domingo, 24 de junho de 2007

Por que sabotamos nossa felicidade?

"A felicidade está onde a colocamos e não onde a procuramos"

Ultimamente tenho dedicado parte de meu pensando sobre o tema felicidade, principalmente por observar o quanto essa pequena palavra pode significar para cada um de nós separadamente.
Felicidade é um tema universal, é um estado de ser que todos nós, sem exceção, buscamos, mas poucos de nós conseguem contatá-la. Como é um estado de espírito, a felicidade está dentro, e não fora de nós.
E por mais que busquemos a felicidade em coisas como um salário maior, um grande amor, ou qualquer coisa que não esteja dentro de nossos corações, não conseguiremos encontrá-la. Você já parou para se perguntar o que o torna feliz ou infeliz? Qual o verdadeiro significado da felicidade para você?
Penso que felicidade é um estado que brota a partir do sentimento de liberdade e prazer. Penso ser impossível sentir-se feliz se não nos sentirmos livres. Mas certamente, aquilo que me faz feliz, pode não fazer sentido algum para você. Aceitar as diferenças é também uma forma de construção da felicidade.
Muitas pessoas consideram a infância como uma época de grande felicidade, e vivem mais no passado, idealizando-o, e conseqüentemente negando a vida presente. Mas é agora, no momento presente, que devemos depositar todas as nossas energias na construção de uma vida mais plena e feliz.
O passado existe apenas em nossas memórias, a não ser em casos especiais, onde alguns traumas não resolvidos ainda gritam com força nos impedindo a felicidade.
Todos nós queremos que nossas vidas sejam mais do que a luta pela sobrevivência. Todos nós sentimos amor, temos vida, sonhos e fantasias em nossos corações, e na maioria das vezes não damos vazão a esses maravilhosos sentimentos.
Mas afinal, por que deixamos que nosso amor e alegria desapareçam, se sonhamos diariamente com a felicidade, e procuramos por todo o tempo o amor? Por que sabotamos nossa felicidade? Por que temos tanto medo da liberdade e do prazer? Por que anestesiamos nossos sentimentos, nossas sensações corporais?
Na realidade, enquanto estivermos anestesiados, não conseguiremos nenhum sucesso em nossa busca, pois quando o prazer está ausente de nossas vidas, quando perdemos a sensação de prazer, a felicidade é apenas uma ilusão.
Acredito que precisamos urgentemente resgatar algo muito primitivo de dentro de nós. Uma certa liberdade e prazer que deixamos lá atrás, nas mãos de nossos ancestrais. Algo natural e humano, até mesmo um pouco selvagem, não domesticado, que está impresso em nossa memória celular. Lentamente nossos sentimentos foram calados, humilhados, silenciados, enfraquecidos, e pior, acreditamos em toda história que nos contaram!
Somos, na maioria, filhos de pais autoritários, frutos de uma sociedade autoritária, onde a expressão de nossos sentimentos e de nosso prazer foi brutalmente amordaçada. E enquanto nos sentirmos prisioneiros desses padrões, não poderemos trilhar absolutamente o caminho em direção à plenitude de ser.
Estamos todos atolados no medo. Receamos nos aventurar, criar, gostar de alguém; temos medo de nossas próprias atitudes, especialmente aquelas que brotam espontaneamente, da pulsação de nossos corpos. Temos vergonha de amar, de cantar, assobiar, de rir sozinhos, de abraçar, beijar, de sentir prazer!
Nos tornamos áridos, secos, mordazes, inteligentes demais. Mas a boa notícia é que o mesmo remédio que mata é o que cura; todos nós trazemos em nossa psique a possibilidade de irrigação, fertilização e auto cura.
Perceba-se em seu dia a dia. Comece observando cada atitude que o leve na direção oposta à felicidade. Observe atentamente o predador que traz dentro de você. Como se estivesse em um quarto escuro com uma serpente, observe atentamente, sem descanso. Olhe-o de frente, bem dentro de seus olhos.
Mas cuidado, não o subestime, pois ele é poderoso. Esse predador nasceu de vozes muito convincentes, na maioria das vezes destrutivas, que tentaram fazer você acreditar que não é bom o suficiente.
Engane-o, finja obedecê-lo, tratá-lo com carinho, e crie inteligentemente uma grande armadilha para aprisioná-lo, e tranque-o. Guarde as chaves com você, nunca as dê para outra pessoa.
Somente quando você tiver coragem suficiente para aprisionar esse carcereiro, poderá seguir em direção à tua liberdade, ao prazer, e conseqüentemente à tua tão sonhada felicidade.

