sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Filme: Sete vidas




O filme foi feito para chorar...Muito,mas muitooo bom mesmo.Sete Vidas acompanha a história de um homem depressivo que se apaixona acidentalmente por uma mulher no dia em que tenta se suicidar. À partir daí, ele decide mudar para melhor a vida de sete pessoas que ele não conhece.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Filme: Encurralados




O título original é , "Butterfly on a wheel", cunhado de um poema de Alexander Pope, poeta britânico do século XVIII, e que literalmente quer dizer "Borboleta na roda", uma alusão à força empregada em demasia para destruir algo frágil), ENCURRALADOS é um filme que surpreende justamente por ser mais do que aparenta. Um princípio água com açúcar e um final totalmente inesperado fazem o charme dessa produção britânico-canadense, capitaneada pelo ex-007 Pierce Brosnan (que, aliás, também é um dos produtores do filme).
Neil e Abbey vivem o que parece ser o sonho americano: uma bela casa, um belo carro, uma bela filha, um belo emprego e tudo parece ir de vento em popa na vida do casal. O publicitário é um dos queridinhos do seu chefe no escritório onde trabalha e tudo indica que receberá uma promoção em breve. Num belo dia em que Neil se prepara para passar o final de semana no chalé do chefe e Abbey vai aproveitar para sair com uma amiga, eis que surge Tom um sujeito aparentemente louco, que diz ter seqüestrado a filha do casal, Sophie. Suspeita confirmada, os dois passam a ter que seguir ordens que beiram o ridículo. Nesse momento é que o filme parece não fazer muito sentido, pois as tarefas que Tom encarrega os dois de cumprirem parecem tão infantis quanto inconseqüentes. Se nesse ponto você, expectador, se sentir incomodado, não se preocupe, há uma explicação. Aliás, explicação é tudo que o seqüestrador não dá ao casal, o que torna o caso cada vez mais inverossímel, ao menos do ponto de vista do casal.
O filme é muito bom..

Afinidade - Arthur da Távola

A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais
sutil, delicado e penetrante dos sentimentos.
É o mais independente.

Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos,
as distâncias, as impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro
retoma a relação, o diálogo, a conversa,
o afeto no exato ponto em que foi interrompido.

Afinidade é não haver tempo mediando a vida.
É uma vitória do adivinhado sobre o real.
Do subjetivo para o objetivo.
Do permanente sobre o passageiro.
Do básico sobre o superficial.

Ter afinidade é muito raro.
Mas quando existe não precisa de códigos
verbais para se manifestar.
Existia antes do conhecimento,
irradia durante e permanece depois que
as pessoas deixaram de estar juntas.

O que você tem dificuldade de expressar
a um não afim, sai simples e claro diante
de alguém com quem você tem afinidade.

Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos
fatos que impressionam, comovem ou mobilizam.
É ficar conversando sem trocar palavras.
É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.

Afinidade é sentir com. Nem sentir contra,
nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo.
Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado.
Quantos amam e sentem para o ser amado,
não para eles próprios.

Sentir com é não ter necessidade de explicar
o que está sentindo. É olhar e perceber.
É mais calar do que falar, ou, quando é falar,
jamais explicar: apenas afirmar.

Afinidade é jamais sentir por.
Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo.
Mas quem sente com, avalia sem se contaminar.
Compreende sem ocupar o lugar do outro.
Aceita para poder questionar.
Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.

Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças.
É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidade vividas.

Afinidade é retomar a relação
no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação.
Porque tempo e separação nunca existiram.
Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida,
para que a maturação comum pudesse se dar.
E para que cada pessoa pudesse e possa ser,
cada vez mais a expressão do outro sob a forma ampliada do eu individual aprimorado.


[Afinidade - Arthur da Távola]

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Filme: O Curioso Caso de Benjamin Button




Uma vida vivida ao contrário. Um relógio criado por um artesão que deseja que o tempo volte. Há um medo misterioso da vida e de envelhecer…

-E se eu lhe disser que estou ficando mais jovem em vez de envelhecer?
-Eu diria que lamento muito. Vai ver todos aqueles que ama morrerem antes.
É uma responsabilidade terrível.

"-Benjamin! Estamos destinados a perder as pessoas que amamos. Qual a outra forma de sabermos o quanto importantes são para nós?"

