domingo, 24 de outubro de 2010

Ansiedade




Eu corro,

Tu corres,

Ele\ela corre,

Nós corremos,

Vós correis ,

Eles\elas correm.

E assim...vamos levando nossa vida!

Felizes dos que podem parar e apreciar o que os rodeia.

Nós que vivemos nessa cidade turbulenta,

Não temos nem o direito de estarmos cansados.

Relógios por toda parte,

Pessoas agitadas,

Carros sem controle.

Sinto que minha alma é que carrega meu corpo, que por vezes sente-se a ponto de cair e não mais levantar.

Definhando aos poucos,

Perdendo a cor rosada do rosto,

Todos fingem não notar.

Ninguém pode perder seu tempo,

Olhando o próximo!

No fim do dia, deito inerte sobre minha cama e muito desmotivada.

Tudo não passa de obrigações,

Falta tempero,

Satisfação no que fazemos.

Ah...vontade!

Vontade de jogar tudo para o alto,

Pegar meu computador,

Folhas de papel,

Canetas,

Bons discos e fugir para um lugar,

Que o tempo tenha preguiça de correr.

Que os pássaros pousem,

Que as pessoas se doem.

Trocar o correr pelo escrever,

É só isso que eu desejo!

Ne me quitte pas





Obs: Escute esta música, com a Maria Gadú cantando! Lindo!

Ne me quitte pas

Il faut oublier

Tout peut s'oublier

Qui s'enfuit déjà

Oublier le temps

Des malentendus

Et le temps perdu

A savoir comment

Oublier ces heures

Qui tuaient parfois

A coups de pourquoi

Le coeur du bonheure



Ne me quitte pas

Ne me quitte pas

Ne me quitte pas



Moi je t'offrirai

Des perles et des pluie

Venues de pays

Où il ne pleut pas

Je creuserai la terre

Jusqu'après ma mort

Pour couvrir ton corps

D'or et de lumière

Je ferai un domaine

Où l'amour sera roi

Où l'amour sera loi

Où tu seras reine



Ne me quitte pas

Ne me quitte pas

Ne me quitte pas



Ne me quitte pas

Je t'inventerai

Des mots insensés

Que tu comprendras

Je te parlerai

De ces amants-là

Qui ont vu deux fois

Leurs coeurs s'embraser

Je te racontrai

L'histoire de ce roi

Mort de n'avoir pas

Pu te rencontrer



Ne me quitte pas

Ne me quitte pas

Ne me quitte pas



On a vu souvent

Rejaillir le feu

De l'ancien volcan

Qu'on croyait trop vieux

Il est paraît-il

Des terres brûlées

Donnant plus de blé

Qu'un meilleur avril

Et quand vient le soir

Pour qu'un ciel flamboie

Le rouge et le noir

Ne s'épousent-ils pas



Ne me quitte pas

Ne me quitte pas

Ne me quitte pas



Ne me quitte pas

Je ne vais plus pleurer

Je ne vais plus parler

Je me cacherai là

A te regarder

Danser et sourire

Et à t'écouter

Chanter et puis rire

Laisse-moi devenir

L'ombre de ton ombre

L'ombre de ta main

L'ombre de ton chien

Ne me quitte pas



Ne me quitte pas

Ne me quitte pas

Ne me quitte pas"

sábado, 23 de outubro de 2010

O dom de isolar-se



Isolar-se é o mesmo que estar diante de um espelho e se deparar com você nua e crua!

É sentir que você se basta, por mais frágil que seja!

É desejar a solidão, por mais triste que ela pareça ser.

No meio de multidões, consigo me isolar.

Fecho-me, como algumas flores, no entardecer.

Refugio-me no silêncio de alguns minutos.

Passo a me esconder em algum canto que traga o sentimento de paz.

Isolar-se parece ser vital para a alma.

Revigora a mente, tranquiliza o corpo.

Batimentos cardíacos desaceleram.

E assim, isolar-se passa a ser mais que necessário,

Mas um hábito a ser seguido.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Violência contra a mulher



Falar sobre gênero e violência nos remete a uma reflexão sobre os direitos humanos e especificamente os direitos das mulheres enquanto um elemento chave na ampliação da cidadania em geral. O desconhecimento desses direitos pela grande maioria da população feminina, principalmente daquelas que fazem parte das camadas mais pobres tem, muitas vezes, inviabilizado a luta pela conquista dos mesmos.

Nos últimos anos vem ocorrendo no Brasil e no mundo a feminização da pobreza. Isto significa que, entre os mais pobres estão as mulheres e, sobretudo as que são chefes de famílias. Vale dizer que a família brasileira é, muitas vezes, uma mulher e seus filhos, sobretudo nas classes mais pobres. Ocorre que o mercado de trabalho tem se restringido e expulsa mais facilmente as mulheres. Essa expulsão se dá pelas dificuldades da vida cotidiana e pelo fato de que, sendo discriminada ao nível de educação, muitas vezes não alcançam uma qualificação que lhes permita competir no mercado.

