terça-feira, 27 de maio de 2008

Relatório sobre o filme "Julgamento em West Point"




Relatório que fiz para a aula de História do Direito, sobre o filme: "Julgamento em West Point"


O ano é 1981, um tempo em que a discriminação racial é um sentimento forte e impregnado em cada americano, Jhonson Wittaker, é um dos primeiros negros a despontar no meio social até então destinado somente aos brancos. Ele é admitido na mais importante instituição educacional dos Estados Unidos, a Academia Militar de West Point. Baseado em fatos, retirados das 1.200 páginas dos autos do processo, este filme mostra o passado doloroso da sociedade norte-americana.

Analisando o filme, a primeira coisa que pude perceber é a motivação dos jovens em querer servir o País. Não muito diferente com o que ocorre, nos tempos atuais, nos Estados Unidos e em outros Países.

Mas o que é posto em foco, no filme, é o ato de discriminar. No Brasil, é crime discriminar minorias de qualquer espécie. Mas isso, infelizmente, parece até engraçado quando ouvimos e até muito utópico.

É comum, em nosso dia a dia, perceber como as pessoas tratam de forma diferenciada certas pessoas, a partir de suas características raciais, sociais etc.
Estes atos preconceituosos estão tão enraizados nos valores das pessoas, vindos de geração em geração, de costumes etc. Que muitos, dizem que não são racistas, mas por suas atitudes demonstram o contrário.

Em um diálogo, um certo personagem disse o seguinte: “Nem todos os brancos são racistas, só se sentem na obrigação de ajudar os menos favorecidos”.Isso não seria um tipo de discriminação, subjetiva, também?

Outra “tirada” muito interessante do filme é quando é posto em questão se a ajuda dada a um branco seria igual para um negro. Obviamente, que não.

Vimos, que no Direto, por exemplo, Lombroso, em suas teorias, dizia que pelo formato do crânio etc. daria para se distinguir um criminoso de um inocente. Esta teoria foi tirada das grades curriculares dos cursos de Direito, porque querendo ou não, é um tipo de preconceito. Todo o ser tem características distintas, com traços finos, mais largos etc. Somos frutos, de europeus, asiáticos, índios, negros. Desta forma, haveria uma margem de erro, muito grande, ao se julgar por características físicas um criminoso.

No julgamento, foi lido em um livro, com o apoio de um médico, que os negros têm a capacidade de fingir. Que nasceram mais para obedecer do que mandar.
Esses pré-conceitos me dão medo. Porque é a partir deles que há a desonra da profissão.

O julgamento foi tomado de impunidades, porque o que importou não foi a verdade, mas sim, a melhor manipulação dela. O racismo dominou o julgamento. Os negros se tornaram invisíveis. Ali parecia, que ninguém acreditava que eles existiam.
Como conclusão, sinto que há muito que transformar. Desta forma, as minhas palavras e reflexões serão as mesmas que o advogado disse no final do filme: “Se este País não começar a mudar não sei quanto tempo lhe resta”.

terça-feira, 20 de maio de 2008

O Brasil deve restringir a propaganda de cerveja?




O Brasil deve restringir a propaganda de cerveja?

Contra restrições legais à propaganda de cervejas



Não tem coisa melhor, do que em plena sexta-feira, reunir os amigos e beber aquela cerveja bem gelada. Todos dizem: Nossa, desceu redonda. Imediatamente, imaginamos aquelas setinhas amarelas, em círculos, Juliana Paes, ou bebendo uma outra cerveja, pensamos no Zeca Pagodinho, no Sol etc. Referências às propagandas, cada vez mais originais e tentadoras.

Já há algum tempo se vem discutindo a necessidade de impor restrições legais à propaganda de cervejas, em razão de um novo projeto de lei de autoria do governo federal, que será votado em breve pela Câmara dos Deputados. Uma das restrições seria permitir a propaganda comercial de bebidas alcoólicas nas emissoras de rádio e televisão entre as vinte e uma e às seis horas. Mas esta, certamente não seria a medida correta a tomar. Primeiro, porque as famílias usam a televisão como babá. Desta forma, muitas crianças, que deveriam estar na cama, em certo horário, estão diante de uma televisão assistindo programas indevidos para a sua idade. Às nove da noite, crianças estão de pijama vendo a novela e vendo cenas de sexo, violência etc. O que é então, uma propaganda de cerveja diante disto tudo?

Vídeo- Propaganda de cervejas

O problema é maior do que isso. O que se espera é a redução dos conhecidos males sociais decorrentes do consumo nocivo de bebidas alcoólicas. A sociedade espera ações firmes, que combatam as raízes de conhecidos males, como o consumo precoce por crianças e adolescentes, o uso ilegal por motoristas e a ingestão excessiva em qualquer lugar e ocasião.


Não adianta, tentar esconder, que a cerveja não é exageradamente consumida por jovens e na maioria das vezes de forma indevida.
A cerveja virou um refrigerante. A diferença é que a cerveja altera os sentidos, o corpo fica leve, a coragem se torna mais evidente, e tudo vira “festa”.


O importante seria investir em campanhas educativas e fiscalizações efetivas das leis existentes.Porque o problema não está na liberdade de expressão, de uma maioria que cumpre as leis. Está na liberdade de ação de uma minoria que viola as leis.
É esta minoria, que acarreta problemas pelo consumo nocivo, inadequado e abusivo de bebidas alcoólicas.

É claro que há o outro lado. Há o interesse econômico por parte dos fabricantes de bebidas e radiodifusoras e da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap).

Filme da Abap contra restriçoes à propaganda de cerveja


Há por outro lado, a Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), o “Movimento Propaganda sem Bebida”, e a Instancia de Regulação: Ministérios de Saúde, Educação, Justiça e o Gabinete de Segurança Institucional.Todos a favor que o Brasil deve restringir a propaganda de cerveja.

O problema, é que as restrições à propaganda em nosso País, são uma clara demonstração de falta de coragem de quem não quer reconhecer a fragilidade de nossa educação.
Um povo educado não precisa ser monitorado sobre o que pode e o que não pode; ler, beber, comer, assistir, praticar. Proibir a propaganda acaba soando como um falso moralismo.