sábado, 23 de junho de 2007

Diamante de sangue

Nunca imaginei que por trás da comercialização de diamantes pudesse existir tanta currupção, ambição,mortes, miséria. O filme Diamante de sangue, retrata muito, mas muito bem a a guerra civil de Serra Leoa em 1999.O controle das minas de diamantes e a história de milhares de pessoas que morreram e milhões que se tornaram refugiados. É um circulo vicioso,por sem sabermos, compramos diamantes ilegais, e mantemos a situaçao de Serra Leoa. Em janeiro de 2003, 40 países assinaram o "Processo Kimberley".Uma medida para reduzir o fluxo de diamantes do conflito.Mas diamantes legais ainda chegam ao mercado.O consumidor deve insistir em comprar diamantes limpos.Graças a Deus,a Serra Leoa, atualmente,está em paz, mas o triste é saber que ainda existem 200 mil soldados infantis na áfrica.Vou contar um pouco da história de Serra Leoa,vale a pena saber, além do mais conhecimento nunca é d+! Serra Leoa é um dos grandes produtores mundiais de diamantes, símbolos de ostentação e fortuna. Apesar disso, é um dos lugares mais miseráveis do mundo, ocupando o último lugar no índice de desenvolvimento humano da ONU.Arrasada por uma guerra civil que já dura quase dez anos, mais da metade da população vive abaixo da linha de pobreza. Em cada dez adultos, sete são analfabetos, e a expectativa de vida é de cerca de 35 anos.Serra Leoa surgiu como colônia no século 18 para abrigar escravos ingleses emancipados. Transferidos para um lugar desconhecido, os ex-escravos, próximos da cultura européia, desprezavam a população nativa. Transformados em elite e hostilizados pelos africanos, converteram-se em representantes do colonialismo.Os diamantes de Serra Leoa foram descobertos na década de 30, despertando de imediato a cobiça européia. Com a independência em 61, assumiu Milton Margai, do Partido Popular de Serra Leoa (PPSL), simpático aos interesses britânicos. Líder de um governo acusado de corrupto e distante dos interesses do povo, Margai morreu em 64, deixando o poder para seu irmão Albert Margai.Nas eleições de 67, chegou ao poder Siaka Stevens, do Congresso de Todo o Povo (APC). Membros da elite crioula aliaram-se a líderes tradicionais e representantes do interesse neocolonial para depô-lo por meio de um golpe. Siaka retornou ao poder em 68 (Golpe dos Sargentos) e, durante seu governo, nacionalizou a produção de diamantes e estabeleceu um regime de partido único.Com a queda nas exportações na década de 80 somada à inflação elevada e às denúncias de corrupção, o país enfrentou uma onda de manifestações populares. Em 91, forças rebeldes atuando a partir da Libéria, sob o comando de Fodday Sankon, da Frente Revolucionária Unida de Serra Leoa (URF), ocuparam parte do país.Nas eleições de 96, Tejan Kabbah do PPSL foi eleito com 60% dos votos. Militares amotinados depõem Kabbah e libertam guerrilheiros da URF.Mergulhado no caos político e econômico, o país assiste ao crescimento das atividades de contrabando de diamantes. De assassino frio e sanguinário, Sankon se transformou numa alternativa política para chegar à paz. Pressionada, a ONU pensou numa campanha mundial de conscientização para reduzir o consumo de diamantes. Do contrário, a beleza e o luxo continuarão financiando a destruição de Serra Leoa, a materialização do inferno na Terra. Para quem não viu o filme Diamante de Sangue, recomendo.Quem faz jornalismo,principalmente,pois nos mostra o jornalismo como profissão de risco. Tendo como pano de fundo o caos e a guerra civil que dominou Serra Leoa na década de 1990, Diamante de Sangue conta a história de Danny Archer (LEOARDO DICAPRIO), um ex-mercenário do Zimbábue, e Solomon Vandy (DJIMON HOUNSOU), um pescador da etnia Mende. Ambos são africanos, mas suas histórias e circunstâncias de vida são totalmente diferentes até que o destino os reúne numa busca para recuperar um raro diamante rosa, o tipo de pedra que pode transformar uma vida...ou acabar com ela.
Solomon, que foi arrancado de sua família e forçado a trabalhar nos campos de diamante, encontra a pedra extraordinária e se arrisca a escondê-la ciente de que, se for descoberto, será morto imediatamente. Mas ele também sabe que o diamante poderia não apenas fornecer os meios para salvar a esposa e as filhas de uma vida de refugiadas, como também ajudar a resgatar seu filho, Dia, de um destino muito pior como soldado infantil.
Archer, que vivia da troca de diamantes por armas, fica sabendo da pedra de Solomon enquanto está na prisão por contrabando. Ele sabe que um diamante como esse só se encontra uma vez na vida – e vale o bastante para ser seu bilhete de saída da África e do ciclo de violência e corrupção no qual ele era um jogador dedicado.
Então surge Maddy Bowen (JENNIFER CONNELLY), uma jornalista americana idealista que está em Serra Leoa para desvendar a verdade por trás dos diamantes de sangue, expondo a cumplicidade dos chefes da indústria das pedras, que optaram pelo lucro no lugar dos princípios. Maddy vai atrás de Archer como fonte para seu artigo, porém logo descobre que é ele quem precisa muito mais dela.
Com a ajuda de Maddy, Archer e Solomon se embrenham por uma perigosa trilha dentro do território rebelde. Archer precisa de Solomon para encontrar e recuperar o valioso diamante rosa, porém Solomon anseia por algo muito mais precioso... seu filho.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Polícia Civil