O filme é perfeito, um dos melhores filmes que já ví até hoje.A idéia de termos na mais bela idade a sabedoria de quem já viveu muito, é magnifica. O filme nos faz pensar sobre o medo que temos da velhice, mas principalmente o medo da vida mal vivida.
Penso se de alguma forma a gente possa chegar a cogitar a ideia de ter vivido plenamente e como vêm essa constatação.
Será que chegamos a conclusão de ter vivido plenamente por ter errado tanto? Talvez por magoar muitos? Talvez por ter participado da vida de muitos outros? Ter realizado grandes feitos, tido muitos filhos, cometido crimes, feito muito sexo, amado demais… Talvez ter ganho muito. Talvez perdido tudo várias vezes.

As nossas vidas são definidas pelas oportunidades… mesmo aquelas que perdemos.

As lembranças… A vida está no passado e o presente é apenas uma oportunidade de se plantar um lembrança. Não importam os planos ou que se faz agora. É no olhar pra trás que estão todos os momentos mais brilhantes da vida, no rastro da lágrima, na cicatriz, no sentimento sentido pela segunda vez, ao se lembrar com saudade do momento, do gosto que sentiu, do cheiro, da cor…Pode ficar irado como um cão raivoso da forma como as coisas aconteceram.Pode praguejar e amaldiçoar o destino.Mas quando chega perto do fim… tem de perdoar.

O mais difícil apesar de tudo é perdoar a si. Podemos perdoar qualquer feito de quem amamos. Mas nunca nos amamos o suficiente pra nos permitir tudo.

É relaxante, confortável, saber que quem amamos estão dormindo nas suas camas,onde nada as pode magoar.

Você tem que assistir o filme!

All Star- Nando Reis




Estranho seria se eu não me apaixonasse por você
O sal viria doce para os novos lábios
Colombo procurou as Índias mas a Terra avistou em você
O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário...

Longe de você- Charlie Brown Jr




Longe de você eu enlouqueço muito mais
Eu vivo na espera de poder viver a vida com você
Vejo pessoas sem saberem pra onde o mundo vai
Eu conto as horas para estar com você
Longe de você eu preciso de algo mais


Que mundo é esse que ninguem entende um sonho?
Que mundo é esse que ninguem sabe mais amar?
Pra tanta coisa que faz mal, eu me disponho!
Quando eu te vejo, eu começo a sorrir
Eu começo a sorrir

Não quero desperdiçar a chance de ter encontrado você
Hoje o que mais quero e fazer você feliz
Vejo as pessoas e sei que juntos nós podemos muito mais
Eu vivo na espera de poder viver a vida com você

Molduras boas nao salvam quadros ruins
Eu procurei a vida inteira sem saber bem pelo o que
Mas se pelo menos você estivesse aqui!
Eu conto as horas pra estar com você!

Eu estive la na sua presença
Só pra saber o que você diria sobre nós
O que te diz mais?
O que te diz mais?

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Lágrima



Da tristeza, veio o pranto e esse às vezes nos deixa fracos, emotivos e tornam a nossa razão o nosso maior inimigo. A persistência perde seu valor, e voltamos a dar passos para trás. Lágrimas de tristeza teimam em brotar.
E como uma volta em torno do sol, tudo muda de perspectiva.
Da tristeza e do pranto vem a esperança. Sementes de auto estima são plantadas e regadas com lágrimas de alegria.
Mas tudo isso vem de um mesmo lugar. As lágrimas de alegria como as lágrimas de tristeza, não deixarão nunca de serem lágrimas.
A única diferença é que quanto maior a tristeza, mais salgada ela será.


(Escrito depois que fui "salva" pela razão e circunstância, nao agindo com a emoção e não havendo a possibilidade de me arrepender depois).

O amor nao acaba



O amor não acaba. Deixa rastro. Amá-lo me faz bem. Mesmo que ele não me ame, amo amá-lo. O amor não acaba, muda. O amor não será, é. O amor está. Foi. O não amor é o vazio. O antiamor também é amor. O amor não acaba... Pode virar amor não- correspondido. Pode ser amor com ódio, paixão com amor, frustrado, mal resolvido. Tem o amor e o nada. Mas o nada também é amor. O amor não acaba. Vira. Só tenho uma certeza. Se acabar, não era amor.

Livro: A segunda vez que te conheci




Quantos já não sonharam em mudar radicalmente de vida? Jogar tudo para o alto e encarar uma aventura louca, irresponsável? Quem sabe, começar do zero? Raul, protagonista de A Segunda Vez Que Te Conheci,de Marcelo Rubens Paiva, não pertence a esse grupo. Ele sempre amou sua profissão, a de repórter de uma conceituada revista. No campo amoroso, ele também sempre soube o que queria.