Se droga é qualquer combinação química, produzida pelo homem, que altere o comportamento comum do ser humano, a cerveja deve ser considerada uma droga. Sendo assim, incentivar e legalizar a venda desta droga deveria ser proibido. Ponto.
Mas não. Preferem proibir propagandas, em vez dos governos tomarem coragem de proibir a fabricação de produtos "tão nefastos" a saúde de nossa população e é claro, também, abrir mão dos polpudos impostos que são recolhidos a cada gole de bebida ou em cada tragada de cigarro. Será que fariam isso?

Folha pede restrição a cerveja e critica Abap


Em relação ao apelo sexual associado às propagandas de cerveja, quem deve cuidar disso é o Conar (Conselho Nacional de Auto-Regulação Publicitária). É o conselho que deve, de forma eficiente e rápida, adequar o conteúdo das mensagens publicitárias.

Dissertação : Imagens femininas na publicidade de cerveja


Porque proibir, é querer regredir, é impor uma nova Ditadura. E é utópico pensar que um dia esse consumo exagerado irá acabar, pois sabemos que mesmo com restrições e/ou proibições de propaganda, as pessoas não irão parar de beber. Assim foi com o cigarro e assim será com a cerveja.

Filme: Eu e as mulheres





Eu indico este filme

Carter (Adam Brody), após romper seu relacionamento com uma atriz, vai para o subúrbio de Detroit para cuidar da saúde de sua avó e esquecer de seus problemas. Com o tempo, ele cria uma ligação especial com as mulheres da família vizinha, transformando a vida delas e a dele próprio.Muito bom!

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Música e dança




Sem música a vida seria um erro. Sem música, sentiria as paredes se fecharem ao meu redor. Esta arte de combinar os sons de forma rítmica, harmoniosa e melodiosa, não seria encontrada.
Sem música não haveria dança. Não conseguiríamos juntar os amigos, para sentir o mundo e para seduzir a vida.
A música como a dança, eleva meu espírito. Nesses momentos imagino o que quero e sou o que sempre quis.
Visto-me de personagens, que no dia a dia estão longe da mente.
A música transcorre meu corpo de sensualidade e mistério.
Um êxtase inexplicável.
No meio de qualquer lugar, o que importa sou eu.
O mundo torna-se como sempre sonhei.
Perturbo quem está a minha volta.
Perguntam em que mundo estou
Respondo:
-No meu.
Um solilóquio constante.
Corpo e espírito juntos, numa sintonia inquebrável.
Alter ego me orienta.
Mãos que deslizam sobre o nada,
Desenhos que não me dou conta,
Passos que não ensaiei.

domingo, 18 de maio de 2008

áries




Domingo, 18 de Maio de 2008

Se você conseguir levar os acontecimentos de forma razoavelmente tranqüila, unindo a razão às tuas decisões e reações, o dia seguirá seu curso natural e você não estará sujeito a altos e baixos. Perceba que tudo dependerá da direção que dará à sua energia. Cuidado apenas com o otimismo excessivo que pode fazer com que você tome algumas atitudes, sem dimensionar os riscos.

Filme: A vila





Este filme, já tem tempo que está nas locadoras, mas só neste final de semana que fui assisti-lo. O filme, muito indicado pelas faculdades de Direito, realmente é muito interessante. Quem já teve aula de filosofia e quem, principalmente, leu o livro : O caso do explorador de cavernas.Vai notar que o filme como o livro,tem tudo em comum.A busca pela verdade e o fato de ter que sair do "circulo" em que estiveram por toda a vida "enclausurados" e acostumados, vem à tona.Quando começam as indagações.Muito bom...Amei!

O filme se passa na zona rural da Pensilvânia em 1987, e conta a história de um pequeno vilarejo de Covington, com a pequena população de 60 pessoas, rodeada por uma floresta onde acredita-se haver critaturas míticas habitando o lugar. A história ainda conta o romance de Kitty, a filha do líder do vilarejo e de Lucius, um jovem rapaz.

Os dirigentes da cidade possuem uma política de restrição bem forte: todos são proibidos de adentrar a floresta, ou seja, todos os habitantes da vila viveram toda a sua existência isolados do restante do mundo, já que ninguém do exterior pode entrar lá também. Há um monte de postos de vigia, que servem tanto para afugentar as criaturas como para se certificarem de que ninguém tente fugir da vila.

Entretanto, o vilarejo começa a ser ameaçado quando Lucius começa a questionar sobre o confinamento completo das pessoas de lá.

Filme: Muito bem acompanhada




Há 2 anos atrás Kat Ellis (Debra Messing) foi abandonada no altar. Agora sua irmã, Amy (Amy Adams), está prestes a se casar e terá como padrinho de casamento justamente seu ex-noivo. Decidida a demonstrar ter superado o abandono, Kat contrata Nick Mercer (Dermot Mulroney) como seu acompanhante no casamento. O que Kat não esperava era que Nick conquistasse a simpatia de sua família, demonstrando ser um genro perfeito e objeto de desejo de qualquer mulher. Aos poucos ela nota que a relação que possui com Nick, que era para ser de fachada, torna-se cada vez mais séria.Recomendo! A trilha sonora do filme é ótima.

Filme: Domésticas





No meio da nossa sociedade existe um Brasil notado por poucos. Um Brasil formado por pessoas que, apesar de morar dentro de sua casa e fazer parte de seu dia-a-dia, é como se não estivesse lá. Cinco das integrantes deste Brasil são mostradas em "Domésticas - O Filme": Cida, Roxane, Quitéria, Raimunda e Créo. Uma quer se casar, a outra é casada mas sonha com um marido melhor. Uma sonha em ser artista de novela e outra acredita que tem por missão na Terra servir a Deus e à sua patroa. Todas têm sonhos distintos mas vivem a mesma realidade: trabalhar com empregada doméstica.Um filme inteligente e engraçado, muito bom.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

O amor tudo suporta?






“O amor tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta?”.

(Corintios, cap 13, vesículo 7.)


Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei mulher, eliminei muitas coisas de criança.
Acreditava em um príncipe encantado, num casamento perfeito e num filho igual ao bebe da propaganda Johnson & Johnson.

Mas depois de alguns tapas levados pela vida.Com a realidade nua e crua. Dei-me conta de como o amor é dor e gozo: o mesmo labirinto no qual transcorrem a vida e a fantasia.

Somos feitos da mesma matéria de que são feitos os sonhos, por isso é inevitável não sonhar e não acreditar em um amor puro.

