam a fazer offline...

Isso são desculpas. Estou em Portugal. Aqui ninguém sabe quem eu sou. Podia andar nu pelo meio da rua e ninguém dava por isso na minha terra. Podia fazer isso, mas não estou a fazê-lo – porque tenho uma consciência, e escrúpulos...

P: Nos dias de hoje, é bem provável que alguém reconhecesse a foto do seu blogue, o filmasse e metesse o vídeo no YouTube...

(Ri) Bom, imaginemos que eu não tinha um blogue. Podia-me portar mal, mas não o faria.

P: Está então a confiar que as pessoas são essencialmente boas.

Pode crer! Se não acreditasse nisso, não acreditava na democracia, nem na economia de mercado, nem no ensino, nem na religião organizada. Aprendi isso com a Web.
Fui crítico de TV na revista People nos anos 80. Foi a era em que o controlo remoto atingiu metade das casas americanas. Passou a haver controlo remoto, videogravador, TV cabo. Passou a haver muitas escolhas. Fui a um programa a falar sobre audiências televisivas defender que este fenómeno era bom, e um produtor disse-me: ‘Você está a defender os gostos do povo americano.’ E eu fiquei horrorizado! Foi um momento de transformação para mim. Percebi que, se dermos escolhas às pessoas, no longo prazo – no curto prazo, nem sempre – as coisas boas vão sobreviver.
É esse o motivo pelo qual os livros clássicos sobrevivem. A Internet é uma extensão disso. Com mais escolhas, mais controlo nas mãos das pessoas, o que é melhor virá à tona. Se não acredita nisto, tem de optar por uma ditadura – de decidir que alguém mais inteligente que você é que tem de decidir por si. Mais vozes é melhor para a democracia que menos vozes.

P: Mas, por exemplo, os prémios Pulitzer estão cada vez mais concentrados. Há cada vez menos jornais capazes de fazer jornalismo ao nível do Pulitzer.

Tem razão. Os jornais estão cada vez menos empenhados em bom jornalismo e isso é mau para a sociedade. Tem que ser assim? Penso que não. Os jornalistas vão perceber que o seu grande valor é fazer bom jornalismo, e vão aplicar mais recursos a fazer jornalismo de qualidade.
Os jornais costumavam fazer longas séries de artigos de investigação, que acabavam por não servir a comunidade, acabavam por não ajudar as pessoas. Mas tinham sido pensados para ganhar um Pulitzer. Esse é um problema de ego dos editores nos jornais. Os Pulitzers distinguem aquilo que inquestionavelmente tem qualidade, não acho que os Pulitzers sejam maus. Mas muitas vezes as pessoas aplicam os recursos apenas para se exibirem no sector.

P: Todos os jornalistas querem ser Woodward and Bernstein [os repórteres do caso Watergate]...

Isso é bom. Woodward and Bernstein são bons exemplos. Mas já vi muitos jornais fazerem más paródias de jornalismo de investigação. A história de: “Vamos seguir o percurso da droga desde a Turquia até aos EUA”. Já vi isso ser feito dezenas de vezes, porque acham que é jornalismo de investigação. Mas isso não é o que afecta a comunidade [onde os jornais se inserem]. Não é isso que afecta a vida das pessoas.

P: Os jornalistas têm a mania que sabem o que os leitores querem...

Sim. Mas não estou sugerir que se transforme isto [decidir o que se publica] numa votação [dos leitores], chegaríamos ao absurdo muito rapidamente. Mas não será possível usar mais mecanismos para que as pessoas nos digam aquilo que gostariam que nós fizéssemos?
Imagine que você põe uma fotografia sua no jornal e pergunta: “O que hei-de fazer amanhã?”. Os leitores podem dizer-lhe para fazer coisas ridículas ou dizer-lhe para estar sempre a fazer a mesma coisa.
Mas se disser “dêem-me as vossas ideias sobre o que gostavam que eu fizesse amanhã”, aposto que vai descobrir uma ideia nova em que ainda não tinha pensado. O que acontece é que as más ideias caem. É a sabedoria das multidões. Se tivermos uma boa comunidade, as boas ideias vão surgir. Dêem uma oportunidade [às pessoas].

P: Mas qual é o mecanismo a usar? Os jornais já usam focus groups...

Certo. E os focus groups são a pior coisa do mundo.

P: Há outros mecanismos, como as listas dos artigos mais vistos ou mais comentados. O escritor Nicholas Carr diz que, na Internet, cada notícia vale por si, e as notícias que atraem publicidade financiam as outras. Isso não é um risco, que o investimento seja feito sobretudo nas notícias que dão publicidade.

A marca ainda vale alguma coisa. Fui consultor da About.com. A About não é jornalismo noticioso, é jornalismo de serviço, diz às pessoas como comprar uma casa e esse tipo de coisas. O site da About.com está muito construído em torno da optimização para motores de busca. São brilhantes nisso. Sabem como colocar um artigo no topo dos resultados do Google. E os autores são compensados com base no número de visitantes.
Um especialista em finanças pessoais da About escreveu um artigo sobre as finanças da Paris Hilton. Era uma forma simples de conseguir tráfego. A About disse-lhe para não fazer isso. Porquê? Porque ia afectar a reputação a longo prazo. As pessoas ainda procuram jornalismo. E o público ia abandoná-los se ele continuasse a fazer aquilo.

