sábado, 26 de março de 2011

Livro: 1808



Outra dica valiosa é sobre o livro 1808, que li no começo deste ano. Ele foi escrito pelo excelente jornalista e escritor, Laurentino Gomes.

O propósito do livro , resultado de dez anos de investigação jornalística, é resgatar e contar de forma acessível a história da corte portuguesa no Brasil e tentar devolver seus protagonistas à dimensão mais correta possível dos que desempenharam duzentos anos atrás.

1808, ganhou o Jabuti, considerado o mais tradicional prêmio de literatura do Brasil, em duas categorias: de melhor livro-reportagem e de Livro do Ano de não ficção. A obra recebeu também o prêmio de Melhor Ensaio, Critica ou História Literária de 2008 da Academia Brasileira de Letras. Depois disso, não preciso dizer mais nada, não é mesmo?

Beijos

Filme: Criação




Tem tempo que não escrevo no blog, dando dicas de filmes. Hoje, em especial, sugiro o filme Criação, que conta a história de Charles Darwin.

Um homem brilhante, que revolucionou toda a história da humanidade com sua extraordinária obra - A origem das espécies.

Suas idéias chocaram a todos, mas foi dentro de sua família, onde ele encontrou os maiores desafios a sua teoria. Darwin viveu um dilema entre fé e razão, amor e verdade.

O filme contém cenas belíssimas, além de ser uma história altamente reflexiva e comovente.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Prostituição



Eu estou fazendo um trabalho de faculdade, sobre o tráfico de pessoas para fins sexuais e ao pesquisar, fiquei encantada com a conceituação feita por Eva T. Silveira Faleiros, ao fazer uma abordagem especifica do tema ligada diretamente às crianças e adolescentes, dizendo:

“A prostituição é definida como a atividade na qual atos sexuais são negociados em troca de pagamento, não apenas monetário, mas podendo incluir a satisfação de necessidades básicas (alimentação, vestuário, abrigo) ou o acesso ao consumo de bens e de serviços (restaurantes, bares, hotéis, shoppings, butiques, diversão).

Trata-se de prática pública, visível, não ou semiclandestina, utilizada amplamente e justificada como necessidade da sexualidade humana, principalmente a masculina, embora farisaicamente abominada.

A prostituição tem diferentes formas: (garotas (os) de programa, em bordéis, de rua, em estradas), serviços e preços. A bibliografia sobre esta problemática no Brasil, pesquisas e testemunhos de vitimas evidenciam que as crianças e adolescentes trabalham, em geral, na prostituição de rua (cidades, portos, estradas, articulada com o turismo sexual e o tráfico para fins sexuais), ou em bordéis (na região Norte em situação de escravidão). Muitos são moradores de rua, tendo vivenciado situações de violência física ou sexual ou de extrema pobreza e exclusão, de ambos os sexos, crianças, pré-adolescentes e adolescentes, pouco ou não escolarizados. Trata-se de trabalho extremamente perigoso e aviltante, sujeito a todo tipo de violência, repressão policial e discriminação.

As instituições (governamentais, não governamentais, internacionais), profissionais, pesquisadores e estudiosos da exploração sexual vêm questionando o termo prostituição de crianças e adolescentes, por considerarem que estes não optam por este tipo de atividade, mas que a ela são levados pelas condições e trajetórias de vida, induzidos por adultos, por suas carências e imaturidade emocional, bem como pelos apelos da sociedade de consumo. Neste sentido, não são trabalhadores do sexo, mas prostituídos, abusados e explorados sexualmente, economicamente e emocionalmente”.

O apaixonado inconveniente



Não é incomum nos depararmos com alguns apaixonados inconvenientes, você mesma(o), já deve ter esbarrado com um.

O estar apaixonado não é proibido pela lei penal, permitindo-se , inclusive, o apaixonado inconveniente.

O fato, é que para nós, que já passamos por isso, eles parecem cometer, sim, uma infração penal.

Há pessoas que, são insistentes a ponto de se tornarem constrangedoras, colocando-nos muitas vezes, em situação difícil.

Não param de enviar flores, cartões, mensagens no telefone celular, e-mails, enfim, uma série de investidas, mesmo já tendo sido rejeitadas.