E somos também humanos, com falhas e erros.
Ser humano é se revoltar com atitudes que para nós são incabíveis.
É se decepcionar ao ver que o outro não coopera com nossas expectativas.
É ter certeza que não conseguiremos mudar o outro, como gostaríamos.

Não existe perfeição em nada, desta forma seria impossível o amor ser perfeito também.

Se para tudo há um limite, para o amor não seria diferente.
Como suportar traição? Maus tratos físicos e psicológicos?
Suportar não é amar. Infelizmente, só percebemos isso, quando já suportamos muito.
Suportar é não ter auto-estima. Para muitas mulheres o suportar virou um “estilo de vida”. Não sei se é por um amor doentio, obsessivo, por baixa auto-estima ou por comodidade seja pelo lado financeiro ou não.
Essas mulheres suportam o que, aparentemente, é insuportável.

Até que ponto vale a pena abrir mão de valores para aceitar atitudes que não condizem com você?

Amar é desejo e todo o desejo é louco e delirante.

Mas nem por isso vou deixar de ser feita para o amor da cabeça aos pés.

Se sofri ou se chorei por amores impossíveis ou que não valiam a pena como eu achava,retomo meu caminho e nada a declarar.

Porque a vida não resolve ficar parada por causa de você.
A vida esta aí para ser desvendada e apreciada.

Pré- juízos




É muito engraçado e perigoso como o nosso raciocínio é marcado por pré-juízos, verdades que vamos acumulando pela vida e que podem, sem que percebamos, ter um peso muito grande em nossas decisões. Pensar, por exemplo, que todos os árabes são muçulmanos e que todos estes são terroristas.

Tenho medo desses pré-julgamentos. Sempre acho que toda pessoa de idade é uma pessoa boa, de caráter. Que ingenuidade.

O bonzinho, para mim, pode estar a manter sua filha em cárcere e a estuprando. Tendo filhos e ao mesmo tempo netos, com a própria filha. Assusto-me, com os milhares de casos que passam na televisão.

Não consigo, por mais que tente, entender a motivação desses crimes bárbaros.
Humanos, que viram monstros. Toda e qualquer punição parece insuficiente.

O gordo, que muitas vezes é estereotipado como simpático, engraçado, pode sei lá o que...Ser.

Tenho medo das pessoas. Parece um meio de discriminação. Mas sinceramente? Acredito que seja necessário.

Todos podem ter um lapso de loucura. Não conheço as pessoas 100%, não tem como.
Por mais convivência que se tenha com esse ser.

É o pai que joga sua filha do sexto andar.
É a mãe que espanca seu filho até a morte.
É o irmão que mata seu próprio irmão, por rivalidade.
É o filho que mata seus pais, em troca de “liberdade”.Mas que tipo de liberdade seria essa?

O mundo me parece perdido, e cada vez mais assustador.

Tenho medo do próximo, tenho medo de mim.
Sou normal? Sei lá. Quem é né?

A normalidade está entre o maníaco e o depressivo.
É andar em uma constante corda bamba.
Se pisar falso, você certamente não responderá por suas atitudes.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Nelson Rodrigues





A grande dor também é humorística, já dizia Nelson Rodrigues.

Cristiam Boltaski





"Numa guerra não se matam milhares de pessoas. Mata-se alguém que adora espaguete, outro que é gay, outro que tem uma namorada. Uma acumulação de pequenas memórias...”.


Citação do artista plástico contemporâneo - Cristiam Boltaski

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Mistério





Não entendo porque me olha desse jeito
Sou um mistério para você?
Não precisa ter medo,
Chegue, se aconchegue em meus braços.
Cuidarei de você, se quiser.
Tentarei te levar ao paraíso
Nesta dura realidade.
O sofrimento do dia a dia se tornará ameno
Prometo-te.
As coisas mais simples,
Virarão de extrema importância em sua vida.
O céu terá asas para te acompanhar,
O vento será sua capa protetora,
Que te levará onde eu estiver.
Quando estivermos longe um do outro
E a chuva começar, saberá que são minhas lagrimas, sentindo sua ausência.
O sol será teu escudo.
Mesmo com problemas, o dia de superação sempre chegará.
A porta de minha casa estará aberta para te receber.
Para que ter medo?
Quero-te aqui ao meu lado.
Sou assim mesmo, sei disso.
Tenho medo de amar, tenho medo de me apegar.
Mas quero superar meus medos ao seu lado.
Aceite isso e, por favor, me ajude.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Ney Matogrosso diz que amou Cazuza e ainda usa drogas





Ney Matogrosso diz que amou Cazuza e ainda usa drogas


Em entrevista à edição de maio da revista Rolling Stone, o cantor Ney Matogrosso, 66 anos, relembrou o seu namoro com o cantor Cazuza, que faleceu em 1990, e falou abertamente sobre drogas, Aids e homossexualidade.

"Ele foi um dos três grandes amores da minha vida. Eu tinha muito medo de relacionamentos. Com ele vi que era possível um relacionamento além do sexo", afirmou à publicação.

Durante a entrevista, o cantor, que está em turnê com o show Inclassificáveis, contou ainda que soube sobre a existência da homossexualidade por meio da igreja católica.

"Ao me confessar, o padre logo perguntou: 'Você já fez saliência com as meninas?' Eu disse que não e ele emendou: 'E com meninos?' Então me perguntei: 'E pode?'", contou.

"Uso maconha como terapia"
A edição de maio da Rolling Stone, o cantor afirmou ainda que continua usando drogas.

"Sempre usei droga para abrir minha percepção. Quando tem uma dúvida, uso maconha como terapia. E aí aflora, porque a resposta está dentro de mim", explicou.

Ney Matogrosso disse anda que chegou a acreditar que fosse soropositivo na primeira vez que fez o exame de HIV.

"Eu tinha passado pela mão de vários que estavam doentes. Quando deu negativo, eu pedi a vários médicos uma explicação. Não tem", finalizou.

domingo, 11 de maio de 2008

Tempoooo....





No ir e vir lento do tempo, cada dia me reinvento.