P: Os truques para conseguir melhor posicionamento nos motores de busca podem ser prejudiciais ao jornalismo?

Há umas semanas – ainda não escrevi sobre isto no blogue – ouvi um podcast em que os autores defenderam que o marketing é uma responsabilidade do jornalista.

P: Isso seria muito mal aceite em Portugal...

Escrever títulos é marketing. Há técnicas. Dois exemplos: quando se tem uma boa citação, deve-se ir à Wikipedia e inserir essa citação. E quando se escreve sobre alguém que tem um blogue... Será legítimo pedir a essa pessoa que faça um link para o artigo?
O NYT re-escreve os títulos para que sejam encontrados pelos motores de busca. Isso não é necessariamente mau. Mas é uma forma de marketing. Outra coisa que fazem é ver quais os temas mais procurados e escrever um artigo sobre isso. Por um lado, isso parece mau. por outro, se as pessoas têm uma questão, querem uma resposta.

P: Vai lançar um livro chamado What Would Google Do? [O que é que o Google faria?]. Sobre que é?

Começou com uma ideia no meu blogue. A ideia é que o Google tem sido bem sucedido e por isso vale a pena perceber porque foi bem sucedido e ver se é possível aplicar essas estratégias a outras companhias, instituições, indústrias, carreiras. É claro que nem sempre são aplicáveis. Admito que o título do livro é um pouco para chamar a atenção.
O melhor exemplo que encontro é o caso Yahoo vs. Google. O Yahoo é a última empresa dos velhos media. Está construído sobre um modelo antiquado dos media: controlam o conteúdo e aplicam técnicas de marketing para atrair as pessoas.
Já o Google, é distribuído. Não lhe interessa onde está. Está em toda a Internet. Quando eu ponho anúncios do Google no meu blogue, sou parte do Google. O Google desmantelou-se a si próprio. Isso é inteligente. E acho que é uma das lições que as empresas podem seguir. Vou pegar nessas várias lições e tentar aplicá-las a muitas indústrias. Há algum tempo escrevi um post sobre como seria uma companhia aérea da Google. Seria melhor do que qualquer companhia que temos hoje.

P: É uma visão do Google não como uns tipos que tiveram sorte com uns algorítmos, mas como uma cultura...

Eu vejo uma cultura. E também vejo uma interpretação de como a Internet está a mudar. O livro é tanto sobre a Internet como sobre o Google.

P: O Google não produz conteúdo. Só ajuda a organizar e encontrar. O que é que isso diz do século XXI, quando o grande negócio não é criar conteúdo, mas organizá-lo?

Primeiro, se alguém cria conteúdo, deve ficar grato ao Google por mandar pessoas até esse conteúdo. A About recebe 80 por cento do tráfego a partir do Google e metade da publicidade vem do Google. Mais valia ser uma divisão do Google. Mas, em vez disso, construíram uma plataforma em cima do Google.

P: Muitos jornais acham que o Google lhes está a roubar o conteúdo...

Sim, sobretudo na Europa. Acho que estão a ser loucos! É como gritar com o dono do quiosque – como se atreve a ganhar dinheiro a vender o meu jornal!?! Se não se tem distribuição, não se vai a lado nenhum. [Os jornais] dependem dessa distribuição. O Google é o novo quiosque.

P: Mas o quiosque dá parte dos lucros aos jornais. Acho que é isso que eles reivindicam do Google.

A Google manda-lhe um link em troca, manda-lhe audiência. A responsabilidade de servir bem o leitor continua a ser dos jornais.

P: Acha que, se a Microsoft comprar o Yahoo, consegue ser um rival à altura do Google?

Eles estão a usar um modelo dos velhos media. Acham que podem comprar a audiência. Uma das frases preferidas do Yahoo é: “Temos uma mangueira. Ligamos a mangueira e mandamos muito tráfego”. Isso acontece uma vez. Se o conteúdo não for bom, ninguém vai ficar.
O Yahoo é usado por muitas pessoas. Mas não é dono dessa audiência. Se alguém comprar um jornal por dia, é bom que compre o vosso. Mas, online, é bom fazer parte da conversa, ter pessoas a criar links. É uma arquitectura diferente. O Yahoo e a AOL têm algumas coisas giras. Acho que devem tornar tudo o que têm exportável. O que eles dizem é: venham até nós e fiquem. Isso é muito caro.

P: As redes sociais online, como o Hi5 ou o Facebook, fazem precisamente isso...

Exacto. E acho que isso é uma fraqueza. A Internet já é uma rede social. O vencedor é quem a souber organizar.

P: O que irá acontecer nos próximos dois ou três anos, vão restar duas ou três redes sociais dominantes, e as outras desaparecem?

