sábado, 4 de abril de 2009

concordar ou não?




"O mundo é uma tragédia para os sentimentais e uma comédia para os intelectuais".Concordar ou não?


Para os sentimentais a dor é o olho do furacão, o sexo tem que ter amor envolvido, o amor é o ápice para se conseguir a alegria de viver, para os sentimentais as cantadas tem que ser sinceras, os homens tem a obrigação de serem fieis, as mulheres ideais são as submissas, as safadas são as amantes.
Quanta hipocrisia envolvida...
para o sentimentais as fantasias devem sempre permanecer apenas como fantasias,o tesão deve ser contido, a sinceridade é um perigo, falar “não” é grosseria, pensar nos outros mais do que em mim é uma virtude, A relação ideal é monogâmica.
Quanta ilusão...
Para os intelectuais o sofrimento traz um ensinamento, a felicidade é ilusória, o amor é cumplicidade, o desapego é liberdade, o tesão é necessário, as fantasias não passam de criatividades acumuladas que devem se exteriorizar. A relação ideal é tudo que nos acrescenta como pessoa, pensar em mim antes de pensar no outro é auto estima, pessoas perfeitas não existem...
A hipocrisia é o mal do mundo...
Para os intelectuais as declarações de amor não passam de falácias, o ponto G é nosso ouvido, o sexo nunca deixará de ser tratado como um ponto fundamental em uma relação, para os intelectuais tudo tem a hora para começar e acabar...
Mas, apesar de tudo...Sentimentais e intelectuais devem caminhar juntos, como a tragédia e a comédia. A tragédia pode ter doses de comédia enquanto a comédia se esconde em cada tragédia.

Filme: Vicky Cristina Barcelona




O filme Vicky Cristina Barcelona, tem roteiro e direção de Woody Allen.
Vicky (Rebecca Hall) e Scarlett Johansson (Cristina) são grandes amigas que estão em férias em Barcelona. Vicky procura ser sensata em relação ao amor e está noiva, enquanto que Cristina sempre busca uma nova paixão que possa virar sua cabeça. Um dia, em uma galeria de arte, elas conhecem Juan Antonio (Javier Bardem), um atraente pintor que teve um relacionamento problemático com sua ex, Maria Elena (Penélope Cruz). Ainda naquela noite, durante o jantar, Juan Antonio se aproxima da mesa em que Vicky e Cristina estão, fazendo-lhes a proposta de com ele viajar para Oviedo. Vicky inicialmente a rejeita, mas Cristina aceita de imediato e consegue convencer a amiga a acompanhá-la. É o início do relacionamento conturbado de ambas com Juan Antonio.


Bom...a princípio achei o filme magnífico...Um história super interessante, um tema polêmico porque além de tratar de sexo, o que para muitos ainda é tabu,faz questionamentos em relação ao amor,ao que as pessoas acham do sexo casual, etc.Mas acho que o filme começa a se perder na metade...e termina sem fazer com que a gente fique pensando no filme, mesmo depois de alguns minutos que ele finalizou.
Poderia ter aprofundado mais no assunto, nos diferentes pontos de vista sobre o mesmo.
A trilha sonora é ótima, lugares super bonitos,atores com fisionomias e sensualidades marcantes e com uma história que traz falas, principalmente do pintor Juan Antonio,que nos "chocam" com a sinceridade nelas embutidas.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Música:Flor da pele- Zeca Baleiro




Ando tão à flor da pele,
Que qualquer beijo de novela me faz chorar,
Ando tão à flor da pele,
Que teu olhar flor na janela me faz morrer,
Ando tão à flor da pele,
Que meu desejo se confunde com a vontade de não ser,
Ando tão à flor da pele,
Que a minha pele tem o fogo do juízo final.

Um barco sem porto,
Sem rumo,
Sem vela,
Cavalo sem sela,
Um bicho solto,
Um cão sem dono,
Um menino,
Um bandido,
Às vezes me preservo noutras suicido.

Oh sim eu estou tão cansado,
Mas não pra dizer,
Que não acredito mais em você
Eu não preciso de muito dinheiro graças a Deus
Mas vou tomar aquele velho navio,
Aquele velho navio..

Deepak Chopra



"Sejam quais forem os relacionamentos que vc atraiu para sua vida, numa determinada época, eles são os relacionamentos que vc precisava naquele momento....... "

Deepak Chopra


Deepak Chopra,nasceu na Índia onde se formou em medicina pela universidade de Nova Deli. Especialista em endocrinologia, exerce a profissão desde 1971. Em 1985, fundou a Associação Americana de Medicina Védica. Em 1993 muda-se para S. Diego e abre o "The Chopra Center For Well Being", onde desenvolve os seus próprios programas e cursos para o desenvolvimento pessoal.