Poema feito para a minha mãe




Acredito que nascer seja um processo natural da vida.
Sobreviver é outra história.
Saí de uma barriga: ausente, desconhecida,
Mas o frio desta nova vida não me congelou.
O sol e a sorte estiveram do meu lado.
Os anjos me ninaram.
Os sentimentos bons afloraram.
Como toda a flor, eu também precisei ser regada para me manter firme,
Para manter os pés enraizados na terra.
Para isso, precisei de você.
Você estava ali, me olhando de canto de olho.
Parecia uma águia rapina,
Uma leoa protegendo seus filhotes.
Como na lenda de Rômulo e Remo,
Salvou-me de uma cesta no meio do mar,
E cuidou de mim.
As adversidades, o medo e o sonho de uma nova vida, você não deu importância.
Deixou de lado, em troca de um ser, que não sabia o que podia virar.
Você me aceita e me deu a receita,
De como conviver com pessoas mesquinhas e caretas.
Você respeita minhas escolhas,
Mesmo, quando sabe que estou perdida, no caminho, tentando me encontrar.
Porque você entende,
Que filhos únicos são seres infelizes.
Com mais dúvidas, crises existenciais, mimados, individuais, teatrais e egoístas.
Você me ajuda a conhecer a verdade,
Por mais escondida que ela pareça estar.
Com você, a dor de amar e não ser amada se torna mais suportável e superável.
Quando estou na mais completa solidão, me transporta para um mundo de criatividade.
Ajuda-me a amar quem me ama.
Mesmo que tivesse em minhas mãos todo o perfume das rosas,
Toda a beleza do céu,
Toda a pureza dos anjos,
Toda a inocência das crianças,
Toda a grandeza do mar,
Toda a força das ondas.
Mesmo que eu tivesse todas as coisas belas da vida,
E todos os belos lugares do mundo,
Nada teria sentido se eu não tivesse o presente mais valioso, mais nobre e mais sagrado,
Sua amizade e o amor de mãe que recebo todos os dias.
Eu só tenho a agradecer por você existir em minha vida.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

18 de maio: para não esquecer Araceli


18 de maio: para não esquecer Aracelli


Gustavo Ferreira
Assessor Técnico da ONG Portal da Cidadania
Tapes/RS

Aracelli era uma menina meiga, doce, de oito anos. Tinha olhos e cabelos negros. O pai a chamava de Princesa. Trazia sempre a roupa limpa e em ordem. Os sapatos engraxados. Cadernos e livros encapados e pasta lustrosa. Fazia o mesmo trajeto de casa para a escola e da escola para a casa. Até que um dia não voltou mais.
Em 18 de maio de 1973, Aracelli Cabrera Sanches, então com oito anos, foi raptada, drogada, violentada, espancada e assassinada por membros de poderosas famílias de Vitória, capital do Espírito Santo. Seu corpo foi encontrado dias depois, em avançado estado de decomposição, e estava desfigurado por ácido para evitar o reconhecimento. Desde o registro policial do desaparecimento a polícia levantou várias hipóteses para elucidar o crime, hipóteses estas deliberadamente falsas, pois não interessava desvendar essa atrocidade e indiciar os culpados. A imprensa (notadamente os jornalistas José Louzeiro e Carlos Alberto Luppi, que posteriormente transformaram a história em livro*), acompanhou o caso de perto, o que não impediu que resultasse em impunidade.

A capital capixaba era, na época, uma cidade sem lei, em que prevalecia o poder econômico e político. Isso favorecia toda sorte de crimes cometidos pelas famílias poderosas, acobertadas pelo manto da corrupção. Os Helal e os Michelini eram duas dessas famílias.

Paulo Helal (Paulinho) e Dante de Brito Michelini, o Dantinho, eram famosos na cidade pelas festas que promoviam, principalmente no Jardim dos Anjos, na praia de Canto. Sua turma era conhecida como “a patota dos viciados”. Também era conhecida a atração que nutriam por meninas. Eles costumavam fazer ponto no horário de saída das escolas, aliciando meninas com a oferta de presentes, como doces e bonecas.

No Caso Aracelli, mesmo a família da menina silenciou. Sua mãe, uma imigrante boliviana, traficava cocaína, e foi acusada de fornecer droga para os próprios assassinos. Especulava-se que a boliviana já lhes teria enviado, em outras ocasiões, droga pela própria menina, que não sabia o que levava. Isso teria permitido aos assassinos ganhar sua simpatia. Aracelli teria entrado, na tarde do crime, no carro de Paulinho, atraída pela oferta de uma boneca. Essas circunstâncias permitiram que o caso ficasse impune. Em 1976, quando o livro de Louzeiro foi lançado, Armando Falcão, ministro da Justiça do governo Geisel o censurou por ser “altamente imoral”.
Aracelli foi sepultada três anos depois, mas sua morte ainda causa indignação e revolta. Para lembramos sempre o Caso Aracelli, o dia 18 de maio foi estabelecido como Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, pela Lei no. 9.970, de 17 de maio de 2000, por iniciativa da então deputada Rita Camata (PMDB/ES), presidente da Frente Parlamentar pela Criança e Adolescente do Congresso Nacional.


Mas estamos longe de contabilizar casos como esses apenas em nossa história passada. Ao contrário, casos assim ainda fazem parte do nosso cotidiano, e com esse cotidiano aprendemos a conviver. Continuamos a explorar sexualmente as meninas, em boates, bordéis ou mandando-as para o exterior para serem transformadas em escravas. Todos devemos manter em nossa lembrança o escândalo de Porto Ferreira, em que notáveis políticos daquela cidade faziam festas para as quais aliciavam menores de famílias pobres para explorá-las sexualmente. Continuamos a fazer vistas grossas aos casos de violência sexual dentro da própria família. Mesmo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), promulgado há 16 anos, não consegue por si só ser um instrumento para coibir essas práticas, porque para isso faz-se necessária a participação de toda a sociedade.


A história das sociedades patriarcais, como a nossa, é pródiga em exemplos de como a classe dominante vê-se no direito de dispor dos elementos das classes menos abastadas para a satisfação de seus interesses, sejam econômicos, políticos ou sexuais. É voz corrente que no Brasil Colônia os senhores de escravos se utilizavam das negras para a satisfação dos seus instintos, prática que, infelizmente, continuou através dos séculos, fazendo-se presente das mais diversas formas na nossa sociedade atual, que se pretende moderna e humana.