Para quem não sabe, eu trabalho na Assessoria de Comunicação da Polícia Civil, e este foi um dos textos que fiz e que foi publicado no site www.es.gov.br

Notícias
18/06/2007 08:21 Polícia Civil
Policiais civis fazem curso sobre crimes virtuais

Com o surgimento da Internet a vida das pessoas mudou, principalmente no âmbito da comunicação. Cada dia mais os jovens têm acesso à grande rede, e muitos deles a utilizam como forma de entretenimento, esquecendo que estão sujeitos a golpes. Com o intuito de alertar e orientar a usar a Internet com mais segurança, o Núcleo de Repressão Contra Crimes Eletrônicos (Nureccel) vai realizar, a partir desta segunda (18) até o dia 22 deste mês, um curso sobre Crimes Virtuais destinado a todos os policiais civis.
O objetivo do curso é capacitar os policiais civis sobre as principais formas de crimes de informática, praticados por meio da Internet. Serão fornecidas informações a respeito destes crimes e o panorama existente e o previsto, nessa nova modalidade de prática criminal.

O chefe de investigação do Nureccel e instrutor do curso, Eduardo Pinheiro Monteiro, considera fundamental ampliar o conhecimento dos policiais a respeito deste tipo de crime. “É importante os policiais conhecerem a evolução e a classificação dos crimes de informática, já que no ano de criação do Núcleo (2000) foram registradas apenas três ocorrências e hoje a média de registros é de três por dia”, explicou.
Segundo o investigador, grande parte das ocorrências registradas são crimes de calúnia, injúria e difamação. ”São ações maliciosas que atingem o lado emocional das pessoas, muitas vezes causando traumas”.

Além do curso, o Nureccel também desenvolve o projeto “Internet Segura para Adolescentes” em várias escolas da rede pública e privada da Grande Vitória. O objetivo é alertar os adolescentes quanto às armadilhas que existem na Internet, bem como orientar sobre a melhor forma de utilizá-la com mais segurança.
“Os internautas adolescentes tornam-se vítimas por mera falta de orientação. Não imaginam os riscos que correm em ambientes de comunidades de amigos e troca de mensagens instantâneas, tais como Orkut, msn e chats”, ressalta Pinheiro.


Para maiores esclarecimentos sobre crimes eletrônicos ou denúncias, o e-mail do Nureccel é nureccel@pc.es.gov.br. O telefone de contato é 3137-9077 ou o número 181, do Disque-denúncia.
Informações adicionais: Assessoria de Comunicação da Polícia Civil