Deepak Chopra é autor de mais de 25 livros de auto-ajuda, traduzidos em 35 línguas, tais como "A Cura Quântica", "As Sete Leis Espirituais Do Sucesso", "Criando Saúde", incluíndo cinco programas para a televisão pública dos EUA e proponente de outras idéias místicas. Sua proposta de auto-ajuda é centrada na afirmação com pretensão de profundidade de que "se compreendermos a nossa verdadeira natureza e soubermos viver em harmonia com as leis naturais, a sensação de bem-estar, de entusiasmo pela vida e a abundância material surgirão facilmente".

Em 1999, a revista Time incluía-o na sua lista das 100 personalidades do século, chamando-lhe "poeta e profeta das medicinas alternativas".

Música: Hoje eu quero sair só- Lenine



Se você quer me seguir, Não é seguro
Você não quer me trancar, num quarto escuro
Às vezes parece até, Que a gente deu um nó
Hoje eu quero sair só

Você não vai me acertar, À queima-roupa
Vem cá, me deixa fugir, me beija a boca
Às vezes parece até que a gente deu um nó
Hoje eu quero sair só
Não demora eu tô de volta...Tchau!

Vai ver se eu tô lá na esquina, devo estar... Tchau!
Já deu minha hora e eu não posso ficar... Tchau!
A lua me chama, Eu tenho que ir pra rua...Tchau!
A lua me chama, Eu tenho que ir pra rua

Hoje eu quero sair só....



Toda vez que ouvir essa música, irei lembrar de vc...

sábado, 28 de março de 2009

Filme: Frida




Frida Kahlo foi um dos principais nomes da história artística do México. Conceituada e aclamada como pintora, ele teve também um casamento aberto com Diego Rivera, seu companheiro também nas artes, e ainda um controverso caso com o político Leon Trostky e com várias outras mulheres.

Frida khalo foi uma mulher como poucas, ousou e causou polêmica dentro de uma sociedade conservadora e preconceituosa. Teve em Diego Rivera, seu marido, um grande amigo, companheiro e cúmplice, resumindo, uma linda relação, apesar de não representar o estereotipo de "casal perfeito",se amavam e nunca conseguiram viver um sem o outro. O filme foi divino, retratou com fidelidade e sensibilidade a vida de Frida, tanto sua vida pessoal como profissional. Frida tinha uma fragilidade e sensibilidade muito grande, tais características fizeram ela retratar sua vida por meio da pintura e suas obras eram muito verdadeiras,o bastante para demonstrar seus sentimentos e sua maneira de ver a vida.O filme foi impecável em maquiagem e cenários.A trilha sonora do filme é magnifica. Outro destaque é para a bissexualidade de Frida,que foi tratada com muita sutileza.

Curiosidades:

A canção "Burn It Blue", que foi indicada ao Oscar, é cantada por Caetano Veloso e Lilá Brown na trilha sonora de Frida, muito linda a música.

Este é o 2º filme baseado na pintora Frida Kahlo. O anterior foi Frida, Natureza Viva (1983).



"Espero ter uma partida feliz e nunca voltar".
Frida

Visita ao Asilo dos Idosos




Hoje (28), tivemos uma palestra na Faesa sobre o Estatuto do Idoso e em seguida nos dirigimos até o Asilo de Amparo aos Idosos,que fica atrás da Faesa, Campus I, na Avenida Vitória.Trata-se de uma instituição beneficente que acolhe pessoas em dificuldade. E diante daquela realidade, tive momentos de raiva de mim mesma, pois tento ser forte e ajudar essas pessoas tão carentes de amor e atenção, mas me falta estrutura emocional para isso. Acredito que cuidar de pessoas idosas seja um trabalho mais árduo do que cuidar de crianças desamparadas. Porque estes idosos, já têm a sabedoria e o entendimento suficiente, para perceber a dimensão de uma perda, do abandono. Sofrem mais e não tem expectativas de melhora para a situação em que se encontram.

Por muito tempo o idoso era tratado como um estorvo para a família. Hoje, infelizmente, pude notar que eles ainda são considerados um empecilho, sendo abandonados em asilos por anos e sem ter uma visita sequer de algum familiar.Mas o fato é que o idoso, como qualquer outra pessoa, independente da fase da vida em que se encontra, pode e deve ser tratado com dignidade! Aliás, o vocábulo dignidade deve ser vislumbrado em consonância com o mais profundo sentido de solidariedade, necessários ao crescimento de toda sociedade.

