sexta-feira, 22 de junho de 2007

Garimpeiros x índios



Nos últimos cinco séculos, os índios foram massacrados nas Américas.Quando não os exploravam os executavam.No Brasil estima-se que eles seriam três milhões no descobrimento.Hoje seus aglomerados somam 15% do total original.O índio brasileiro foi perseguido por bandeirantes, tornou-se caça de traficantes de escravos, morreu nas mãos de posseiros de terras e, quando aculturado, perdeu a identidade.O Brasil é um dos paises que procuram proteger as tribos através de legislação especial.O objetivo é evitar que os índios continuem sofrendo atrocidades.Até aí tudo muito bem.
O que não se deve fazer é conferir aos índios uma posição de que os coloque acima de qualquer lei, quando são eles,ás vezes, os que cometem os crimes. É exatamente isso que está acontecendo no órgão Máximo do setor no governo, a Fundação Nacional do Índio (Funai).Há algum tempo em Rondônia, cem cintas-largas assassinaram vinte e nove garimpeiros de diamantes a tiros, flechadas e golpes de borduna (corda de aço, coberta com fio metálico), na reserva indígena Roosevelt.A idéia de que o índio pode ser tão cobiçoso, cruel e mesquinho como qualquer outro ser humano voltou a ser cogitada.
O presidente da Funai, Mércio Pereira Gomes apenas os defende dizendo: “Não posso ficar condenando os índios por defenderem seu território. Os garimpeiros sabiam do risco”.Se as maiores autoridades do país encarregadas da política indigenista reconhecem que os índios podem matar quem garimpa em suas terras então está claro que são mesmo uma gente sem: fé, lei ou rei.A Funai vem ajudando a criar no país uma falsa “questão indígena”.Já que os índios não se comportam como no tempo do descobrimento.
Os caciques agora vivem parte do tempo nas melhores casas da cidade, que eles compraram com o dinheiro do comercio de diamantes.As propriedades dos caciques nas cidades de Cacoal e Pimenta Bueno estão entre as mais caras.Em Cacoal, por exemplo, o cacique João Bravo tem uma mansão com cercas elétricas e vigilância eletrônica.Só usam carros do ano, preferem caminhonetes como a Hilux 3.0;a de um dos filhos do cacique Bravo é equipada com DVD-player.Usam camisa pólo e calças jeans...
Segundo relatos locais, eles também coletam diamantes e negociam participação naquilo que é descoberto pelos garimpeiros.Teriam cometido o massacre por se sentirem lesados nessa participação.O índio é protegido por um estatuto legal diferente, mas isso não significa que possa sair por aí fazendo o que lhe der na cabeça.É claro, que existem, aldeias indígenas que ainda mantêm a cultura indígena, como por exemplo as aldeias em Aracruz.Um dia fui fazer um trabalho de faculdade, e conversei com o cacique Nelson,ele me explicou o seguinte: que eles tentam o máximo, manter sua cultura, mas que realmente é difícil.Por exemplo,antes eles tinham plantações de ervas medicinais,hoje já não existe mais,por falta de recursos para manter a terra etc.Por isso, quando ficam doentes, eles precisam ir até um posto médico,precisando desta forma de um carro,de remédios, entre outras coisas.Não é porque somos índios que não podemos usar o que os homens brancos usam.O que nos faz ser índio é manter nossos costumes, passar a nossa língua indígena para nossos filhos etc.O importante não é o que temos ou o que usamos e sim o que somos”.Ressalta Nelson.
Outra coisa que achei interessante é o medo que eles têm da empresa Aracruz,quando fui tirar umas fotos da aldeia,tentaram me impedir, alegando que muitas pessoas chegavam até eles,dizendo que precisavam fazer um trabalho de faculdade,tiravam fotos,conversavam, investigavam tudo e depois passavam todas as informações obtidas para a Aracruz Celulose.Recomendo a todos os alunos de escolas e faculdades que quando forem fazer um trabalho nas aldeias,se identifiquem,mostrem o objetivo do trabalho e prometam levar o trabalho final até eles.Desta forma,eles poderão constatar o produto que eles fizeram parte.Será gratificante para nós e para eles.
No caminho até lá,é nítida a imensidão de terra que a Aracruz se apoderou. É realmente um absurdo.De fato,esta é uma questão não muito fácil de resolver.
A única solução que vejo é a conscientização da população em relação ao respeito á diversidade !Se todos fossem iguais, não teria graça.,um poderia ser eliminado, que não sentiríamos falta.
(Cátinha)

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