Acontece que a vida tinha outros planos para Raul. Primeiro, ele perdeu sua segunda mulher. Em seguida, um sujeito com metade da sua idade o mandou embora da publicação onde trabalhava há anos.

O vazio de sua existência, porém, foi rapidamente preenchido por mini-saias, decotes, batons chamativos, celulares que não ficam segundos sem tocar e moças que passaram a ser as suas “meninas”. Ele virou o “homem” delas. Leia-se: o seu cafetão.

Para mostrar como um homem apaixonado pela justiça e a ética jornalística se tornou um agenciador de prostitutas, Marcelo Rubens Paiva ajusta mais uma vez o foco sobre a paradoxal realidade urbana brasileira.

Filme: A troca




A atuação de Angelina Jolie no filme é perfeita.Vai de uma mulher calma e elegante a uma mulher revoltada com a corrupção existente e uma mãe que corre atrás do seu filho até onde pode.Na história, Jolie interpreta uma mãe-coragem cujo filho foi sequestrado e que ousou levantar a voz contra o corrupto Departamento de Polícia de Los Angeles dos anos de 1920.
Christine é uma mãe solteira que trabalha na companhia telefônica local para criar seu filho Walter Collins, que acaba sequestrado. Depois de um certo descaso da polícia, o menino é encontrado e entregue à mãe com toda pompa e circunstância, com direto a muitos flashs da imprensa e matérias enormes em jornais promovendo a competência da polícia local.Porém, Christine alega que esse não é seu filho.
Um filme triste e chocante.
A trilha sonora do filme, é muito boa!
Lembrando que o filme, é baseado em uma história real.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Todo CAPIXABA





Todo CAPIXABA tem um segredo de espuma,
Uma conversa de duna,
Um disse me disse.
Todo capixaba é chique.
Todo capixaba tem um pouco de beija flor no bico,
Uma panela de barro no peito,
Uma orquídea no gesto,
Um cafezinho no jeito,
Um trocadilho na brincadeira,
Um Congo no andar,
Um jogo de cintura,
Um chá de cidreira,
Uma moqueca perfeita,
E uma rede no olhar.

Todo mundo de lá desenha nas areias brancas,
Compõe nas areias pretas.
Todo capixaba tem um verso,
Tem um pouco de Anchieta.
Todo povo por lá
Tem um certo louco,
Tem um certo torto,
Uma palavra solta,
Uma revoada de colibris.
Todo capixaba tem uma força de povo.
Tem um pouco de Maria Ortiz.

Toda montanha lá tem um caso
Obstinado com o vento,
Uma pedra azul,
Um albatroz de convento.
De luva e roupa de praia é que eu vou pra lá.
Todo CAPIXABA é um evento!!!


CAPIXABA / ELISA LUCINDA

sábado, 17 de janeiro de 2009

Nascidos em Bordéis




"Quando eu estou com uma câmera nas minhas mãos eu me sinto feliz. Eu sinto que estou aprendendo algo... Que eu posso ser alguém". - Suchitra, uma das crianças que aparecem no documentário Nascidos em Bordéis (Born into Brothels).


De tempos em tempos aparecem filmes e documentários que nos tocam de maneira especial. Nunca vi um documentário tão poderoso e comovente como o "Nascidos em Bordéis".

A fotógrafa de formação americana Zana Briski estava na Indía fotografando as prostitutas e as suas condições de trabalho. Ela logo fez amizade com as crianças do local e reparou que havia uma história para ser contada por trás de cada uma dessas crianças. Assim nasce essa belíssima obra de arte do cinema-documentário.

O documentário acompanha um grupo de crianças nascidas e criadas na Zona da Luz Vermelha de Calcutá - Indía. Essas crianças são tratadas como lixo. Filhas de prostitutas e quase sempre sem uma figura paterna elas crescem largadas pelos guetos da zona vermelha. Tudo conspira para que essas crianças tenham uma droga de futuro. As meninas provavelmente também entrarão para a prostituição e os garotos terão de continuar a trabalhar em subempregos pelo resto de suas vidas.

A idéia do documentário é simples. A Srta. Briski presenteia cada criança com uma câmera fotográfica bem básica. A fotografa também ensina essas crianças a fotografar, ensinando a elas como melhor usar os equipamentos. Zana dá as crianças muito mais do que um aparelho fotográfico, elas ganham voz e esperança por meio das câmeras. E somos levados a enxergar o mundo pelos seus olhos e partilhar da suas vidas. Entre as aulas e saídas fotográficas, Zana também tenta arrumar um meio de melhorar as condições de vida dessas crianças. Aqui percebemos que a relação da fotografa com as crianças vai muito além do âmbito do filme. Ela realmente age movida por um sentimento de compaixão para com as crianças.