Karma ou não, eles vão continuar assim...inconvenientes, por natureza.

Quem é o seu amante? (Jorge Bucay - Psicólogo)



Quem é o seu amante? (Jorge Bucay - Psicólogo)

" Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um. Há também as que não têm, e as que tinham e perderam.

Geralmente, são essas últimas as que vêem ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro, dores etc.

Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre. Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.

Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: 'Depressão', além da inevitável receita do anti-depressivo do momento. Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que não precisam de nenhum anti-depressivo; digo-lhes que precisam de um AMANTE!

É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho.

Há as que pensam: 'Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas?!' Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.

Aquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte:

AMANTE é 'aquilo que nos apaixona', é o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.

O nosso AMANTE é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.

Às vezes encontramos o nosso amante em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis.Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto....

Enfim, é 'alguém' ou 'algo' que nos faz 'namorar' a vida e nos afasta do triste destino de 'ir levando'.

E o que é 'ir levando'? Ir levando é ter medo de viver. É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva.

Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã.

Por favor, não se contente com 'ir levando'; procure um amante, seja também um amante e um protagonista ... da sua vida!

Acredite: O trágico não é morrer, afinal, a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém. O trágico é desistir de viver.. Por isso, e sem mais delongas, procure um amante ...

A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo Transcendental: 'Para se estar satisfeito, ativo e sentir-se jovem e feliz, é preciso namorar a vida'.

quinta-feira, 24 de março de 2011

“Fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho”.



Eu o amava e o odiava- odiava minha dependência dele. Mal tinha consciência de mim mesma, a não ser refletida em seus olhos, de cobalto.

Quando a paixão cega,muda e anestesiada perdeu seu efeito, não o amava e nem o odiava mais.

Em compensação, passei a me amar e a me odiar por passar por isso.

Senti-me uma autêntica idiota por não ter o controle da situação, por não ter agido diferente, mas ao mesmo tempo feliz, por ter vivido. Eu não sabia explicar, mas sabia sentir.

Passei a entender o motivo que leva o amor a ser sempre o centro de poemas, contos, novelas e músicas.

Nunca amamos na mesma intensidade e no mesmo momento, que nosso parceiro.

Se estivermos transbordando de amor, ele certamente, estará mais arredio ou tentará nos evitar.

Muitas vezes, nós mulheres, também estamos sem paciência para o amor e carinhos excessivos. Afirmarmos que o que queremos é atitude, que o excesso de romantismo, é algo chato e pegajoso.Mas, quando eles agem assim, sentimos falta de atenção.

Impossível entender estes dois gêneros tão distintos mas, tão complementares.Homens realmente parecem ter vindo de Marte, enquanto as mulheres parecem ter vindo de Vênus. Só como exemplo, é impossivel não lembrar da quantidade de homens de fogem da palavra compromisso enquanto, milhares de mulheres querem ouvir falar da relação.

O problema é que sofremos com estas diferenças, o que é uma bobeira. O certo seria evitar a amnésia e lembrar-se a todo o tempo que viemos de planetas diferentes e por isso, agimos de maneiras distintas.Se não entendermos isso, vamos continuar batendo a cabeça na parede, sem entender que homens sempre darão mais importância ao trabalho, aos amigos, aos desafios e às conquistas. Já as mulheres gostam de conversar, partilhar experiências e construir relações familiares.

Buscamos independência em diversos setores de nossa vida, mas no amor somos um fiasco, dependemos emocionalmente do outro, para estamos bem conosco.

Quando não temos alguém para pensar ao acordar e ao dormir, nos sentimos as pessoas mais infelizes do mundo, desamparada por todos. Parece exagero, para os homens, mas é só um deles perguntar à mulher mais próxima, que ele verá que é desta forma, que a coisa funciona.

Queremos ter alguém para ligar no meio da noite, queremos alguém para abraçar ao assistir um filme de terror, alguém para chamar de meu amor.Até porque, tendo a acreditar que ninguém deseja ter uma velhice solitária.