(pensativo) Bem, já sabem que eu consigo inventar umas tretas para responder a qualquer coisa... Agora, nem eu me atrevo a prever o que vai acontecer daqui a dois ou três anos. Há uns tempos convidaram-me para escrever um texto sobre como vai ser o jornalismo em 2020. E eu pus-me a pensar, onde é que estávamos há doze anos? Pense nas mudanças incriveis nessa dúzia de anos!

terça-feira, 22 de abril de 2008

Procura-se um namorado





Procura-se um namorado

por Cátia Menezes




Não quero ser exigente, mas parece que a unanimidade realmente está burra, sem assunto e limitada, como já dizia Nelson Rodrigues.
Os homens estão sem atitude. A conquista antes tão prezada em novelas, histórias de amor e claro, na vida real, foram extirpadas. Pelo menos é o que eu noto.
Tudo está fácil e superficial demais. Não pretendo colocar a culpa toda, em cima dos homens. Acho que essa ausência de “preliminares” se dá ao fato, da mulher se sujeitar às diversas liberdades surgidas com a Idade Moderna.
Se há conquista, não há interesse, porque o cara vai parecer excessivamente romântico.
Se não há conquista, também não haverá interesse, porque será tachado de rude e um indevido namorado no futuro.
Mas o que a mulher quer então?
O que vejo, infelizmente, são beijos dados sem compromisso, retribuídos em uma noite apenas.
Alegam que o que interessa, é só matar o desejo, mas tudo acontece tão rápido que a excitação não tem nem tempo para surgir.
Os nomes não interessam e o que faz e onde mora, então, interessa menos ainda.
O álcool percorre todo o corpo, claro que os sentidos afloram, acho isso, totalmente normal e humano. Mas o fato, disso ultrapassar a moral e os valores, acho perigoso demais.
Acredito que podemos beijar alguém, por diversos fatores.
Porque o jeito como ele dança, te impressionou,
Porque o tom de sua voz é sensual,
Porque seu corpo te atrai e etc.
Tudo isto, ainda vejo nos bares, ruas e boates que percorro. Agora: papos interessantes, isto sim, está extinto.
A informação está aí: disponível, escancarada e a mercê da maioria. Mas ao mesmo tempo, pouco interessante aos olhos de quem a têm. Pouco absorvida e usável.
Ser solteira cansa. É uma solidão coletiva. Todos se divertem, beijam, dançam e bebem. Mas depois, voltam todos sozinhos para casa. Ao botar a cabeça no travesseiro, a falta por um “companheiro” surge; o coração dói e a tristeza hoje denominada,erroneamente, depressão parece acordar e dormir com você.
Não sei se acontece só comigo, mas o dia, depois do rock, sempre é o pior. Acho que é por isso, que tentamos a todo o momento, ter nosso tempo ocupado. Os rocks parecem não ter fim e a bebida parece ser a solução de todos os problemas. É uma constante ressaca, que tentamos a todo o custo não sair dela, para não termos que cair na realidade. Tudo isto, para não haver o momento de solidão que nos assombra. A hora da verdade, diante do espelho. Às vezes intacto, outras vezes rachado. Panos em cima tentando esconder nossos rostos, falhas e medos. Medo de ficar sozinha para sempre, de não encontrar o príncipe encantado que há essa hora, já deve ter perdido seu cavalo, seus vestimentos,suas riquezas, sua beleza e gentilezas.Deve ter se infectado com o vírus da falta de assunto.A junção do consciente com o inconsciente parece obscuro e indomável demais para tentarmos desvendar e principalmente em aceitar a realidade crua que a vida nos impõe.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

E tudo mudou...

Veríssimo... Sempre brilhante!

E TUDO MUDOU...


O rouge virou blush,
O pó-de-arroz virou pó-compacto,
O brilho virou gloss,
O rímel virou máscara incolor;

A Lycra virou stretch,
Anabela virou plataforma;

O corpete virou porta-seios ...
Que virou sutiã ...
Que virou lib ...
Que virou silicone!

A peruca virou aplique... interlace ... Megahair ... Alongamento!

A escova virou chapinha,
'Problemas de moça' viraram TPM;

Confete virou MM;

A crise de nervos virou estresse,
A chita virou viscose,
A purpurina virou gliter,
A brilhantina virou mousse...


Os halteres viraram bomba,
A ergométrica virou spinning,
A tanga virou fio dental...

. . . E o fio dental virou anti-séptico bucal


Ninguém mais vê:

Ping-Pong porque virou Babaloo,
O à-la-carte porque virou self-service,

A tristeza porque agora é depressão,
O espaguete porque virou Miojo pronto,
A paquera porque virou pegação,
A gafieira porque virou dança de salão,

O que era praça virou shopping,
A areia virou ringue,
A caneta virou teclado,
O long play virou CD,

A fita de vídeo é DVD,
O CD já é MP3,
É um filho onde éramos seis,
O álbum de fotos agora é mostrado por e-mail,

O namoro agora é virtual,
A cantada virou torpedo,
E do 'não' não se tem medo,
O break virou street,

O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí,
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também...

O forró de sanfona ficou eletrônico,
Fortificante não é mais Biotônico,
Bicicleta virou Bis,
Polícia e ladrão virou counter strike,

Folhetins são novelas de TV,
Fauna e flora a desaparecer,
Lobato virou Paulo Coelho,
Caetano virou um chato,

Baby se converteu,
RPM desapareceu,
Elis ressuscitou em Maria Rita?
Gal virou fênix,
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,

Todos anjos
Agora só tocam lira...

