sábado, 18 de abril de 2009

SILÊNCIO



MAIS VALE UM SILÊNCIO CERTO QUE UMA PALAVRA ERRADA. DEMORA NAQUILO QUE VOCÊ PRECISA DIZER. LIVRE-SE DA PRESSA DE QUERER DAR ORDENS AO MUNDO. EM MUITOS MOMENTOS DA VIDA, O SILÊNCIO É A RESPOSTA MAIS SÁBIA QUE PODEMOS DAR A ALGUÉM. HOJE, NESTE TEMPO DE PALAVRAS MUITAS, QUEIRAMOS A BELEZA DOS SILÊNCIOS POUCOS.

Bertold Brecht



"Há homens que lutam um dia e são bons. Há outros que lutam um ano e são melhores. Há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis."


Bertolt Brecht foi um destacado dramaturgo, poeta e encenador alemão do século XX. Seus trabalhos artísticos e teóricos influenciaram profundamente o teatro contemporâneo, tornando-o mundialmente conhecido pelas apresentações de sua companhia o Berliner Ensemble realizadas em Paris durante os anos 1954 e 1955.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Palavras apropriadas



Me fala quais são as palavras apropriadas para esse momento de imprecisão.
O não saber como resposta, incomoda o coração.
Me cobra certeza de algo que nunca parei para analisar,
Mas tenho certeza que isso não irá me bastar.
Não quero beijos eternos,
Não quero atenção exclusiva.
Mas parece que dizer isso, é querer ser punida,
é o excesso de sal para uma comida.
Quero que abalem as minhas estruturas,
e se antes me incomodava com a minha forma sensível, inocente e altruísta de ser,
hoje me incomoda essa frieza de corpo e espírito que está crescendo dentro de mim.
Até o impulso virou estratégico,
Só sinto segurança para voar, sabendo onde vou pousar.
Corpo maleável para aventuras,
mente livre como um pássaro,
tudo parece uma travessura.
quando corro e passo:
do meu limite ,
que é o espaço.
E nenhum espaço é grande o suficiente para ocupar o que acho.
Crio lugares,
Situações,
Que viram revelações.
Fiz uma regressão.
Vi situações que há tanto tempo tentei esquecer,
Fui em lugares que desejei por tempos permanecer.
Mente:
Reservatório de imagens,
que resolvem saltar ,
incomodar e cometer,
o que chamo do suicídio
Do que temos como poder.
Ilusão¿
Não temos a rédea deste cavalo selvagem,
que mexe com o coraçao,
que galopeia entre a razão e a falta de precisão.
Minha mente se apaga,
meu corpo se prepara,
para essa busca,
do verdadeiro sentido do ser.
Esse ser:
Que é humano,
que chora,
que implora,
que ignora,
que sorri,
Quando o que se quer,
é fugir.

Filme: Na natureza selvagem



Início da década de 90. Christopher McCandless (Emile Hirsch) é um jovem recém-formado, que decide viajar sem rumo pelos Estados Unidos em busca da liberdade. Durante sua jornada pela Dakota do Sul, Arizona e Califórnia ele conhece pessoas que mudam sua vida, assim como sua presença também modifica as delas. Até que, após 2 anos na estrada, Christopher decide fazer a maior das viagens e partir rumo ao Alasca.
O filme é fantástico, chorei muitoo...faz com que a gente se permita entrar em uma viagem até o interior do nosso ser.Respondeu alguns questionamentos que me faço diariamente.O filme termina, e você continua meio que estática se culpando por algumas atitudes tomadas,muda em relação a alguns valores,e ficamos com uma sensação de amorosidade, compaixão, e leveza de corpo e alma incrível.O filme trata o interesse que temos nessa busca de encontrar o verdadeiro sentido das coisas, o que nos move e o que nos faz estar aqui, enquanto processo evolutivo.O nível de desapego emocional que ele demonstra na relação com o outro é esplêndida. Construir com o outro uma relação na troca de experiências, de aprendizado. Ele se moveu apenas por um motivo indivdual, próprio, mas o alcance para a coletividade, a Humanidade enquanto aprendizado é imensurável. Mas essa busca termina em uma conclusão que às vezes não queremos aceitar ou temos dificuldade de praticá-la:

" A felicidade só existe quando compartilhada".


O filme tem cenas lindas,além da trilha sonora ser magnífica.

filme: Entre lençóis



Paula (Paola Oliveira) é uma jovem atraente e Roberto (Reynaldo Gianecchini) é um cara encantador. Os dois se conhecem em uma balada e sem trocar muitas palavras, se beijam freneticamente, transformando aquela que seria mais uma noitada, em algo diferente. O clima entre os dois é intenso, quente e delicioso. E a cada minuto que passam juntos é possível conhecer um pouco mais do que pensam e muitas vezes do que gostariam de esconder... a curiosidade aos poucos dá lugar a um envolvimento profundo mas ao mesmo tempo sem compromisso. Ninguém imaginaria que o melhor lugar para se conhecer alguém fosse numa cama...O filme tem cenas muito bonitas, a nudez é mostrada de forma sutil e principalmente sensual, sem qualquer tipo de vulgaridade.Atores lindos que interpretaram o calor desse envolvimento com um realismo incrivel, as falas são as que ocorrem realmente...as dúvidas, as perguntas, respostas,a mistura de sentimentos e sensações, fantasias etc.
Mas como sempre, acho que faltou conteúdo...poderiam ter aprofundado mais...sobre a tal pergunta feita inconscientemente pelos personagens: até que ponto um sexo casual pode interferir em um noivado ou casamento?Será que as pessoas podem se apaixonar em um único encontro? O que vc faria: vc se envolveu profundamente por um homem - mas vc vai se casar amanha com outro.Você casaria no outro dia, ou se entregaria a este amor impetuoso?

sábado, 4 de abril de 2009

Piazzoleando


Piazzoleando

Federico García Lorca


Perdi-me muitas vezes pelo mar
Com o ouvido cheio de flores recem-cortadas
Com a lingua, cheia de amor e de agonia
Muitas vezes me perdi pelo mar
Como me perco no coração de alguns meninos

Porque as rosas buscam em frente
Uma dura paisagem de osso
E as mão do homem não tem mais sentido
Que imitar as raízes sobre a terra
Como me perco no coração de alguns meninos

Perdi-me muitas vezes pelo mar
Ignorante da água
Vou buscando uma morte de luz que me consuma

Gabriel Garcia Marquez


Porque o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade. Quem não sofreu essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida, não pode imaginá-la. Quem não viveu a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo do furo, a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que são. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais ardor do que nunca no minuto seguinte."

Gabriel Garcia Marquez