Texto: Cátia Menezes

Garimpeiros x índios



Nos últimos cinco séculos, os índios foram massacrados nas Américas.Quando não os exploravam os executavam.No Brasil estima-se que eles seriam três milhões no descobrimento.Hoje seus aglomerados somam 15% do total original.O índio brasileiro foi perseguido por bandeirantes, tornou-se caça de traficantes de escravos, morreu nas mãos de posseiros de terras e, quando aculturado, perdeu a identidade.O Brasil é um dos paises que procuram proteger as tribos através de legislação especial.O objetivo é evitar que os índios continuem sofrendo atrocidades.Até aí tudo muito bem.
O que não se deve fazer é conferir aos índios uma posição de que os coloque acima de qualquer lei, quando são eles,ás vezes, os que cometem os crimes. É exatamente isso que está acontecendo no órgão Máximo do setor no governo, a Fundação Nacional do Índio (Funai).Há algum tempo em Rondônia, cem cintas-largas assassinaram vinte e nove garimpeiros de diamantes a tiros, flechadas e golpes de borduna (corda de aço, coberta com fio metálico), na reserva indígena Roosevelt.A idéia de que o índio pode ser tão cobiçoso, cruel e mesquinho como qualquer outro ser humano voltou a ser cogitada.
O presidente da Funai, Mércio Pereira Gomes apenas os defende dizendo: “Não posso ficar condenando os índios por defenderem seu território. Os garimpeiros sabiam do risco”.Se as maiores autoridades do país encarregadas da política indigenista reconhecem que os índios podem matar quem garimpa em suas terras então está claro que são mesmo uma gente sem: fé, lei ou rei.A Funai vem ajudando a criar no país uma falsa “questão indígena”.Já que os índios não se comportam como no tempo do descobrimento.
Os caciques agora vivem parte do tempo nas melhores casas da cidade, que eles compraram com o dinheiro do comercio de diamantes.As propriedades dos caciques nas cidades de Cacoal e Pimenta Bueno estão entre as mais caras.Em Cacoal, por exemplo, o cacique João Bravo tem uma mansão com cercas elétricas e vigilância eletrônica.Só usam carros do ano, preferem caminhonetes como a Hilux 3.0;a de um dos filhos do cacique Bravo é equipada com DVD-player.Usam camisa pólo e calças jeans...
Segundo relatos locais, eles também coletam diamantes e negociam participação naquilo que é descoberto pelos garimpeiros.Teriam cometido o massacre por se sentirem lesados nessa participação.O índio é protegido por um estatuto legal diferente, mas isso não significa que possa sair por aí fazendo o que lhe der na cabeça.É claro, que existem, aldeias indígenas que ainda mantêm a cultura indígena, como por exemplo as aldeias em Aracruz.Um dia fui fazer um trabalho de faculdade, e conversei com o cacique Nelson,ele me explicou o seguinte: que eles tentam o máximo, manter sua cultura, mas que realmente é difícil.Por exemplo,antes eles tinham plantações de ervas medicinais,hoje já não existe mais,por falta de recursos para manter a terra etc.Por isso, quando ficam doentes, eles precisam ir até um posto médico,precisando desta forma de um carro,de remédios, entre outras coisas.Não é porque somos índios que não podemos usar o que os homens brancos usam.O que nos faz ser índio é manter nossos costumes, passar a nossa língua indígena para nossos filhos etc.O importante não é o que temos ou o que usamos e sim o que somos”.Ressalta Nelson.
Outra coisa que achei interessante é o medo que eles têm da empresa Aracruz,quando fui tirar umas fotos da aldeia,tentaram me impedir, alegando que muitas pessoas chegavam até eles,dizendo que precisavam fazer um trabalho de faculdade,tiravam fotos,conversavam, investigavam tudo e depois passavam todas as informações obtidas para a Aracruz Celulose.Recomendo a todos os alunos de escolas e faculdades que quando forem fazer um trabalho nas aldeias,se identifiquem,mostrem o objetivo do trabalho e prometam levar o trabalho final até eles.Desta forma,eles poderão constatar o produto que eles fizeram parte.Será gratificante para nós e para eles.
No caminho até lá,é nítida a imensidão de terra que a Aracruz se apoderou. É realmente um absurdo.De fato,esta é uma questão não muito fácil de resolver.
A única solução que vejo é a conscientização da população em relação ao respeito á diversidade !Se todos fossem iguais, não teria graça.,um poderia ser eliminado, que não sentiríamos falta.
(Cátinha)

O amor

Penso que o amor é um fator biológico, e inerente a todas as pessoas. Algumas deixam ele vir à tona, outras não. E a vida é um eterno processo de sedução e paixão. por que devemos nos apaixonar por uma só pessoa? Isso é uma impossição moral da sociedade em que vivemos.Ora, se temos amor dentro de nós, devemos distribuí-los a tudo e todos.Paixão nao é restrita a uma só pessoa, mas a tudo.Você pode se apaixonar pelo papo de um amigo, pela beleza de uma paisagem e pelas diversas formas de amor que uma pessoa pode te oferecer. Assim, a questão principal não é de defender ou acusar a monogamia ou poligamia, mas não restringir a possibilidade de amor.
O amor é o produto de minha vida.Ele é um pedaço do meu ser.E tem mais: ninguém produz em mim o amor.O máximo que pode acontecer é a pessoa se habituar a esse amor,aceitar uma troca entre os vários amores. Mas não acredito que alguém possa ser o responsável pelo nascimento e desenvolvimento do amor em outra pessoa; o amor se desenvolve do jeito que a vida quer que ele se desenvolva.Eu acho a visão do amor produzida por outra pessoa uma coisa bastante idealizada.Quando eu perco uma pessoa que amo, sofro a perda da companhia, mas o amor permanece intacto. O que vale é a companhia, a cumplicidade, as coisas que a gente vive junto quando estamos juntos.