Passado um olhar pela história das conquistas das mulheres no Brasil, observa-se que estas foram, antes de mais nada, propostas das próprias mulheres através de movimentos organizados.A noção de direitos iguais para homens e mulheres ainda não está totalmente arraigada na consciência masculina. A idéia de igualdade é muitas vezes, traduzida para os homens como um princípio que implica em tornar as mulheres idênticas aos mesmos.

Não entendem que a luta caminha em outro sentido, qual seja: serem pessoas diferentes, com iguais direitos de cidadania. Essa idéia é que torna possível o estabelecimento de uma convivência entre sujeitos sociais comprometidos com a alteração das relações de desigualdade que permeiam o cotidiano dos mesmos.

Nessa linha de pensamento, podem ser colocados como elementos essenciais para o exercício da cidadania, o acesso ao trabalho, à educação, à moradia, à segurança, à cultura, ao lazer e aos mecanismos de saúde.

Importante destacar que não se violam os direitos da mulher somente enquanto cidadã e trabalhadora, ainda que essas sejam algumas das formas pelas quais ela é explorada e oprimida. Para a mulher, o fato de ter moradia, educação e trabalho não significa que esteja livre da violência doméstica e do assédio sexual. Uma dessas formas é a violência que exercem sobre ela: seu próprio companheiro, marido, pai, irmão etc, naquilo que, por fim, é chamada violência doméstica ou familiar.

Muitas vezes, é no espaço doméstico que mora o perigo, pois ali são registrados os maiores níveis de violência sexual, física e psicológica. É onde mora, também, o silêncio, o medo, o sentimento de humilhação, falta de solidariedade, desconhecimento dos seus direitos e até o entendimento do fato como normal.

A violência contra a mulher é a expressão inequívoca da ausência de cidadania, uma vez que impede a conquista dos direitos. É necessário ampliar este debate para formarmos uma cidadania plena, pautada na compreensão de homens e mulheres enquanto sujeitos sociais capazes de alterar o rumo da história.

A profundidade das reflexões em torno da temática violência contra a mulher aponta a relevância dos esforços empreendidos para entender/explicar o problema e, mais que isso, apontar soluções alternativas.

* Artigo que escrevi para a vereadora Neuzinha de Oliveira, e que foi publicado no site da Câmara Municipal de Vitória

Sobre o amor



Muitos escrevem sobre o amor, mas torna-se cada dia mais difícil descrevê-lo com precisão e certeza.

Incógnita prazerosa de ser sentida. É o elixir que dá ânimo ao nosso coração, sustentação ao nosso corpo.

O amor! A base para qualquer relação, o adubo apropriado para nascerem as mais belas flores.

O perfume que conforta-nos, o remédio que nos tranqüiliza, o motivo sem motivo que resplandece nossa face.

O sentimento mais involuntário que se traduz em olhos marejados e sorrisos límpidos.

Amar é confortar e ser confortado, ao mesmo tempo.

É iluminar céus escuros com momentos ensolarados.

É trazer o céu à realidade.

É não saber quem sou, porque quem sou, faz parte do que ele é.

É multiplicar, somar em vez de dividir ou diminuir.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Somos o que pensamos



Somos aquilo que sentimos e percebemos.

Se estamos zangados, somos a raiva.

Se estamos apaixonados, somos o amor.

Se contemplamos um pico nevado, somos a montanha.

Ao assistir a um programa de televisão de baixa qualidade, somos o programa de televisão.

Enquanto sonhamos, somos o sonho.

Podemos ser qualquer coisa que quisermos, mesmo sem uma varinha mágica.


Thich Nhat Hanh

Quem compra votos vende o seu futuro



Muitas pessoas pensam que, durante uma eleição, alguns candidatos inescrupulosos compram votos com cestas básicas, sacos de cimento ou algum outro presente sequer. Nada mais falso. O verdadeiro preço de um voto é bem outro: o sangue e a dor de muitos inocentes.

Se permitirmos que haja compra de votos nestas eleições, o valor de cada um deles será pago lá na frente com a vida das crianças que morrerem sem atendimento na porta de um hospital público- a verba da saúde terá sido desviada para pagar as despesas de campanha. Lá no futuro aquele pai choroso, a carregar o caixão do filho morto em um acidente de trânsito, sequer se dará conta de que a verba para reformar a estrada terá sido desviada para pagar a compra de votos de 2010. Assim também a mãe chorando amanhã sobre o corpo do filho morto em um assalto não perceberá que os recursos da segurança pública terão sido desviados para reembolsar os compradores de votos de 2010.

A verdade é simples: o preço de cada voto vendido será pago por cada um de nós, não importa se rico ou pobre, jovem ou velho.

Daí a importância de lutarmos, e de forma firme, contra esta praga que ceifa vidas e retira da vida pública as pessoas de bem, a cada dia mais desestimuladas por não terem como disputar uma eleição justa contra o popular “caminhão de dinheiro”.

Acabar com isso exigirá tempo. Não é tarefa que se realize ao longo de uma eleição, mas de toda uma geração. Porém, precisamos dar o primeiro passo e começar esta caminhada. Uma caminhada que salvará vidas.


Desembargador Pedro Valls Feu Rosa



Presidente do TER-ES