Os culpados no caso Aracelli deviam ser sim responsabilizados e punidos, por sua ação individual e deliberada, considerando sua maturidade psicológica e suas plenas condições de discernir e optar por seus atos. Mas a violência não pode ser tomada apenas como ato de indivíduos ou grupos, justificados pelas posições sociais, mas sim como um conjunto dado de ações originadas de uma situação concreta, ações estas mediadas pela posição situação do individuo na historia e em seu meio social. Assim, há que se diferenciar a violência de um individuo que “rouba para comer” da violência de um individuo da elite econômica que rapta, violenta, espanca e assassina uma criança para satisfazer seus instintos primitivos, norteado pela noção de superioridade natural e pela certeza da impunidade.


A responsabilidade por cuidar de nossas crianças é de toda a sociedade, assim como é coletivo o processo pelo qual um grupo de rapazes de camada média-alta pensou ter o direito de seviciar Aracelli, ou outro grupo pensou ter o direito de queimar um índio, pensando ser “um mendigo”. Porém, infelizmente vivemos em uma sociedade eticamente hipócrita. Estamos sempre prontos a bradar por legalidade quando um grupo de despossuídos fere o direito alheio de propriedade, mesmo quando esta propriedade não cumpre sua função social ou quando nela se pratica ações à margem da lei.

Estamos sempre a prontos elogiar a força repressiva do estado quando retira das ruas “poderosos delinqüentes” de 10, 12, 14 anos, “seres monstruosos” que, “por opção”, vivem na vida degradante das ruas e abriram mão de seu futuro. Mas somos tolerantes diante dos abusos quando estes vêm da elite dominante, ainda que através do seu sistema jurídico-político, e culturalmente protegemos suas arbitrariedades.
É necessário que a sociedade perceba que a construção de uma nova maneira de perceber e transformar a realidade é um ato coletivo, que envolve toda esta sociedade. Devemos parar de imaginar que isso é problema dos outros, dos pais, que “eu não tenho nada a ver com isso”, que “em briga de marido e mulher não se mete a colher”, que isso e “normal”. O enfrentamento a toda forma de violência, e no caso do presente artigo, da violência sexual contra crianças e adolescentes, exige a participação social a fim de se criar um novo paradigma para nossas relações.


* LOUZEIRO, José. Araceli, meu amor. Record: Rio de Janeiro, 1979, 2a. ed.) e LUPPI, Carlos Alberto. Aracelli: corrupção em sociedade. São Paulo: Alfa-Omega, 1979. Série História Imediata, nº. 3).

Gerson Camata comemora "fracasso" da marcha da maconha

Todos têm direito, a falar e a achar o que quiser, agora, estereotipar desta forma, eu achei ridículo.

Matéria do folha vitoria


Gerson Camata comemora "fracasso" da marcha da maconha


Ao contrário do que afirmam os defensores da maconha, a droga não seria nada inofensiva, segundo o senador Gerson Camata (PMDB-ES). De acordo com estudos médicos mencionados em discurso do senador Gerson nesta terça-feira (6), a droga seria mais perigosa que o cigarro convencional. O parlamentar capixaba ocupou a tribuna do Senado nesta terça-feira (6) para fazer esse alerta e manifestar sua satisfação com o que chamou de "fracasso" da Marcha da Maconha.

Proibida pela Justiça em nove cidades, a manifestação chegou a ser realizada em Vitória, Recife, Florianópolis e Porto Alegre, mas o número de participantes não ultrapassou cem pessoas, de acordo com o senador. Em Vitória, capital do Espírito Santo, a marcha reuniu apenas "40 viciados", nas palavras de Gerson Camata.

O senador começou citando um estudo da Sociedade Espanhola de Toxicomania, que teria comprovado a relação entre o hábito de fumar maconha e prejuízos ao aprendizado. Os consumidores da droga ainda estariam, segundo o estudo, propensos a desenvolver sintomas psicóticos.

Na Austrália, 316 gêmeos observados durantes décadas pelos cientistas forneceram importantes constatações. Aqueles que usaram a maconha antes dos 17 anos tinham de duas a cinco vezes mais riscos de usar outras drogas ou de desenvolver dependência de álcool e drogas.

Mas a descoberta de mais impacto, na opinião do senador, foi feita por pesquisadores canadenses e da Fundação Britânica do Pulmão, que concluíram que fumar maconha pode ser até mais prejudicial aos pulmões que fumar cigarros de tabaco. Segundo esses dados, cigarros de maconha contêm 50% a mais de substâncias que causam câncer que os de tabaco.

Um "baseado", como é chamado na gíria o cigarro de maconha, teria a quantidade de amônia presente em 20 cigarros convencionais. E os níveis de cianeto de hidrogênio e de óxido nítrico, que afetam coração e pulmões, seriam de três a cinco vezes superiores aos do cigarro comum. Os cientistas chegaram à conclusão de que a manipulação genética das sementes fez com que aumentasse em grandes proporções a concentração de THC, o componente psicoativo da maconha, potencializando os efeitos tóxicos.

Os hábitos dos usuários da maconha também tornariam mais intensos os malefícios da droga. É que, explicou o parlamentar, o fumante de um "baseado" inala profundamente e prende a respiração para manter a fumaça no seu pulmão por mais tempo. Assim, mais monóxido de carbono e alcatrão entram nos pulmões.

Outro perigo relatado pelo senador, com base nos estudos científicos: fumar o cigarro de maconha até o último milímetro faz com que os lábios e a língua fiquem expostos a um calor intenso, que é grande indutor do câncer de boca. Em resumo, três cigarros de maconha causariam danos correspondentes aos provocados por 20 cigarros convencionais, segundo pesquisa feita na Grã-Bretanha.

A masculinidade dos fumantes também seria afetada pela droga, conforme pesquisa do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas da Universidade Federal de São Paulo (USP). A maconha diminuiria em até 60% a produção de testosterona pelo homem, tornando-o infértil.

"A gente já observa isso também na cara deles", disse o senador, referindo-se aos participantes da marcha.

E acrescentou: "Quem viu as fotografias nos jornais dos quarenta participantes da passeata da maconha percebeu que todo mundo estava com aquela cara de psicótico, doente mental, desafiando a polícia, quebrando automóveis. Isso é o que esse povo deseja", alertou o senador.

Gerson Camata teme a liberação da droga, entre outras razões, por acreditar que um "baseado" poderia custar o mesmo que um cafezinho, facilitando o consumo em larga escala, inclusive nas ruas e nas escolas.