A AIDS virou gripe,
A bala antes encontrada agora é perdida,
A violência está coisa maldita!

A maconha é calmante,
O professor é agora o facilitador,
As lições já não importam mais,
A guerra superou a paz,
E a sociedade ficou incapaz...
... De tudo.
. . . Inclusive de notar essas diferenças.

( Luiz Fernando Veríssimo.)

terça-feira, 15 de abril de 2008

Um passo para uma nova vida





Cada luz é um passo para uma nova vida.

Uma vida, com curvas, retas.

Um abstratismo relevante.

Pinto a vida com as cores que quero,

A transformo da maneira que a vejo e da maneira que a desejo.

O verde das arvores, pode virar o verde do mar.

Tudo depende de escolhas.

Escolhas que tomo porque quero,

Decisões que tomo porque devo.

Os galhos das arvores são as ramificações das minhas escolhas.

Alguns galhos, em suas pontas, podem virar frutas ou folhas.

As decisões são assim.

Quando tomadas com sabedoria,

Seguem seu percurso,

Crescem, sempre evoluem.

Caso contrário,

Os galhos secam,

Viram galhos ocos,

Fracos, que quebram com facilidade.

Não quero ser assim.

Quero me espelhar na árvore: carvalho

Que em cada tempestade em que está exposta,

Enraíza-se ainda mais na terra.

Se tornando forte e invencível, a cada obstáculo que ainda há de enfrentar.

Até porque cada tempestade para um carvalho é mais um desafio a ser

Vencido e não uma ameaça.

domingo, 13 de abril de 2008

10 homens e uma mulher





10 homens e uma mulher!!


Onze pessoas estavam penduradas em uma corda num
helicóptero.Eram dez homens e uma mulher. Como a corda não era forte o
suficiente para segurar todos,decidiram que um deles teria que se soltar da
corda.Eles não conseguiram decidir quem, até que, finalmente, a mulher disse
que se soltaria da corda pois as mulheres estão acostumadas a largar
tudo pelos seus filhos e marido, dando tudo aos homens e recebendo nada de
volta e que os homens, como a criação primeira do mundo, mereceriam
sobreviver,pois eram também mais fortes, mais sábios e capazes de grandes
façanhas...Quando ela terminou de falar, todos os homens começaram a bater
palmas...**E caíram da corda...Nunca subestime o poder e a inteligência de
uma mulher...

Os 3 últimos desejos de Alexandre O Grande




Quando à beira da morte, Alexandre convocou os seus generais e relatou seus 3 últimos desejos:


1 - que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;

2 - que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus tesouros

conquistados (prata, ouro, pedras preciosas...); e

3 - que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do

caixão, à vista de todos.


Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Alexandre quais as razões. Alexandre explicou:


1 - Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para

mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;


2 - Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que

as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui

permanecem;


3 - Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.



Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Anúncios chocantes - Conscientização















Anúncios chocantes - Safados, crus e nojentos.







PUBLICIDADE

PUBLICIDADE
Site mostra os 50 anúncios mais chocantes; brasileiro está na lista.
Atualizada às 17h18

O site Trend Hunter Magazine, especializado em publicidade, fez uma seleção de 50 anúncios chocantes, que foram lembrados, segundo a publicação, por serem perturbadores ou, no mínimo, controversos. Entre os escolhidos estão material para meios impressos, comerciais de TV, anúncios virais e ações de "guerrilha" feitos pelas agências.

A lista da revista foi separada em categorias. Na primeira delas, denominada conscientização, está um anúncio de mídia alternativa feito para a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de São Paulo, mas que não foi veiculado como publicidade do órgão. Na proposta de ação, foi colado um adesivo simbolizando uma pessoa atropelada no pára-brisa de um ônibus com a inscrição "atravesse na faixa".

Outro anúncio na categoria foi um para sensibilizar sobre a caça das baleias, que ainda acontece em países como Noruega, Japão e Islândia. Para chocar o público, um cartaz simbolizando o animal foi colado na parede e, em alto relevo, foram colocadas vísceras para mostrar a "matança".

Uma ação de conscientização contra a aids na França também foi considerada chocante pela Trend Hunter. Os anúncios impressos mostram um homem fazendo sexo com um escorpião gigante e uma mulher recebendo sexo oral de uma tarântula. O objetivo das peças era mostrar o risco de se fazer sexo sem camisinha.

Outros dois comerciais impressos incluídos na lista tratam de temas relacionados à infância. Em um deles, meninas com corpos já formados são utilizadas para alertar para o estupro presumido - ato de fazer sexo com meninas menores de 12 anos nos Estados Unidos, mesmo com o consentimento da adolescente. A outra peça é um outdoor que mostra um brinquedo sujo de sangue e prega controle dos pais na hora de punir seus filhos.

A Cruz Vermelha da Austrália está presente na relação dos anúncios chocantes com um anúncio para incentivar a doação de sangue no país. Embora a Trend afirme se tratar de um anúncio impresso, a revista destaca que pequenas caixas de plástico cheias de sangue, como aquelas feitas para depositar moedas, com a inscrição "dinheiro não é tudo", seriam uma forma "eficiente" de conscientização.

