
Como seria possível a Amazônia sem água,quando hoje contém um quinto de toda a água doce do planeta?Para onde iria toda essa água?
O nosso castelo amazônico parece desmoronar-se, bem na nossa frente: as nascentes dos rios reviradas pelos garimpeiros: toneladas de mercúrio envenenando as águas que o próprio garimpeiro está usando para o seu alimento; os barrancos desmoronando com maior facilidade, porque os fazendeiros desmataram as margens dos rios etc.O garimpeiro, o madeireiro, o fazendeiro, todos estão unidos na mesma tarefa de construir ( transformando com isto todo o equilíbrio ambiental).
E se as águas desaparecerem amanhã ou depois, ou no próximo século?
Estou com medo...
Parece que a destruição é irreversível. É como se tentássemos escalar os barrancos vermelhos que estavam por todo lado nas beiras dos rios e como se quiséssemos recolocar no lugar árvores caídas.Mas eu acredito que ainda podemos reverter tudo o que está contaminado...Mas tenho medo!
Tudo começou com a construção das primeiras fortificações feitas pelos espanhóis, ingleses, franceses e portugueses (não posso negar, mesmo querendo defender meu povo).
A Amazônia é uma das três últimas grandes áreas desabitadas do mundo mas talvez a única que ofereça as condições para ser prontamente habitável.O problema é que o modelo econômico que está sendo aplicado nesta ocupação não é compatível com a integração humana,ecologicamente falando.O uso sem compromisso,como se impôs desde o início ainda, é o mecanismo operante na Amazônia. O sentimento de extrair do mundo todas as suas potencialidades até esgotá-lo e sem preservá-lo é o mesmo, apesar de não serem mais os portugueses dos primeiros tempos da conquista...Só mudou a forma: agora a colonização atua por meio da tecnologia, ou seja, a posse do processo do conhecimento e sua aplicação. Uma atitude de exploração desenfreada dos recursos naturais para continuarem mantendo a sua riqueza.
Para ocorrer mudanças não adianta impedir o caboclo de queimar as plantações , nem adianta sair à caça do garimpeiro ambicioso , pois, na raiz de tudo, está um problema político e econômico que precisa ser analisado e solucionado ao nível social.Não temos o direito de impor aos que têm fome que não comam macaco ou tartaruga, ou que não comercializem peles de animais para seu sustento básico.A fome , a miséria, o desejo natural de sobrevivência prevalecem acima de tudo.
Da mesma forma, não resolve dizer ao garimpeiro que o mercúrio lhe prejudica a saúde e que os rios não podem sofrer erosão artificial.Ocorre que grande parte da causa que deu origem aos efeitos da devastação está na especulação de poderosos grupos financeiros, nos grandes centros do poder internacional.A causa da devastação amazônica está também nos vastos escritórios bem ornamentados das lideranças econômicas e políticas, precisamente onde se define a sorte de nações e povos.Dentro em breve, estes mesmos senhores estarão decidindo sobre a morte ou a vida do planeta.
Tenho medo, mas acredito que a destruição é reversível!
O nosso castelo amazônico parece desmoronar-se, bem na nossa frente: as nascentes dos rios reviradas pelos garimpeiros: toneladas de mercúrio envenenando as águas que o próprio garimpeiro está usando para o seu alimento; os barrancos desmoronando com maior facilidade, porque os fazendeiros desmataram as margens dos rios etc.O garimpeiro, o madeireiro, o fazendeiro, todos estão unidos na mesma tarefa de construir ( transformando com isto todo o equilíbrio ambiental).
E se as águas desaparecerem amanhã ou depois, ou no próximo século?
Estou com medo...
Parece que a destruição é irreversível. É como se tentássemos escalar os barrancos vermelhos que estavam por todo lado nas beiras dos rios e como se quiséssemos recolocar no lugar árvores caídas.Mas eu acredito que ainda podemos reverter tudo o que está contaminado...Mas tenho medo!
Tudo começou com a construção das primeiras fortificações feitas pelos espanhóis, ingleses, franceses e portugueses (não posso negar, mesmo querendo defender meu povo).
A Amazônia é uma das três últimas grandes áreas desabitadas do mundo mas talvez a única que ofereça as condições para ser prontamente habitável.O problema é que o modelo econômico que está sendo aplicado nesta ocupação não é compatível com a integração humana,ecologicamente falando.O uso sem compromisso,como se impôs desde o início ainda, é o mecanismo operante na Amazônia. O sentimento de extrair do mundo todas as suas potencialidades até esgotá-lo e sem preservá-lo é o mesmo, apesar de não serem mais os portugueses dos primeiros tempos da conquista...Só mudou a forma: agora a colonização atua por meio da tecnologia, ou seja, a posse do processo do conhecimento e sua aplicação. Uma atitude de exploração desenfreada dos recursos naturais para continuarem mantendo a sua riqueza.
Para ocorrer mudanças não adianta impedir o caboclo de queimar as plantações , nem adianta sair à caça do garimpeiro ambicioso , pois, na raiz de tudo, está um problema político e econômico que precisa ser analisado e solucionado ao nível social.Não temos o direito de impor aos que têm fome que não comam macaco ou tartaruga, ou que não comercializem peles de animais para seu sustento básico.A fome , a miséria, o desejo natural de sobrevivência prevalecem acima de tudo.
Da mesma forma, não resolve dizer ao garimpeiro que o mercúrio lhe prejudica a saúde e que os rios não podem sofrer erosão artificial.Ocorre que grande parte da causa que deu origem aos efeitos da devastação está na especulação de poderosos grupos financeiros, nos grandes centros do poder internacional.A causa da devastação amazônica está também nos vastos escritórios bem ornamentados das lideranças econômicas e políticas, precisamente onde se define a sorte de nações e povos.Dentro em breve, estes mesmos senhores estarão decidindo sobre a morte ou a vida do planeta.
Tenho medo, mas acredito que a destruição é reversível!

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