Roberto Freire

Yoko Ono

Tudo o que ingerimos se torna:
droga ou tóxico se o fizermos de modo excessivo, inadequado ou impróprio.Yoko Ono, numa entrevista à revista Rolling Stone, afirmou:
"Tóxico é o segundo copo de água (neste caso de cerveja,rsrsrs) quando o primeiro me matou a sede."
Tirado do livro: Sem tesão nao há solução - Roberto Freire.
obs: Um dos melhores livros que já lí.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

O que as mulheres serão para as gerações futuras?

O que as mulheres serão para as gerações futuras?
(Arnaldo Jabor)

Acabo de voltar do carnaval na praia, onde fiz uma triste constatação: tá dominado, tá tudo dominado!!! Só dá funk! O "neo forró" tenta uma reação, mas suas letras não são cafajestes e não trazem a "alegria compulsória" que o brasileiro tanto gosta. Aí não dá, né, pô?! Como é que o cara quer fazer sucesso sem tratar mulher como lixo?! Esses forrozeiros, vou te contar... A indústria do CD pirata vai tratar de enfraquecer esse negócio, mas o jabá e a televisão devem insistir na onda por um bom tempo. Xuxa, Luciano Huck, Raul Gil, Gugu, enfim, toda essa gente boa vai se virar pra ganhar em cima. A Bandeirantes até já vai lançar um programa semanal com duas horas de duração dedicado ao funk. Isso, claro, até o "Tigrão", a mente por trás do "movimento", ser domesticado, o que, em termos mercadológicos, significa botar um terninho e gravar uma babinha pra novela das oito da Globo. O "Tigrão", aliás, deu uma elucidativa entrevista pra revista VIP de março. Eu digo elucidativa, pois ele dissipa a névoa de ignorância (por parte do público) que encobria alguns aspectos do "movimento". Vejamos: em determinado trecho da entrevista, "Tigrão" diz: "...As pessoas gostam desse erotismo. Mas, se você analisar, as letras nem são tão pesadas. Elas têm duplo sentido, até porque o público infantil ouve funk". Muitas coisas interessantes nessas sentenças! Então vamos por partes: "...se você analisar, as letras nem são tão pesadas". Eu analisei e ele está certo. Quem, em sã consciência,poderia achar pesada a letra do funk "Máquina de Sexo", que diz: "Máquina de sexo, eu transo igual a um animal / A Chatuba de Mesquita do bonde do sexo anal / Chatuba come cu e depois come xereca / Ranca cabaço, é o bonde dos careca"? Nota-se a leveza de termos como "sexo anal", "cu", "xereca" (!) e "cabaço". "Elas têm duplo sentido...". Procurei demais e não achei o duplo sentido no funk "Barraco III": "Me chama de cachorra, que eu façoau-au / Me chama de gatinha, que eu faço miau / Goza na cara, goza na boca / Goza onde quiser". Ah, agora entendi! "Goza na cara" é porque o cara ficava tirando sarro da menina pelas costas. Aí ela diz "Goza na cara!". Que coisa... "...até porque o público infantil ouve funk". Eis uma verdade e a preocupação do "Tigrao" se justifica. Foi pensando nas crianças que o garoto Jonathan, de 7 anos (ele mal tem coordenação motora para reproduzir a coreografia) foi incentivado a gravar o funk "Jonathan II", de edificante letra: "De segunda a sexta, esporro na escola / Sábado e domingo, eu solto pipa e jogo bola / Mas eu já estou crescendo com muita emoção / E eu já vou pegar um filé com popozão". 7 anos!!! 7 anos!!! Pô, foi mal... A culpa é minha, gente grande, feia e besta, que não entendo. Então, vamos lá, repetir o discurso de dez em cada dez apresentadores de programas femininos e de auditório: todo mundo junto, um, dois, três e já: "A malícia está na cabeça do adulto, a criança só quer se divertir. Onde já se viu, se preocupar com uma coisa dessas. Das crianças que passam fome na rua ninguém fala nada...". Aplausos entusiasmados e urros de apoio, por parte do auditório. É bom que se diga que as crianças que passam fome nas ruas são um sério problema social, cuja resolução deve ser uma das prioridades máximas de qualquer governo (detalhe sem importância: os funks da moda não passam nem perto dessa questão. Mas, beleza, vamos lá...). Só que é um problema do governo, a gente não tem nada com isso, não é mesmo? Ao invés disso, vamos dar risada e incentivar o moleque de 7 anos (7 anos!!!) a "pegar um filé com popozão". Afinal, nunca é cedo demais pra mostrar pro papai que se é um garanhão, que não deixa passar nenhuma cachorra. Isso é que é uma infância saudável! E pensar que eu perdi tanto tempo assistindo "Bambalalão", "Sítio do Pica-Pau Amarelo" e ouvindo aqueles discos da"Turma do Balão Mágico". Ao invés disso podia estar por aí, transando umas cachorras... Enquanto a gente dá risada, a molecada vai crescendo com a certeza de que mulher não passa de uma bunda e um par de peitos siliconados, que gosta de ser chamada de cachorra e que acha que só um tapinha não dói. Se "só um tapinha não dói", o primeiro deveria ser dado no popozão dos tigrinhos e cachorrinhas que curtem essas coisas. Depois a gente não entende o motivo do aumento dos índices de violência contra a mulher e porque ela é tão desrespeitada na sociedade. Será que não é óbvio? Você, cadela... quero dizer, mulher que está lendo isso, levante-se e lute! Não seja uma cachorra! Um tapinha dói, sim! Exija respeito antes que nós, homens, acreditemos que é isso mesmo que vocês querem. Deponham as Xuxas, Carlas Perez, Feiticeiras, Tiazinhas, Enfermeiras, Internéticas,Vampiras, Fernandas Abreu e Vanessinhas Pikachu de seus reinados de miséria intelectual! Conto com vocês!!! E lembrem-se sempre da cada vez mais pertinente frase de Oscar Wilde: "Todo crime é vulgar, assim como toda vulgaridade é criminosa." adorei esta frase,concordo plenamente!