A organização Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais (Peta, da sigla em inglês) entrou no ranking da revista com dois anúncios: um impresso que mostra uma pessoa dentro de uma embalagem de carne e outro para a TV que exibe uma modelo se despindo para falar da causa da entidade. A cena é interrompida antes de ela ficar nua por imagens de maus tratos a animais.

Do leste europeu, há uma peça em mídia alternativa feita pela associação de proteção das mulheres da Romênia. No anúncio, que usa um telefone público, o gancho do aparelho é uma mão que atinge a face de uma mulher.

Entre os outros anúncios na categoria conscientização, há peças para o controle do tabagismo, distorção da imagem feminina na mídia, estupros, o ato de urinar em público, uso de aids para vender moda e um anúncio de camisinha que usa o slogan "o dia seguinte é mais seguro para quem usa preservativo".

Produtos

Na categoria de publicidade chocante utilizada para anunciar produtos, a revista separou desde anúncios para sutiãs esportivos - com fotos de mulheres com machucados no rosto pelo balançar dos seios - até peças de TV para anunciar absorventes internos femininos que mostram uma mulher "secando" a água de uma piscina pelo poder absorvente do produto.

Ainda neste segmento, há o anúncio de um videogame que mostra como soldados gostariam da função "tentar de novo" nos campos de batalha. Também há a publicidade de um carro híbrido, menos poluente, que mostra donos do veículo fazendo coisas erradas, mas com o slogan "pelo menos eles poluem menos". Outro comercial da categoria é o de uma cafeteria, que mostram um escorpião feito com grãos de café subindo pela face de uma mulher.

'Safados, crus e nojentos'

Na categoria, há anúncios de mulheres sendo "aliciadas" por animais na Alemanha e peças de sexo "acima da média" da Dolce & Gabbana. A marca, inclusive, é lembrada por um anúncio com tendências violentas de homens com relação a mulheres e que foi duramente criticado pela Anistia Internacional.

Entre os selecionados também há vários virais de famosos, como o de Sarah Silverman dizendo ao ex-namorado que está "transando" com Matt Damon. Há também a resposta dele, dizendo que passou a transar com Ben Affleck.

A empresa de produtos de moda Tom Ford é citada pela Trend em três anúncios: dois deles com mulheres com suas partes íntimas cobertas por produtos da marca e outro polêmico com uma modelo agredindo um homem.

A categoria também tem um "peludo" Burt Reynolds pelado, câmeras indiscretas instaladas em banheiros para um viral e pessoas vestidas de animais simulando sexo para a Virgin.

Filmes e TV


Talvez o maior representante deste segmento, apontado pela revista, seja o marketing de guerrilha feito pelo filme "A prova de morte", de Quentin Tarantino. A publicidade consistiu em espalhar uma série de braços cortados de mentira segurando o DVD do título na cidade de Amsterdã, na Holanda.

Outra ação da categoria inclui o beijo entre Jennifer Aniston e Courtney Cox (Rachel e Monica do seriado Friends) para promover uma nova série de TV.

Política


Entre os anúncios de cunho político a Trend escolheu um comercial que mostra George W. Bush, Silvio Berlusconi, Hugo Chávez e Sócrates sendo silenciados com uma mordaça vermelha. Outra peça que "homenageia" o presidente americano foi lançada na Nova Zelândia e usa a imagem dele para promover o filme American Psycho (Psicopata Americano).

Já na Bélgica, uma universidade usou uma foto alterada pelo Photoshop mostrando uma fusão de Hillary Clinton e Barack Obama em prol da instituição.

Embalagens e rótulos


Entre as embalagens e rótulos que mais chocaram a revista escolheu as balas refrescantes da Hershey's que pareciam drogas como cocaína, heroína e crack. Outro selecionado foi o frasco do gel Gorilla Snot (baba de Gorila), que abusou do conceito de que as pessoas passam qualquer coisa no cabelo desde que "funcione".
Outra "série" que entrou na lista foi o "faça você mesmo", que trouxe livros como "Faça sua mãe uma estrela pornô" e "Como matar um completo estranho", entre outros.

Para fechar a relação da Trend, foi escolhida uma nova forma de propaganda que está sendo difundida em Nova York: a "ass-vertise" (publicidade no bumbum). O lema da nova empresa é "se você quer ser visto, esteja onde todos vão olhar".

Modelo nua agride homem em anúncio polêmico







Terça, 4 de Março de 2008, 12h45
Fonte: Redação Terra

Mídia
Modelo nua agride homem em anúncio polêmico

Atualizada às 13h47

A marca de roupas e perfumes Tom Ford fez um novo anúncio publicitário polêmico. Na propaganda para sua linha de roupas masculinas, uma mulher nua agride um homem vestido.

No anúncio de duas páginas para revistas, a mulher aparece com a mão nas partes íntimas do homem, que faz uma expressão de dor.

Tom Ford já causou polêmica com a campanha de seu primeiro perfume para homens, em que o frasco do produto foi fotografado entre as pernas de uma mulher nua.

Em uma segunda versão da mesma propaganda, o perfume foi colocado entre os seios de outra modelo nua.