Existe um ditado que diz que fotografia se faz com o peito e não com uma câmera, e essas crianças são prova disso. As fotografias são belíssimas, por ora dilacerantes de tão tristes e por vezes carregadas daquele otimismo que só crianças sabem ter. Além disso, o documentário é um primor em termos de edição, fotografia e de direção.
PERFEITO...impossível não chorar.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

"O dia em que a terra parou".




O pânico toma conta do governo norte-americano ao detectar um asteróide poucas horas antes da colisão com a Terra, mais exatamente com o coração de Nova York. Cientistas de variadas especialidades são convocados para tentar solucionar o que parece inevitável. E no momento marcado para o choque, uma nave alienígena pousa no Central Park.


O melhor do filme são os efeitos especiais grandiosos, um orçamento estimado em US$ 80 milhões e um elenco cheio de estrelas que dão novo fôlego ao clássico “O dia em que a Terra parou", originalmente dirigido por Robert Wise (de “A noviça rebelde”) em 1951, o longa ressurge com Keanu Reeves, Jennifer Connelly, Kathy Bates e Jaden Smith (o jovem e promissor filho de Will Smith, que em breve estará na refilmagem de “Karatê Kid)

O novo roteiro ganhou adaptações com relação ao original, que trazia, por exemplo, a capital norte-americana Washington como cenário. O alienígena Klaatu -que toma a forma humana-viajava à Terra para alertar que a violência entre os homens ameaçava a sobrevivência de outras civilizações no universo. Na nova versão,ganhou um olhar ecologicamente correto, e a missão do ET é impedir que a destruição do meio ambiente pela humanidade tenha continuidade.


"No precipício, nós mudamos".

sábado, 10 de janeiro de 2009

Ele





Ele


Ele é o meu perfume mais cítrico,
Ele é o meu sonho de consumo,
Ele é o meu filme mais erótico.

Ele é a minha comida mais apreciada,
Ele é o meu projeto de vida,
Ele é a companhia mais agradável,
O meu remédio contra a monotonia.

É o sorvete mais refrescante,
É o sol que me aquece,
É a água que me renova.

Ele é o meu porto seguro,
Ele é o meu tesouro depois do arco íris.
Ele é a minha dança mais sensual.

Ele é o dono dos meus olhos,
Ele é a mão que desejo em meu corpo,
É a boca que procuro,
São os passos que eu sigo.

Ele é a musica que escuto mil vezes,
E mesmo assim não consigo enjoar.

Ele é o meu livro com final feliz,
É o personagem principal, da novela da minha vida.

Ele é a minha viagem sem volta,
Ele é o meu trevo da sorte.
Ele é o anjo para quem rezo,
Ele é a pessoa que eu quero mais perto.

Ele é a lua cheia que eu admiro,
As manchetes raras e felizes do jornal.
Ele é a minha onda mais louca,
E ao mesmo tempo é em seus braços que encontro a paz mundial.

Ele é tudo isso e muito mais.



(Só me diga que você me quer, porque eu te quero também..)