terça-feira, 19 de junho de 2007

A lenda do Guaraná

Fruto do Guaraná (Paullinia cupana var. sorbilis). Os Saterê- Maués, índios que vivem entre o rio Andirá e o rio Maués, explicam a existência do Guaraná com uma bonita lenda. Havia três irmãos orfãos- uma linda moça e dois rapazes. Estes eram preguiçosos e dependiam da jovem em tudo.De uma gravidez indesejada nasceu um menino com belos olhos negros. Por ciúme e inveja, os tios o mataram aos 5 anos. A mãe, ao vê-lo morto, antes que cremassem o corpo, retirou-lhes os belos olhos negros e plantou-os como sementes, pedindo a Tupã, suprema divindade dos índios, que o devolvesse à vida em forma vegetal.Assim surgiu o guaraná, planta de extraordinários poderes medicinais, tônica e afrodisíaca.Hummmmmm...rsrsrsrs.. Interessante!

Tenho medo



Como seria possível a Amazônia sem água,quando hoje contém um quinto de toda a água doce do planeta?Para onde iria toda essa água?
O nosso castelo amazônico parece desmoronar-se, bem na nossa frente: as nascentes dos rios reviradas pelos garimpeiros: toneladas de mercúrio envenenando as águas que o próprio garimpeiro está usando para o seu alimento; os barrancos desmoronando com maior facilidade, porque os fazendeiros desmataram as margens dos rios etc.O garimpeiro, o madeireiro, o fazendeiro, todos estão unidos na mesma tarefa de construir ( transformando com isto todo o equilíbrio ambiental).
E se as águas desaparecerem amanhã ou depois, ou no próximo século?
Estou com medo...
Parece que a destruição é irreversível. É como se tentássemos escalar os barrancos vermelhos que estavam por todo lado nas beiras dos rios e como se quiséssemos recolocar no lugar árvores caídas.Mas eu acredito que ainda podemos reverter tudo o que está contaminado...Mas tenho medo!
Tudo começou com a construção das primeiras fortificações feitas pelos espanhóis, ingleses, franceses e portugueses (não posso negar, mesmo querendo defender meu povo).
A Amazônia é uma das três últimas grandes áreas desabitadas do mundo mas talvez a única que ofereça as condições para ser prontamente habitável.O problema é que o modelo econômico que está sendo aplicado nesta ocupação não é compatível com a integração humana,ecologicamente falando.O uso sem compromisso,como se impôs desde o início ainda, é o mecanismo operante na Amazônia. O sentimento de extrair do mundo todas as suas potencialidades até esgotá-lo e sem preservá-lo é o mesmo, apesar de não serem mais os portugueses dos primeiros tempos da conquista...Só mudou a forma: agora a colonização atua por meio da tecnologia, ou seja, a posse do processo do conhecimento e sua aplicação. Uma atitude de exploração desenfreada dos recursos naturais para continuarem mantendo a sua riqueza.
Para ocorrer mudanças não adianta impedir o caboclo de queimar as plantações , nem adianta sair à caça do garimpeiro ambicioso , pois, na raiz de tudo, está um problema político e econômico que precisa ser analisado e solucionado ao nível social.Não temos o direito de impor aos que têm fome que não comam macaco ou tartaruga, ou que não comercializem peles de animais para seu sustento básico.A fome , a miséria, o desejo natural de sobrevivência prevalecem acima de tudo.
Da mesma forma, não resolve dizer ao garimpeiro que o mercúrio lhe prejudica a saúde e que os rios não podem sofrer erosão artificial.Ocorre que grande parte da causa que deu origem aos efeitos da devastação está na especulação de poderosos grupos financeiros, nos grandes centros do poder internacional.A causa da devastação amazônica está também nos vastos escritórios bem ornamentados das lideranças econômicas e políticas, precisamente onde se define a sorte de nações e povos.Dentro em breve, estes mesmos senhores estarão decidindo sobre a morte ou a vida do planeta.
Tenho medo, mas acredito que a destruição é reversível!