Empresa brasileira produzirá preservativo ecologicamente correto

Empresa brasileira produzirá preservativo ecologicamente correto

http://minhanoticia.ig.com.br/materias/483001-483500/483434/483434_1.html

10/04/2008 - 10:21



A empresa brasileira Natex, criada através de acordo entre o Ministério da Saúde e o governo do Acre, produzirá camisinhas masculinas com látex de seringal nativo da floresta amazônica. A produção será vendida ao governo federal.

Serão 100 milhões de unidades de preservativos ao ano, destinados aos programas nacionais de combate às DST/Aids.

A construção da fábrica, que durou 3 anos, foi baseada nos conceitos de desenvolvimento sustentável, social e ambiental.

No auge da produção, a Natex deve gerar 150 empregos diretos e envolver 700 famílias da reserva extrativista Chico Mendes no fornecimento da matéria-prima.

Outras informações em www.floreseversos.blogspot.com.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Quando a ciência se confunde com a religião




Texto para examinar a matéria “bebê com dois rostos vira “deusa” na Índia”.

Quando a ciência se confunde com a religião

Na ciência há sempre o (como), e na religião, no misticismo o principio dogmático sempre está inserido.
O que devemos pensar não é nem julgar quem esta certo ou errado.
Mas penso... Que dá para duvidar dos milagres de Deus, mas quem poderá duvidar dos milagres da ciência?Quem vai querer bater de frente com fatos?
O problema maior é achar que só o seu santo é santo.

Claro, que muitas vezes a ciência moderna desvincula-se da moral. Porque não se pergunta o porquê disso tudo acontecer,de modo natural,mas como tudo funciona,de forma avassalora. Toda a natureza passa a ser um objeto (coisa), inclusive o ser humano-A chamado coisificaçao da pessoa humana, para servir interesses,de um grupo elitizado,na maioria das vezes. Mas isso, seria entrar em outro assunto, mais complexo.

Fazendo uma ressalva, para a questão da filosofia e da ciência, que também é uma questão reflexiva muito interessante.
A filosofia que significa etimologicamente amor à sabedoria questiona o Porquê e a ciência (como).
A filosofia sempre foi a mãe da ciência - os grandes filósofos da antiguidade eram considerados os cientistas da época.
A ciência era feita de modo contemplativo, não havia essa rapidez da ciência. Tudo era feito na passividade. Se queriam ver como era o processo do desabrochar de uma rosa, por exemplo, os filósofos cientistas ficavam horas e horas contemplando este processo natural. Diferente de hoje, que a ciência para descobrir como algo funciona, desseca tudo, de forma violenta e veloz. É querer o constante apoderamento, controle total de todas as situações.
O que deve ser posto em questão é:
O que pretende a Ciência?
A causa para tudo isso, pode ser a cobiça, a pretensão de querer corrigir uma falha do homem. É o que chamamos de Ontológica – a dor que não tem cura. A ciência quer sanar tudo que considera possível e impossível aos olhos da sociedade leiga.
Não adianta a ciência querer melhorar tudo, se a ciência não quiser melhorar o homem.
Ficando um pouco do lado místico da situação, é “vero” que a ciência tem um papel de tirar o encantamento das coisas. Isto pode ser meio problemático. Mas já dizia
Niet: “Deus morreu, quem vai dar conta disto tudo? A ciência.”.

E acredito que só a culpa poderá ser o limite da ciência.

“bebê com dois rostos vira “deusa” na Índia”




Matéria do site: www.terra.com.br 10/04/2008

http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI2737757-EI298,00-Bebe+com+dois+rostos+vira+deusa+na+India.html



Um bebê de um mês, que nasceu com duas faces devido a um problema raro, virou alvo de devoção dos vizinhos em um vilarejo perto de Délhi, na Índia. Lali, uma menina, nasceu com um problema chamado duplicação craniofacial e tem dois pares de olhos, dois narizes e dois pares de lábios.

"A primeira vez que a vi fiquei com medo, é natural. Mas agora me sinto abençoado", disse o pai de Lali, o lavrador Vinod Singh. Médicos disseram a Singh que, apesar do problema, a menina é saudável e normal. Ela consegue beber leite por qualquer uma das bocas e também respira normalmente.

No vilarejo onde Lali nasceu seu problema a transformou em objeto de fascinação e reverência, com os moradores fazendo fila para ver a criança. Muitos deles trazem oferendas em dinheiro, acreditando que Lali tem poderes especiais.

"Quando se vê algo que não é natural, só pode ser algo de Deus. É tão mágico que acreditamos que ela seja uma deusa", disse Jatinder Nagar, um vizinho que assumiu o papel de guia das visitas à criança.

Separação
Vinod Singh é um lavrador muito pobre. Dentro da pequena casa da família, ele fica cercado pelos moradores do vilarejo que chegam para ver Lali. Mas o pai da menina está se sentindo cada vez menos confortável com a situação.

"Ela é minha filha. Não quero mais nada disso. Estou cansado", afirmou. A reação de Singh, no entanto, vai contra séculos de tradição, pois os moradores do vilarejo acreditam que Lali é a reencarnação de uma deusa hindu e até já falaram em construir um templo em sua homenagem.

Médicos em Délhi afirmaram que existe a possibilidade de separar a cabeça de Lali, mas antes querem fazer mais exames para saber se os órgãos internos da criança são normais. Entretanto os pais de Lali não permitem mais exames na filha.

