
Pela primeira vez, ví um pingüim.É lindinho d+.rsrs
A inexplicável caminhada dos pingüins magalhães para o litoral do Espírito Santo continua surpreendendo pesquisadores e moradores dos balneários capixabas. Na manhã deste sábado, outros 30 animais foram encontrados na praia de Meaípe, em Guarapari: 24 ainda estavam vivos e seis já chegaram mortos à praia. O resgate dos animais contou com a ajuda de um pescador, que retirou treze com uma rede de pesca.
"Eles estão por toda a orla. Apareceram em Piúma, Anchieta e Guarapari. Alguns já estão mortos, outros ainda vivos", explicou o diretor executivo do Instituto Orca, Lupércio Barbosa. Para ele, o fenômeno é um mistério. "Eu, em toda a minha vida de pesquisador, nunca presenciei a aparição de tantos pingüins no litoral capixaba. Podem ser as mudanças climáticas? Podem, mas não posso garantir", explicou.
Desde a última sexta-feira (11), a sede do Instituto Orça, na Praia da Costa, em Vila Velha, já recebeu 52 pingüins vivos. Neste sábado, técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) inspecionaram a costa capixaba em busca de outros animais que poderiam ter aparecido.
E apareceram. Na base do Projeto Tamar, no Sul do Estado, recolheram dez pingüins. Em Meaípe, 24 estavam na praia, recém-chegados. Na Escola de Pesca de Piúma, mais dois animais estavam acomodados, aguardando transporte a Vila Velha. Na sede do instituto, já estão 32 pingüins vivos. Pelo menos 26 morreram.
Naturais da Patagônia e com a essência de serem tranqüilas, as aves acabam se desgarrando da colônia e dos pais e, conseqüentemente, perdendo força e sendo encontrados em litorais já desidratados, desnutridos e com hipotermia.
Barbosa conta que os animais chegam ao instituto pesando cerca de 400 gramas e saem pesando 3 quilos. "Geralmente, os pingüins ficam no instituto até outubro, depois os devolvemos à natureza. Em 2006, eles voltaram para a Patagônia de avião, mas não sei se teremos verba para este ano", afirmou.
Dicas para quem encontrar um pingüim
O diretor do Instituto Orca alerta para quem encontrar algum pingüim que entre em contato com a Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Ambiental ou com o instituto pelo telefone 3329-4208.
"É importante que a população saiba que ao encontrar a ave deve aquecê-lo, pois o mesmo estará com hipotermia. Nunca colocá-lo dentro da geladeira ou no freezer. O mais correto é colocá-lo em uma caixa envolto com jornal", finalizou.

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