A tatuagem como forma de expressão




Há mais de 3500 anos atrás, a tatuagem já existia como forma de expressão da personalidade ou de indivíduos de uma mesma comunidade tribal (união de pessoas com as mesmas características sociais e religiosas). Os primitivos se tatuavam para marcar os fatos da vida biológica: nascimento, puberdade, reprodução e morte. Depois, para relatar os fatos da vida social: virar guerreiro, sacerdote ou rei; casar-se, celebrar a vida, identificar os prisioneiros, pedir proteção ao imponderável, garantir a vida do espírito durante e depois do corpo.
Tatuei-me com um objetivo não muito diferente destes relatados.Tatuei-me com o objetivo de expressar um pouco a minha personalidade.
Vi que a tatuagem marca, como as diversas pessoas que passam em nossa vida e marcam nossa existência.
Quando menos esperamos,fazemos algo que nos leva a um caminho jamais imaginado,às vezes às trevas às vezes ao paraíso.
Pessoas lindas por fora e por dentro,que nos faz rir até mesmo quando a felicidade parece fora de nosso alcance.Pessoas que só tem o que acrescentar em nossas vidas e tirar o de ruim que vamos, sem nos dar conta,acumulando em nosso intimo durante a vida.A vida, para quem nao percebeu ainda, é uma prova, são obstáculos que temos que ultrapassar para sobreviver e não para viver.Vive só quem pode e quem sabe o seu significo.Sobreviver é fácil, é deixar de lado sonhos,amores,a liberdade, e viver com normas, limites, sem contestar absolutamente nada.Se contenta com o pouco que tem ou com o muito que acha que tem.A vida ou essa pessoa tão especial que marca como tatuagem faz o medo sumir e a coragem de tentar algo novo aparecer. A tatuagem tomou uma nova dimensão,com ela veio amor,com ela veio felicidade, com ela veio sonhos realizados e novos caminhos a serem desvendados.A tatugem realmente mudou minha vida!

Qual foi a semente que você plantou? Tudo acontece ao mesmo tempo.Nem eu mesmo sei direito o que esta acontecendo.E daí, de hoje em diante,todo dia vai ser o dia mais importante. Se você quiser, alguém pra ser só seu,
é só não se esquecer: estarei aqui.

(Eu era um lobisomem juvenil-Renato Russo)

Para você com muito carinho...

A música da minha vida.