"Qual a necessidade (dos exames)? Até onde sabemos, ela é como qualquer outra criança. Só queremos aproveitar o tempo que temos com nossa primeira filha", disse Vinod Singh.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Despertar da cegueira




Poema que fiz e que encontrei ,agora, jogado na gaveta.


Despertar da cegueira


Me libertei da cegueira do amor,
ví que o perdão nao vale a pena,
diante da dor.

Lutar, chorar, correr.
Tudo foi intenso demais,
para eu perceber.
Que tudo um dia acaba,
mesmo que eu não queira ver.

Para você,
representei a loucura,
e uma pessoa em busca de prazer.
Mas o que você nao entendeu
e o que você nao viu
é que eu só queria você.

" fazer amor"





Não gosto da expressão "fazer amor".Como você pode fazer amor? Não é uma coisa como fazer; não é uma ação. É um estado. Você pode estar nele, mas não pode fazê-lo.Você pode se mover nele mas não pode fazê-lo. Você pode ser amoroso, mas não pode manipulá-lo.Deveríamos parar de querer manipular tudo, isso parece inerente à mente ocidental.

O cachorro que morreu de fome em nome da "arte"



O bom da vida é realmente isto, questionar.Primeiramente, quero agradecer ao meu amigo "Andarilho" pelo comentário que deixou quando postei sobre arte e a questão de ter o direito de provocar debate.
Fiquei chocada com o site que me mandou:

http://www.interney.net/blogs/inagaki/2007/10/17/o_cachorro_que_morreu_de_fome_em_nome_da/

O cachorro que morreu de fome em nome da "arte"- me pôs em uma dúvida cruel,sobre o que tinha dito e o que pensei depois de ler a matéria.

E como disse acima, o bom da vida,além de questionar é poder mudar de opinião.Não digo nem de opinião, mas o fato de pensar em outras dimensões.As opiniões não deveriam ser como uma ilha, precisa haver ramificações e mudanças ao longo da vida. Não ser tão pragmático, no sentido de só ter uma idéia, opinião sobre um certo tema.
Não nego que achei interessante a fala do artista ao dizer :" O importante para mim era constatar a hipocrisia alheia.Um animal torna-se foco de atenção quando o ponho em um local onde pessoas esperam ver arte, mas não quando está no meio da rua morto de fome".Este era o foco,o tema que o artista queria debater,interessante mas não do ponto de vista de matar um animal.Isso foge com o direito à vida.
Não sei..mas é querer inovar de forma errada, é um chocar muito sensacionalista e sádico, na minha opinião.

Grávida







Acho lindo, mulheres grávidas.E quem disse que elas não são sensuais? Adorei a foto =)

terça-feira, 8 de abril de 2008

'Faces da morte'




Eu acredito que a arte tem o direito de provocar debates!Por isso sou a favor de qualquer tipo de manifestação de arte. Sem censura, obviamente. Retrocesso não tem vez, pelo menos não deveria ter.






Fotógrafo alemão registra 'faces da morte'


Uma exposição que abre neste mês em Londres reúne retratos de 24 pacientes terminais antes e depois da morte.

O fotógrafo alemão Walter Schels e a jornalista Beate Lakotta passaram um ano acompanhando pacientes em fase terminal em diversos hospitais na Alemanha para tentar revelar a opinião destas pessoas sobre sua condição e seu medo da morte e fotografar as pessoas mortas e vivas.

As fotos estão reunidas na exposição Life Before Death (Vida Antes da Morte, em tradução livre), que traz 48 retratos de 24 pacientes terminais – de um bebê de 17 meses a um homem de 83 anos – antes e depois da morte.




Segundo Lakotte, a intenção do projeto era tentar superar o medo da morte.

"Nós todos sabemos que vamos morrer um dia, mas é difícil acreditar que realmente vai acontecer com a gente. Nossa motivação era tentar superar o nosso próprio medo da morte e o projeto tenta explorar esta questão", disse.

Cada imagem traz um depoimento sobre a vida dos retratados e o que esperavam da morte.

Uma das fotografadas, Maria Hai-Anh, por exemplo, se preparou durante um mês para a morte e acreditava que precisava se desprender de todas as pessoas antes de morrer.

Já para Heiner Schmitz, um publicitário que morreu com 52 anos, a morte era tudo o que ele conseguia pensar no último mês de vida.

"Esses retratos marcantes revelam que contemplar a certeza da morte pode oferecer uma percepção bonita e emocionante sobre uma das mais profundas experiências que todos iremos passar", afirmou Ken Arnold, um dos diretores da galeria que abriga a exposição.

A mostra Life Before Death fica em cartaz de 9 de abril até 18 de maio na galeria Wellcome Collection, em Londres.

Tim maia




Nosso filósofo popular Tim Maia dizia que "não pode dar certo um país em que prostituta se apaixona, cafetão tem ciúme e traficante se vicia".

O clube do imperador





Frase de Heráclito: "Tudo flui e nada permanece; tudo se afasta e nada fica parado. Você não consegue se banhar duas vezes no mesmo rio, pois outras águas e ainda outras sempre vão fluindo. É na mudança que as coisas acham repouso”.