"Talvez até um piloto de avião fizesse uso de um deles para iniciar uma viagem", ironizou o senador, já que o termo "viajar" é usado para definir o estado de alteração da consciência causado pela maconha.

O senador também salientou a reversão na tendência à liberalização do consumo de drogas. A Holanda, que adotou durante tempos atrás uma legislação complacente, estaria aos poucos endurecendo suas leis, depois de verificar que o consumo de maconha subiu 400%, e que 5 mil dos 25 mil dependentes existentes no país são responsáveis pela metade dos crimes ali cometidos. Na Grã-Bretanha, a maconha deve ser reclassificada na lista das drogas perigosas.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Séneca


Uma mulher bonita não é aquela de quem se elogiam as pernas ou os braços, mas aquela cuja inteira aparência é de tal beleza que não deixa possibilidades para admirar as partes isoladas.

Séneca

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Regulação: A classificação indicativa dos programas de TV.





Achei esse texto fantástico, concordo plenamente com o que Maria Rita Kehl disse sobre o assunto.

Texto, usado na aula de Sistemas Nacionais e Internacionais de Comunicação, sobre REGULAÇÃO: A classificação indicativa dos programas de TV.


Maria Rita Kehl – Nem todos os psicanalistas pensam como eu. Tivemos muitas discussões - no antigo grupo Tver - a respeito das fases de desenvolvimento das crianças e a capacidade de recepção da informação. Há quem defenda que crianças abaixo de cinco ou seis anos, simplesmente não estão psicologicamente preparadas para entender cenas de sexo entre adultos. A idéia do “trauma” vem sendo muito mal assimilada por psicanalistas, psi-coterapeutas e pedagogos. Muitos defendem que se a criança pequena for exposta a uma cena de sexo explícito, por exemplo, ficará "traumatizada". Não necessariamente; penso que as crianças podem ver, ouvir e entender praticamente qualquer coisa, desde que a cultura em que elas vivem lhes ofereça elementos para tal. Não existe uma evolução “natural” da inteligência infantil. Existem, isto sim, escolhas da sociedade: nossas crianças evoluirão de acordo com o que nós desejarmos para elas. Nesse sentido, o fundamento que nos leva a querer limitar a exposição de nossas crianças a cenas de pornografia, violência gratuita, drogação, etc., não é psicanalítico: é ético. Simplesmente desejamos aproveitar esse período tão especial da vida para formar cidadãos interessados em outras coisas. A infância é uma época de curiosidade ilimitada, de interesse por tudo, combinados a uma capacidade de assimilação rápida de todas as novidades. É a fase em que se estabelecem os principais parâmetros que formarão nosso senso de “realidade” - mas a realidade humana, vale lembrar, é sempre a realidade social. É uma construção social. Assim, se por um lado não há um impedimento essencial para que a criança “saiba” o que é o sexo, o que é a morte, o que é a violência, etc. - desde que alguém a ajude a compreender isso -, há milhares de razões para desejar que ela se ocupe mentalmente de outras coisas, de muitas outras coisas além do sexo, da violência e da morte. A meu ver, há apenas duas razões para limitar o tipo de conteúdo da programação infanto-juvenil: a primeira é que os pais, em geral, não se dispõem a educar seus filhos para entender criticamente o que eles vêem no cinema e na TV. Pelo contrário, costumam entregar os filhos aos cuidados da TV e, o que é pior: da publicidade. Ainda não discutimos a sério restrições para a publicidade dirigida às crianças, o que eu considero mais importante do que a classificação indicativa de todo o resto da programação. A segunda razão é que, se as cenas de conteúdo dito “adulto” forem liberadas para crianças, o que ainda resta do potencial educativo e formador da televisão - e em menor grau, do cinema - vai por água abaixo de uma vez. Talvez não cause nenhum trauma às crianças ver pornografia; não tenho nenhuma convicção de que lhes faria mal. Minha convicção é que eu desejo que as crianças brasileiras recebam, pela televisão, outros tipos de informação, que farão delas cidadãs mais interessantes, mais éticas, etc. A televisão é um veículo formador muito poderoso, importante demais para que o tempo que as crianças e adolescentes passam diante dela seja desperdiçado com bobagens. O que eu, como mãe e educadora, espero dos veículos de comunicação é que ofereçam material para desenvolver a inteligência, o senso crítico, a criatividade, o senso estético de nossas crianças, porque de bobagens, violência e pornografia o mundo já está cheio.

domingo, 4 de maio de 2008

Poema "erótico"




Escrito quando o meu pensar em "voce", ainda inexistente, já te transportava para a minha cama.



Hoje,
Precisava de uma boca quente, beijando-me a boca, pescoço, cada vértebra de minha coluna,
Percorrendo meu corpo todo.
Mãos que me envolvessem,
Acariciassem-me,
Tocando-me toda,
Desvendando cada detalhe de meu corpo.
Olhos gulosos,
Um olhar insaciável por desejo.
Corpo que queima.
Exalando por cada poro:
O outro.
Quero ser a sua luxúria, a sua lascívia e seu ato mais libidinoso.
Peço-te inteiro, nem que seja por uma noite.
Súplicas de amor, ao pé do ouvido.
Língua que me lambe,
Chupa-me.
Continue...
Que carência de toque que estou sentindo.
Procuro boca, mãos, músculos, nervos, veias...
Procuro o que pulsa.
Procuro tudo o que tem capacidade de sentir.
Você...
Você que tanto tenta me seduzir
Rendo-me de vez a você.
Perdi as forças.
Perdi a vontade de me segurar,
De me conter.
Pegue-me pelas mãos
E deite-me.
Faça-me contorcer.
Se chamar por seu nome,
Saiba que estou de fato envolvida.
Molhada.
Derretendo aos poucos.
Deslizo pelos lençóis,
Engatinho por cada curva de seu corpo.
Extraio de você,
Gemidos abafados.
Pingos de suor que evaporam a cada sopro de minha respiração.
Quando estamos exaustos,
Olho-te nos olhos com um olhar de realização:
Cansada mas saciada.

Filho unico







Filho Unico
(Cazuza / João Rebouças)


Você me quer?
Você cuida de mim?
Mesmo que eu seja uma possoa egoísta e ruim?

Você me aceita
E me dá a receita
De como conviver com um monstro mesquinho e careta?