É impressionante como a música faz parte da minha vida.Acordo e durmo cantando e dançando.Já me falaram que quem faz isso, é porque está de bem consigo e com a vida.Creio que sim! A música interfere tanto no meu lado emocional que quando estou bem, por exemplo, e escuto uma música triste acabo ficando meio deprê e quando já estou deprê mas escuto uma música alegre.Tudo mudaEngraçado,mas a música Put your records on- Corrine Bailey Rae,só me faz pensar em coisas boas,me imagino correndo na praia,rindo,dançando etc..rsrsrs O texto a seguir fiz para a faculdade.A música da minha vida
Existem músicas que ao ouvir fazem lembrar momentos passados, outras que fazem recordar pessoas ou locais, existem músicas para relaxar, dinamizar, músicas que emocionam e outras que apenas servem de companhia.
A vida realmente é como a música, composta de ouvido com sentimento e instinto, e não por normas e regras, porque todos nós somos diferentes uns dos outros, porque cada situação da nossa vida é única e não há receitas certas na vida.
Ouvindo uma certa música, muitas pessoas acabam sentindo saudade de uma passagem de sua vida.
Saudade é uma palavra que só existe na nossa língua.Nos outros idiomas se diz que se sente falta, mas o nome do sentimento não existe.Por isso é tão difícil explicar o que é saudade.
Muitas vezes, sabemos por experiência própria, o que quer dizer uma palavra, mas não conseguimos explicar o que ela é. Saudade faz pensar imediatamente em imagens do passado, em pessoas queridas que não estão mais próximas de nós, ou algum momento específico da vida da gente.São recordações que ficaram guardadas com carinho, como uma caixinha de recordações.Quando vem a lembrança, vem também, junto, uma série de outras lembranças e sentimentos e pensamentos.
Muitas vezes até mesmo temos receio de abrir essa caixa, porque não sabemos exatamente o que vai surgir.E se deixar fluir, a gente tem medo também de não conseguir controlar nossos sentimentos.
Por exemplo, como Será que vai ser lembrar de um momento emocionante da nossa infância, ou de alguém importante que nem temos mais notícia?Ou daquela pessoa que amamos tanto e já não está conosco, ou porque morreu ou porque a vida separou?
Por causa desse receio, algumas vezes fechamos a sete chaves essa nossa caixinha, mas que, no entanto, é tão preciosa.Lembranças e sentimentos representam o ouro das nossas vidas, porque conta nossa historia, nossa vida.Pessoas, fatos, idéias, situações, tudo que vivemos e que foram fazendo de nós o que somos, com um passado e uma trajetória.
Mesmo o que não está mais presente ao vivo e a cores, pode estar vivo e colorido no universo de nossas emoções.A vida passa, pessoas se vão, acontecimentos acabam, relações terminam, mas dentro de nós deixam marcas. Assim como deixamos marcas dentro dos outros. Quando se pode sentir saudade é como sentir um perfume suave que traz um pouco de alguém ou alguma coisa.
O dicionário diz que a saudade é a lembrança nostálgica e ao mesmo tempo suave, de pessoas ou coisas distantes, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las.E diz também que a palavra saudade tem influência da palavra saúde.
Quer dizer, sentir saudade é saudável.Só o fato de sentir já mostra que não estamos anestesiados nem robotizados.E especialmente sentir saudade mostra que podemos estar de bem com o passado, lembrar sem medo de sofrer, que podemos suportar a ausência como conforto.
A saudade é então um estado de espírito quase sereno, meio triste, mas sem explosões. Assim como podemos estar com fome, com sede, estamos com saudades.Saudades de alguma coisa que faz falta, mas que é bom lembrar. Em outros casos, junto com a saudade vem a percepção de que éramos felizes, de como gostávamos de alguém, de como estávamos satisfeitos com determinada situação.São momentos importantes, pois temos a chance de rever e reformular as idéias que tínhamos e aproveitar a experiência que o passado nos deixou.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Muito prazer,meu nome é Cátia Menezes!



Para os que me conhecem e para os que estão neste exato momento me conhecendo,sejam muito bem vindos ao meu blog! Resolvi tê-lo,devido ao fato de fazer jornalismo e sentir uma enorme necessidade de escrever diariamente sobre as coisas boas da vida, sobre assuntos que me deixam frustrada,indignada e o fato de muitas vezes me sentir na obrigaçao de passar a informação adiante.Serei em alguns dos meus textos: moralista, contestadora,infantil, ideologista.Deixarei em cada texto,um pouco de minhas reflexões. Vou parar de Blá Blá Blá...Que tal conhecerem um pouco do que eu escrevo? Esta crônica foi feita este ano, para a faculdade! Espero que gostem.

O casulo e a morte da borboleta.

Querida mãe,

Você sempre me disse que o carinho e o amor dos filhos, no decorrer do tempo, superam qualquer dificuldade. O problema, é que você não me deu a oportunidade de receber esse carinho e amor. Tirou de mim o presente que eu mais desejei. Este presente com certeza te traria muitas felicidades também. Beijar-te-ia e a abraçaria quando se sentisse sozinha, esbanjaria esperança e motivos para viver quando a senhora não enxergasse mais soluções para seus problemas.
A senhora, tão madura e experiente esqueceu que mesmo, eu passando a ser mãe, não deixaria nunca de ser sua filha. Minha barriga, antes grande e redonda, agora é reta e dolorida. Meu rosto jovial e corado, agora está pálido e com marcas profundas de tristeza. ”Do ventre estava nascendo um novo coração”, como dizia uma das musicas de Cássia Eller.
No momento, em que te escrevo esta carta, ainda me lembro de estar deitada naquela mesa de alumínio gelada, luzes ofuscavam minha vista, o sangue escorria por entre minhas pernas e duas jovens retiravam de dentro de mim, pedaços de minha filha. Sinto-me agora, sozinha, culpada pelo erro que a senhora me obrigou a cometer.
Quando o sol bater em seu rosto, já devo ter ido embora, e será neste momento, que vai saber como estou me sentindo e como é sofrer pela morte de um filho. Mas fique tranqüila, pois o sol não parará de brilhar, apesar de tanta barbaridade.