
Me fala quais são as palavras apropriadas para esse momento de imprecisão.
O não saber como resposta, incomoda o coração.
Me cobra certeza de algo que nunca parei para analisar,
Mas tenho certeza que isso não irá me bastar.
Não quero beijos eternos,
Não quero atenção exclusiva.
Mas parece que dizer isso, é querer ser punida,
é o excesso de sal para uma comida.
Quero que abalem as minhas estruturas,
e se antes me incomodava com a minha forma sensível, inocente e altruísta de ser,
hoje me incomoda essa frieza de corpo e espírito que está crescendo dentro de mim.
Até o impulso virou estratégico,
Só sinto segurança para voar, sabendo onde vou pousar.
Corpo maleável para aventuras,
mente livre como um pássaro,
tudo parece uma travessura.
quando corro e passo:
do meu limite ,
que é o espaço.
E nenhum espaço é grande o suficiente para ocupar o que acho.
Crio lugares,
Situações,
Que viram revelações.
Fiz uma regressão.
Vi situações que há tanto tempo tentei esquecer,
Fui em lugares que desejei por tempos permanecer.
Mente:
Reservatório de imagens,
que resolvem saltar ,
incomodar e cometer,
o que chamo do suicídio
Do que temos como poder.
Ilusão¿
Não temos a rédea deste cavalo selvagem,
que mexe com o coraçao,
que galopeia entre a razão e a falta de precisão.
Minha mente se apaga,
meu corpo se prepara,
para essa busca,
do verdadeiro sentido do ser.
Esse ser:
Que é humano,
que chora,
que implora,
que ignora,
que sorri,
Quando o que se quer,
é fugir.