Você me respeita
Não grita comigo
Mesmo que eu tente tudo pra te irritar

Você tem que entender
Que eu sou filho único
Que os filhos únicos são seres infelizes

Eu tento mudar
Eu tento provar que me importo com os outros
Mas é tudo mentira (tudo mentira)

Estou na mais completa solidão
Do ser que é amado e não ama
Me ajude a conhecer a verdade
A respeitar meus irmãos
E a amar quem me ama

sábado, 3 de maio de 2008

Ser mãe




Carolina Dieckmann brinca com José em ensaio para revista


Às vezes fico pensando se vale a pena mesmo colocar um filho no mundo.
Um mundo cheio de brutalidades, crueldade, sofrimento, desapontamentos...Pai que mata filha, parentes que estupram, namorado que abandona ou trai,guerras,crises economicas,socias, alterações emocionais etc..
Mas é vendo, uma foto como esta que acabo mudando de opinião.
Um sorriso de uma criança tem o poder de dilacerar essas convicções que formamos com o tempo. Não sei, ainda, o que é ser mãe, mas de fato, parece ser uma passagem da vida única e indescritível.

(A foto ficou linda)

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Morreu Albert Hofmann, o homem que descobriu a LSD por acaso.





Defendia o uso terapêutico desta droga

Morreu Albert Hofmann, o homem que descobriu a LSD por acaso.

30.04.2008 - 12h10 PÚBLICO

O químico suíço Albert Hofmann, que descobriu a droga alucinogénea LSD, morreu hoje, com 102 anos, perto de Basileia, vítima de ataque cardíaco. “Inquieto e enjoado”, foi assim que Hofmann descreveu o seu estado depois de, durante uma investigação sobre os usos médicos dos fungos, consumir por acaso, em 1943, este estupefaciente que tinha sintetizado em 1938.

Nascido a 11 de Janeiro de 1906, Hofmann teve o primeiro contacto com o LSD em laboratório, quando uma pinga da droga lhe caiu na mão. “Fiquei num estado de sonolência, a luz incomodava-me e vi uma corrente contínua de imagens fantásticas, formas extraordinárias e com cores intensas, próprias de um caleidoscópio. A sensação desapareceu passadas duas horas”, descreveu o químico, em 2006, numa conferência comemorativa dos seus cem anos, citado pelo diário espanhol “El Mundo”.

O químico defendeu sempre a utilidade desta droga, em especial para perceber e estudar o funcionamento da mente humana, chegando mesmo a acreditar que a LSD podia ser o tratamento adequado para a esquizofrenia. Apesar de apelidá-la como um “filho problemático”, nem depois de ter sido ilegalizada nos anos 60 a deixou de defender, pois acredita que foi tratada de forma injusta por culpa dos que dela fizeram um uso perigoso.

Albert Hofmann morreu sem saber se o LSD chegará a ser aplicada apenas com fins terapêuticos, como defendem agora alguns investigadores suíços.

LSD é o acrónimo de Lysergsäurediethylamid, palavra alemã para a dietilamida do ácido lisérgico, uma das mais potentes substâncias alucinógenias conhecidas e está associada ao movimento psicadélico.

O LSD é sintetizada clandestinamente a partir de um fungo do centeio

Homem que é homem não come carne





http://www.institutoninarosa.org.br/homem_come.htm

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Investigação teve erros', diz autor de livro sobre o caso Madeleine





'Investigação teve erros', diz autor de livro sobre o caso Madeleine


Em entrevista ao G1, Manuel Catarino acusa a Inglaterra de atrapalhar investigações.
Para o jornalista português, caso só será solucionado se o cadáver da menina aparecer.


Quase um ano após o desaparecimento da garota britânica Madeleine McCann, de 4 anos, um jornalista português que acompanha o caso desde o início é contundente em apontar dois fatores que dificultaram a solução deste mistério que comove o mundo: houve falhas dos investigadores portugueses e uma pressão indevida da polícia inglesa.



Quem afirma isso é Manuel Catarino, autor do livro "A Culpa dos McCann" e redator chefe do jornal português Correio da Manhã. Em entrevista ao G1, por telefone, Catarino disse que a polícia judiciária portuguesa foi induzida pelos policiais ingleses a procurar por um raptor "que talvez nunca tenha existido".



Segundo ele, o quarto onde a menina desapareceu não foi imediatamente selado, o que atrapalhou na coleta de provas substanciais. "Quando as autoridades chegaram já muita gente havia entrado e saído, tinham aberto e fechado portas e janelas. E alguns vestígios que poderiam ter sido úteis para a investigação estavam contaminados ou já não existiam."



O G1 procurou desde segunda-feira (28) a polícia judiciária portuguesa para comentar as declarações de Catarino. Mas até agora não houve resposta.

1 ano de mistério

Madeleine desapareceu de um resort do Algarve, no sul de Portugal, no dia 3 de maio do ano passado. Ela passava férias com seus pais e irmãos. Na noite do sumiço os pais de Madeleine, Kate e Gerry, saíram para jantar com amigos e deixaram as crianças sozinhas no quarto - haviam dispensado o serviço gratuito de baby-sitter do hotel.


A polícia chegou a apontar alguns suspeitos, inclusive os pais da garota, mas não conseguiu saber o que de fato aconteceu com Madeleine.



O casal acredita que ela ainda está viva. Catarino, não. Para ele, a menina morreu acidentalmente no quarto do resort e o corpo foi escondido. Veja abaixo a íntegra da entrevista concedida ao G1:


G1 - Como o senhor avalia este ano de investigações por parte da polícia sobre o caso?


Catarino - Hoje é possível verificar alguns erros nas investigações. O primeiro foi o fato de a polícia judiciária ter perdido muito tempo atrás de uma hipótese que não se confirmava, que é a hipótese do rapto. Durante muito tempo os portugueses tentaram encontrar um raptor que provavelmente nunca existiu. Isso porque desde o primeiro minuto a polícia judiciária foi empurrada pelas autoridades inglesas a investigar um rapto. Desde o primeiro dia do desaparecimento da menina que Londres definiu o rumo das investigações como sendo um rapto e a polícia judiciária foi empurrada nessa direção e isso levou a investigação por um ciclo sem saída.



O segundo erro foi que o local de onde a menina desapareceu, a chamada cena do crime, não foi imediatamente selado. Quando as autoridades chegaram já muita gente havia entrado e saído, tinham aberto e fechado portas e janelas. E alguns vestígios que poderiam ter sido úteis para a investigação estavam contaminados ou já não existiam. Na verdade a polícia foi chamada tarde demais. Esses erros são fundamentais e prejudicaram as investigações.