Atualmente, é que consegui entender essa frase. Foi vendo o filme Clube do Imperador, que por sinal, tem essa frase, que percebi que não conseguimos fazer a mesma coisa duas vezes.
Vi este filme, pela segunda vez, e fiz questionamentos que nem tinha notado anteriormente.

E a vida é assim, uma rosa nunca tem o mesmo cheiro, você pode fazer um bolo quantas
vezes quiser, mas ele nunca vai ter o mesmo sabor, você pode voltar um namoro quantas vezes achar necessário, mas ele nunca será como antes. Motivo de tanta desilusão para várias pessoas.


Recomendo este filme, principalmente para quem gosta de filosofia. Questiona o caráter do ser humano e se vale mais a pena viver sendo injusto ou justo. Tema tirado do livro A Republica de Platão.



São vários os tópicos de análises:

1. A motivação extrínseca é mais fraca que a intrínseca.
2. Os fins não justificam os meios, como comprovou o próprio professor.
3. Reconhecer os erros é de sábios.
4. O exemplo dos superiores influencia a personalidade de quem deles depende.

tela com a imagem de Jesus Cristo

Terça, 8 de abril de 2008, 10h59

http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI2732807-EI8142,00.html


Fiquei curiosa para ver estas obras de arte.Nada como a criatividade ;)



Uma tela com a imagem de Jesus Cristo imerso em uma orgia homossexual com os 12 apóstolos, pintada por um artista ateu e exposta no museu da catedral de Viena, tem causado tanta indignação que foi retirada da mostra, segundo informou na segunda-feira a agência Efe.




No lugar de maior destaque da exposição "Religião, carne e poder" estava a polêmica obra A última ceia, do austríaco Alfred Hrdlicka, 80 anos, que expõe sua visão particular desta passagem do Evangelho.

A cena representada em preto e branco mostra os apóstolos amontoados e masturbando-se uns aos outros, com sinais de terem bebido demais. A única resposta dada pelo artista ao ser questionado sobre a obra foi que "não havia mulheres", então Jesus e os apóstolos deviam aplacar seu ardor sexual por outros meios.

Outra obra a causar polêmica na exposição da catedral vienense é a da Crucificação, em que Jesus aparece sem rosto, mas com o pênis bem visível.

Tanto o diretor do museu quanto o cardeal de Viena, muito próximo ao papa Bento XVI, estão sendo extremamente criticados por permitirem que tais obras fossem expostas na principal catedral do país.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

O poder da tristeza




Matéria: O poder da tristeza- Novas pesquisas questionam o uso de antidepressivos e revelam que a infelicidade também pode ser boa para você.
publicada na revista Época, no mês de Março.

" Ser feliz demais não é bom. O contentamento em excesso torna as pessoas menos capazes, menos saudáveis e menos atentas a riscos".

"A felicidade pode chegar com um amor, com uma conquista, com um fato que transformou de maneira positiva o indivíduo.Mas ela não fica para sempre.De uma hora para outra, pode e provavelmente vai partir.Assim como a infelicidade".

"O que não me mata, me torna mais forte"- Friedrich Nietzsche

Paulo- em suas cartas aos romanos " O sofrimento produz resistência, a resistência produz caráter e o caráter produz a fé ".

" É durante as fases de depressão que surgem os questionamentos que despertam da criatividade da pessoa atormentada".

"É durante as fases de dor e depressão que surgem as produções mentais, os questionamentos que não povoam a vida mental habitual".

Pessoas que tinham depressão e que foram impulsionadas para a criatividade:
- Beethoven
-Niet
-Van Gogh
- Edvard Munch
- Santos Dumont
- Fernando Pessoa
- Clarice Lispector
- Joao Cabral de Melo Neto
- Woody Allen
-Janis Joplin
- Jim Morrison
-Elis Regina etc.

"As pessoas não têm paciência para a infelicidade.Num mundo altamente competitivo, estar triste pode ser interpretado como um sinal de fraqueza, e isso ninguém quer".

No livro Felicidade, o economista Eduardo Gianneti aponta outros riscos que o contentamento exagerado traria para a sobrevivência da civilização.Segundo Gianneti, a invenção de uma pílula que provesse todos os cidadãos de felicidade provocaria danos irreparáveis ao mundo. Na ausência de sentimentos negativos como culpa, vergonha, remorso e arrependimento, todos eles neutralizados pelo tal remédio, haveria um enfraquecimento do respeito às normas morais de convivência.As pessoas não se sentiriam psicologicamente inibidas para praticar atos terríveis, porque ao tomar a pílula deixariam de sentir culpa ao prejudicar alguém. O resultado seria o caos completo, que muito provavelmente resultaria no aniquilamento do mundo tal qual o conhecemos.

Horóscopo sexual de abril






Queria tanto, que tudo isto fosse verdade...rsrsrs





Nível de energia: alto

Este é um mês em que sua energia estará a mil. Com o Sol brilhando em seu horizonte, pode esperar por algumas surpresas em todas as áreas, especialmente no amor. Um novo ano se inicia e junto com ele suas energias são renovadas. A partir do dia 5, muitas coisas acontecerão - inclusive a possibilidade de um novo e duradouro amor.