E a verdade é a seguinte, nós somos possessivas, queremos alguém para chamar de meu, e queremos ser a única na vida do outro, pelo menos desejamos isso, porque ser é outra história. Coisa difícil de entender, no meio feminino, é que ninguém é dono de ninguém, mas pela teimosia, perpetuamos esta idéia falha de consistência e realidade.

O sábio Tom Jobim, é que estava certo ao escrever a música Wave: “Fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho”.

É claro, podemos sim, estar em paz, quando estamos solteiras, mas isso também dura pouco tempo.

Precisamos do frio na barriga, das crises de ciúme, da saudade, do sonhar acordada.

Os amigos são essenciais em vários momentos, principalmente no término de um namoro. Eles evitam as recaídas, as atitudes impulsivas e mal pensadas,como por exemplo, um telefonena inoportuno que damos de madrugada ao nosso ex, e que no outro dia a vontade que temos é apagar esta atitude lamentável da memória e, de preferência, da memória dele, se isso fosse possível.

Quantas pessoas ao terminar um namoro, de longa data, se perguntam: "e agora? o que vou fazer aos domingos, quando eu e ele tínhamos o costume de ficarmos juntos o dia inteiro? não vou aquentar e blá, blá, blá".

Amigos têm a capacidade e o dom de evitar esta melancolia, o que é muito bom, já que o maior índice de suicídio é domingo à noite, depois do programa Fantástico, não sei se é verdade, mas li uma pesquisa que foi feita, afirmando isso.

Necessitamos amar e transar também.

Transar, fazer sexo, fazer amor, como você bem quiser definir , já foi constatado que faz bem para a pele, para o humor etc. Quer coisa melhor? Para transar, não necessitamos, necessariamente, de um namorado, pode muito bem ser praticado com um amigo, desconhecido, ou você mesma pode se satisfazer sozinha, mas nada se compara quando é feito com alguém que palpite mais forte seu coração.

Se você vier me falar, que não precisa de ninguém para ser feliz, eu vou achar o máximo, te dar os parabéns por conseguir, porque eu, infelizmente ou felizmente, continuo precisando de um amor amigo.

Olhos nos olhos, dormir de conchinha, ser paparicada de vez em quando, receber flores, receber um eu te amo, ouvir uma música para lá de romântica e pensar nele. Só quem já amou e foi amada pode dizer a sensação que estas coisas trazem ao nosso coração.

O mais difícil disso tudo, não é vivenciar tudo que citei, mas sim, encontrar compatibilidade de interesses. Se for amor, que seja, pelo menos, verdadeiro, isso sim deve ser o fundamental.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Belas e feras




Se aceitássemos ser belas e feras, de vez em quando, tudo seria mais esclarecedor.

Tentamos a todo custo, nos inflarmos de beleza, educação,sabedoria, sucesso, ou melhor, tudo que nos leve a uma suposta admiração.

A verdade, é que escondemos uma fera dentro de nós.

Às vezes temos defeitos tão monstruosos que passamos a manter uma certa distância com os espelhos mais próximos ou de qualquer analista de plantão.

E penso o seguinte: se me sinto tão perversa pensando e agindo deste modo, imagina se os demais me conhecessem verdadeiramente?

Passo então, a cavar o buraco mais profundo para os esconder lá dentro.

Mas como toda a semente na terra, há possibilidade dela germinar e furar aquela terra.

Transparecer aos olhos dos tantos, que busquei ocultar minhas falhas.

A fera pode estar presa na maior parte do tempo, mas há certas condições, que a fazem explodir,aflorar,brotar...como a chuva, o sol etc.

As brigas, são bons motivos para externalizarmos nossa sinceridade. É assim que deixamos escapar nossa escuridão pessoal.

Negamos e recalcamos. Escondemos estes nossos pensamentos no nosso porão, para que ninguém, inclusive nós mesmos não vejamos. Tentamos esquecer.

Mas apesar disso, todos esses pensamentos, idéias e atitudes estão lá e se fazem ouvir de uma forma ou de outra.

O medo existe,

o medo de aceitar-se, na sua totalidade.

Reencontrar ali a verdadeira face de nossa sombra, a face que na verdade é a que complementa a nossa imagem... é assustador!!