G1 - Em seu livro (lançado no final do ano passado em Portugal) o senhor cita bastante a influência inglesa nas investigações. De que maneira Londres alterou o rumo das investigações?


Catarino - A Inglaterra atrapalhou no sentido de que colocou imediatamente a hipótese de que era um rapto. Ou seja, construiu imediatamente uma teoria, e nossa polícia quase que foi forçada a investigar um rapto.



G1 - Os McCan têm alguma influencia no rumo que tomaram as investigações?


Catarino - Gerry é médico e faz parte de uma instituição britânica que avalia impactos ambientais, por exemplo, de centrais de energia atômica. Sempre que o governo britânico que construir uma central atômica chama esses peritos que dão o parecer. E Gerry faz parte deste organismo, é a única ligação política concreta que tem.



O que é certo é que assessores que eram muito próximos de Gordon Brown, que nessa altura já estava indicado como futuro líder do partido trabalhista e futuro primeiro ministro, começaram a trabalhar ao lado dos McCann, isso é um fato.

G1 - Tendo investigado tanto o assunto, o que o senhor acredita que aconteceu com Madeleine?


Catarino - Eu não acredito que a menina foi raptada, não é essa a minha intuição. Minha convicção e a suspeita de alguns investigadores é que a menina morreu acidentalmente naquela casa e que o corpo foi escondido. O que resta saber é se os McCann são coniventes com isso.

G1 - O senhor acredita que o casal foi conivente com o crime?


Catarino - Isso eu não sei.


G1 - O senhor acha que mesmo com a dificuldade na mudança na cena do crime ainda existe a possibilidade de que os McCann sejam indiciados num possível assassinato?


Catarino - Eu acho que é muito difícil que a polícia venha a descobrir o que de fato aconteceu naquele apartamento. A não ser que se encontre o corpo da menina. Agora, sem o corpo será muito difícil.


Mas há outra coisa: há algo de que os McCann são culpados: terem deixado as crianças sozinhas para jantar com os amigos. Isso em Portugal é sim um crime, um crime de abandono. Recusaram o serviço de babás do hotel e deixaram as crianças sozinhas.

G1 - O senhor afirmou que algumas provas podem ter sido danificadas na cena do crime. O senhor poderia citar alguns exemplos?


Catarino - Quando a polícia chegou, o apartamento estava impecavelmente arrumado, nem parecia uma casa de férias com três meninos pequenos correndo e brincando. Não sei se era assim mesmo ou se isso foi proposital.

G1 - O senhor entrevistou um criminalista em seu livro que confirma a presença de sangue e o cheiro de cadáver numa peça de roupa de Kate. Essas coisas não poderiam agora ser usadas contra o casal?


Catarino - Justamente porque isso foi encontrado tarde demais. Se a polícia judiciária não estivesse tão pressionada a investigar um rapto, e tivesse começado as investigações de maneira mais aberta, talvez esses vestígios tivessem sido descobertos logo. Se fossem descobertos rápido, essas marcas frescas teriam fornecido aos investigadores novas perspectivas criminais. Como foram encontrados tarde, já haviam sido lavados, já haviam sido contaminadas e eram em quantidade muito pequenas, portanto insuficientes.

G1 - Por que o senhor acha que o caso virou um fenômeno de mídia mundial?
Catarino - Era uma menina britânica, loira de olhos azuis, filha de um casal jovem. Tudo se conjugou para que o caso fosse um fenômeno midiático em escala global. E essa pressão midiática e a pressão britânica prejudicaram com certeza a investigação

G1 - O senhor acredita numa solução para o caso a curto prazo?


Catarino - Não. A não ser que se encontre o cadáver da menina. Ou a não ser que algum dos amigos dos McCann conte o que aconteceu naquela noite. Porque uma coisa é certa: vendo os depoimentos dos amigos sabe-se que algum deles está mentindo. Os depoimentos são muito contraditórios.

Brasil foi considerado país sério, diz Lula

30/04/2008 - 17h50 - Atualizado em 30/04/2008 - 19h00
G1-SP



É PARA RIR OU PARA CHORAR?


Se o risco de tomar um calote por aqui diminuiu , o risco de tomar um tiro na testa continua igual.


Brasil foi considerado país sério, diz Lula


O presidente comentou fato de Brasil ter recebido grau de investimento.
"É uma conquista do povo brasileiro", disse o presidente


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira (30) que o Brasil foi considerado um "país sério" por investidores estrangeiros.



"Nós acabamos de ter a notícia de que o Brasil passou a ser 'investment grade'. Não sei nem falar direito a palavra, mas se formos traduzir para uma linguagem que todos os brasileiros entendam poderia dizer que o Brasil foi declarado um país sério, que tem políticas sérias, que cuida das suas finanças com seriedade e que por isso passamos a ser merecedores de uma confiança internacional que há muito tempo necessitava", disse o presidente.

Nesta quarta, a agência de classificação de risco Standard and Poor's concedeu ao Brasil o patamar de grau de investimento. A decisão representa uma melhora na recomendação do Brasil, que passa a ser considerado investimento seguro para investidores estrangeiros.

Segundo Lula, não deve haver preocupação de que haja muita entrada de dólar, já que a moeda norte-americana já está desvalorizada frente ao real e pode perder ainda mais valor. "Não é o real que está se valorizando frente ao dólar. É o dólar que está se desvalorizando frente a todas as moedas. Quando saí de Garanhuns, em 1952, jamais imaginei que poderia chegar um dia em que brasileiros iriam ter preocupação da entrada de dólar, porque tudo que ouvi durante grande parte da minha vida era nossa obsessão para que entrasse dolar", disse.

Na opinião do presidente, o Brasil já deveria ter recebido o grau de investimento "há muito tempo". "Recebemos aval de que passamos a ser os donos do nosso próprio nariz em determinarmos a política que achamos conveniente para o Brasil. É uma conquista do povo brasileiro que durante tantos e tantos anos esperou por esse momento. Quis Deus que isso acontecesse quando um presidente de sorte assumiu a Presidência. E Deus queira que nunca mais o Brasil eleja governantes que não tenham sorte."



O presidente participa, em Alagoas, do 7º Fórum dos Governadores do Nordeste.