A noite dos pesadelos




Não acordei mal-humorada, não sei como, porque motivos eu tive. Tudo começou com um convite da minha tia, para uma amiga dela dormir aqui em casa. Até aí tudo bem. O problema começou quando, antes, de dormir ela avisou que caso ela roncasse era para acordá-la.Ri. Achei engraçado, pois até então, nunca tinha dormido, ao lado de uma pessoa que roncasse.
A única pessoa que conhecia e que roncava e muito, era minha avó, mas por obra do divino espírito santo, tinha tempo que não ouvia esses barulhos perturbadores. Deitei em minha cama, super cansada, e rezei para ter uma noite de sono pesada, já que por motivo da minha hiperatividade, é difícil dormir mais de quatro horas em um sono profundo, que renove o corpo cem por cento. Tenho a mania, de mexer para um lado e para outro, acordar por qualquer barulho, e a vontade mesmo de fechar os olhos, só vem com o raiar do dia. Mas tudo bem, depois de 21 anos a gente meio que aprende a lidar com esse fato. A minha frase, sem dúvida, é: Penso, logo não durmo. Minha mente fervilha, imagina mil coisas, cria textos, projeta a vida toda e por aí vai. A madrugada atiça minha criatividade. Mas voltando ao assunto....
Deitei, e o que me aconteceu¿ depois de mais ou menos vinte minutos, comecei a ouvir um ronco, que só aumentava, pensei que logo fosse passar. Mas não. A cada roncada dada um ódio maior instalava-se dentro de mim. Parecia uma porca. Que agonia. Pensei em não me stressar por isso, mas quanto mais a gente pensa nisso, mais o ronco parece aumentar. Depois da raiva, veio até o pânico, medo da mulher morrer de tão alto que estava. E ela dizendo para a gente, que “caso roncasse?” essa porra, já sabe o quanto que ronca, só pode. Impossível não saber. Fiquei imaginando o tanto de relacionamentos perdidos, por esse ronco. Claro, impossível dormir ao lado de uma pessoa dessa. O instinto assassino de qualquer namorado(a) surge, por mais zen que ele(a) possa ser. Pensei em simpatias, o que poderia fazer para essa mulher desgraçada parar de roncar? Acordá-la eu não ia, sou muito educada e tímida para fazer um papel desse, e se a casa fosse grande e não tivesse tanta gente, poderia ir para um outro quarto, mas essa possibilidade estava descartada.
Colocar uma sandália havaiana, virada para cima, no peito dela, será que fará com que ela pare de roncar?Ixe...Isso é para saber segredos da pessoa. E só serve, para quem já tem predisposição para falar dormindo. Não era o caso dela, essa só roncava, filha da puta.
E eu lá quero saber dos seus segredos¿ Imagino que interessante. Ia me falar do avô que matou, sem querer, com o seu ronco. Assustado, o avô enfartou, e ficou estático e gelado no chão, olhando para essa cena bizarra, a mesma que eu estava presenciando. Não acreditava, que uma mulher, de estatura mediana, pudesse oferecer tanto perigo para as pessoas a sua volta, durante uma noite de Não sono. Seu ronco, é mais alto do que de um trem passando no trilho, juro. Essa mulher, dormindo em uma casa, bem na frente do mar, pode provocar até o tsunami, perigo demais.
Agora, o que eu fiquei pensando mesmo é o seguinte: falta de bom senso nessa sujeita. Sabendo desse problema, que agora em diante acho muito sério, ela deveria ir ao médico, porque isso tem cura, mas por enquanto nunca se convidar ou aceitar um convite de dormir na casa de outras pessoas. Gente assim, só enclausurada. Deus me perdoe.
Ah...E ainda se convidou para ir com a gente, em um cruzeiro. Só se for para jogá-la ao mar.
Não quero que pensem que sou tão cruel, mas é que não foi vocês que não conseguiram dormir por nem um segundo, esta noite. Acordei com dor no corpo, olhos pesados e ainda veio me dar bom dia, com a cara mais lavada do mundo, me perguntando como dormi. Que vontade de espancá-la.
Não que eu seja anti-social também, mas é por isso que não durmo na casa dos outros, só se for caso de urgência, necessidade. Não que eu ronque. Mas como eu gosto de ter a minha intimidade, imagino que o outro também goste.
Andar pelada em casa, abrir a geladeira na hora que quero, dormir, acordar, tomar banho, não fazer sala para ninguém. Isso é bom demais, e não adianta discordar. Quando há uma pessoa de fora, a rotina muda quase que completamente. Claro, que gosto de amigos em minha casa, é ótimo, não tem o que discutir, mas só os que não roncam daqui para frente, é que vão dormir em minha casa.
Mas tudo bem, ela não deixou de ser um meio de inspiração para mim. Pelo menos escrevi esse texto e pratiquei a paciência por uma noite inteira, acordada.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Sonhos...




Ontem sonhei que estava dando aula para crianças, hoje sonhei que estava me casando com um cara que eu, de fato, conheço, mas que eu não sinto nem um pouco de atração. Será que é o destino?Será que os sonhos já estão me alertando do que vai me acontecer, daqui a algum tempo, meses, anos? Espero que não. Nessas horas, não quero acreditar no destino, mas sim, que posso modificá-lo quando sentir vontade.
Eca....já se imaginou casando com um cara ou uma mulher que não tem nem um pingo de tesão? Isso que é querer sofrer. Chegar em casa, e não aquentar olhar para a cara do parceiro(a), deitar ao lado desse sujeito(a) e desejar que as horas passem correndo, e que o galo ou o despertador toque logo e que você já esteja atrasado para acordar.Motivo para ficar distante do marido ou mulher que esta do seu lado, e que para você não passa de um "desconhecido(a)".
Eu não aquentaria, seria demais para mim. Por ser movida à paixão, ao impulso, à emoção preciso ver o meu futuro marido, namorado, caso, tico tico no fubá..Seja lá o que for, com um super tesão, deve haver sempre um mistério a ser desvendado, desejo de vê-lo sem roupa e desejo de dormir abraçada em seus braços.
Quanta gente, casa por dinheiro não é mesmo? tenho nojo dessas pessoas, admito.
Tenho nojo de homens grosseiros, egocêntricos, orgulhosos então nem se fala..Odeio com todas as minhas forças.
E aí entra: mulheres que casam por dinheiro, para manterem um status, mas acho que isso é tão antigo quanto a prostituição. Casamento por conveniência, sempre há contrato, por mais informal que seja. Mas claro, a vontade manifestada até pelo silêncio, se o outro já sabia, tem valor de contrato. Que perigo!
Com a prostituta...Você paga e transa. Fode, fode, fode,e pronto.O dinheiro valeu pelo prazer que recebeu.
Com o casamento não é tão diferente, para algumas pessoas: você casa comigo, e em troca terá um cartão de crédito sem limites para gastar.Mas em troca você lava minhas roupas, faz minha comida e como a prostituta..fode, fode, fode..comigo tbm.
Agora...a grande diferença é:
A prostituta se dá bem melhor..pelo menos..transa por algumas horas e ponto final.Já a mulher, dependendo de sua frieza diante dessa submissão, passa anos inteiros olhando para a cara de um cara, que certamente tem nojo ou que não sente nem isso..pior ainda né? pelo menos nojo é algum sentimento.e fica lá...aceitando uma relação de máscaras, mentiras..
Mas vem cá..porque eu to tão preocupada com isso..Se eles aceitaram isso, é porque os dois estão ganhando com isso.
É...acho que isso faz sentindo.Então voltando para o meu sonho,só tenho a dizer,que isso eu não aceitaria...e digo às meninas..que,diariamente, sonham com um príncipe..que a maioria virou sapo mesmo..e se ainda esperam o príncipe chegando a cavalo..sinto muito..mas eu também tô esperando há anos,e agora tenho quase certeza, que se o meu está vindo..está vindo a jegue.
Meninas,me escutem bem...vão estudar, porque casar ta difícil!

Livro: Tudo que você não soube



Comecei o ano bem, devorando um segundo livro...Que por sinal FANTÁSTICO.
"Tudo que você não soube"- Fernada Young.
Irreverente, direta, sarcástica, tudo isso com uma sensibilidade única.
No final do livro..paramos e pensamos..Nossa...não me dava conta de tudo isso.

O livro pode ser resumido assim:

Uma ótima idéia
Uma raiva guardada
Um martelo
Qual a relação que isso tudo tem?

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Livro:Uma vida inventada-Maitê Proença




Nossa...devorei o livro.Muito bom.Com uma narrativa que destila ironia e senso de humor, Maitê Proença mistura literatura e vida para contar casos surpreendentes, entremeados pela história de uma menina que quis desbravar o mundo e, descobrindo-o, descobriu a si mesma. A segunda incursão da atriz na literatura confirma o seu talento no campo das palavras e mostra que, mais importante do que a verdade é o jogo narrativo em que ela nos envolve.

Alexandre Dumas Filho




"Para a mulher, a quem a educação não ensinou o bem, Deus abre quase sempre dois caminhos que a conduzem a ele.Esses caminhos são a dor e o amor. São difíceis. Aquelas que neles se engajam sangram os pés, machucam as mãos,mas, ao mesmo tempo, deixam no acostamento da estrada os enfeites dos vícios e chegam ao fim com aquela nudez da qual não se enrubesce em frente ao Senhor".

Alexandre Dumas Filho

domingo, 4 de janeiro de 2009

Dostoiévski




"Não importa o que sou para o mundo, mas sim o que o mundo é para mim." (Dostoiévski)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

O caçador de pipas





Existe apenas um pecado, um só. E esse pecado é roubar. Qualquer outro é simplesmente uma variação do roubo.
Quando você mata um homem, está roubando uma vida. Está roubando da esposa o direito de ter um marido, roubando dos filhos um pai. Quando mente, está roubando de alguém o direito de saber a verdade. Quando trapaceia, está roubando o direito à justiça...De Baba para Amir –O caçador de pipas.