Sob este prisma, o Estatuto do Idoso representa um grande avanço para a nação brasileira. Depois de acirradas discussões, em setembro de 2003, foi sancionada a Lei 10.741 com o objetivo de trazer dignidade e tratamento igualitário aos brasileiros com mais de sessenta anos. Em seguida foi sancionado pelo Presidente da Republica no mês seguinte, ampliando os direitos dos cidadãos com idade acima de sessenta anos. Contudo, mais do que aplicação de simples legislação, é preciso que cada cidadão se conscientize da importância do idoso na formação da identidade de um povo. Assegurando, para tanto, o cumprimento de todos os seus direitos, uma vida digna e penas severas para quem desrespeitar ou abandonar cidadãos da terceira idade.


O mais importante, ao ler a Constituição Federal, o Estatuto do Idoso, a Lei Orgânica etc. é ter um senso critico e avaliar o que está realmente sendo feito. Como já disse João Ubaldo Ribeiro “Vivemos em um país, onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no ônibus, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar o lugar”. É realmente uma vergonha.

No Art. 230 da nossa Constituição Federal, diz o seguinte “A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e o bem-estar e garantindo-lhe o direito à vida”. Mas desde quando isso realmente acontece? Desde quando os idosos sabem desses direitos? Desde quando o Estado tem o interesse de informá-los sobre esses direitos? Dizem que vivemos em uma sociedade democrática de direito onde se preza a igualdade substancial, ou seja, tratam os diferentes de forma diferente. Mas realmente não é isso que presencio diariamente na minha vida.

No Art.229 “Os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores, e os filhos maiores tem o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade”. Mas, não foi isso que eu ouvi de um senhor, no asilo, ao me contar que depois de sofrer um AVC - Acidente Vascular Cerebral foi abandonado pelas filhas no asilo, onde depois de dez anos, uma delas foi lhe visitar e lhe disse que não iria mais porque não sabia andar muito bem em Vitória. Que filhos são esses? Que abandonam quem se preocupou com eles a vida toda? Quem lhes deu carinho, atenção, comida, roupa, casa?

Onde está a bondade do ser humano, a compaixão com o próximo? Que mundo é esse, que olhar para si mesmo é o mais importante?O outro está sendo meramente o outro, um ser insignificante?Se não podemos, hoje em dia, contar com a própria família, com quem contar?
No Estatuto, diz que “Todo o idoso, desde que esteja apto, é quem decide onde quer morar. Deve ser assegurado o seu direito a moradia digna, com sua família natural ou substituta, ou ainda, sozinho, se preferir”. No Art.37 do Estatuto, “Além do idoso ter direito, nos casos de inexistência ou abandono da família, também deve ser obrigado em instituição pública ou privada, a oferecer padrão de habitação de acordo com suas necessidades e garantia de alimentação e higiene adequadas”.

Será que me iludi, ao ver o asilo tão lindo? Um pátio rodeado de bancos e árvores?Ao falar com o senhor “Que lugar lindo que o senhor vive”, ele simplesmente me responde. “Nem tudo que reluz é ouro. Cada dia para mim é igual, seja ele tendo sol ou chuva. Já viu um passarinho na gaiola? Sabe por que ele não canta?” Minha amiga respondeu que certamente, ele não cantava, porque estava preso. Ele concomitantemente respondeu. “Ele não canta, porque não está feliz. Eu tento todos os dias cantar, porque se depender de mim passo o dia chorando”.

A felicidade existe? Imaginem o sofrimento e a carência que este senhor tem. Os vejo como crianças com idade avançada. Eles nos seguem com o olhar, agarram nossas mãos para que a gente não vá embora. Isso dói, é um sentimento de impotência diante daquela situação vexatória.

Sai de lá, transtornada. Tento a cada dia acreditar mais no ser humano, como um ser bom... Mas me choco com as barbaridades que me aparecem ao longo da vida. E sobre a índole dos seres humanos? Cada vez desconfio mais, infelizmente.


Concluo achando que a efetividade depende do conhecimento dessas leis.Compete ao Ministério Público, dentre outros, zelar pelo efetivo respeito aos direitos e garantias ao idoso, promovendo as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Cabe a nós, enquanto cidadãos,o dever de conscientizar as pessoas que estão em nossa volta, de que todas as pessoas têm direito à vida, independente do período vivido, devendo a sociedade buscar todos os mecanismos para assegurá-la, da maneira mais digna possível.

Não podemos fechar os olhos e achar que esse grupo de pessoas não existe. Existe e precisa da nossa ajuda. Viveram anos, antes de nós cuidando do que agora fazemos parte. Eles não têm o direito, nós é que temos o dever de lhes dar a assistência necessária. Muitas vezes, acreditamos que por termos filhos ou parentes, não vamos passar por situação semelhante, mas o erro e a ilusão estão aí. O ser humano é imprevisível.Temos é que rezar e pedir a Deus para não passar pelos que muitos estão passando e principalmente ajudar os que necessitam. A razão de viver não é buscar sempre ser servido, mas servir quem nos rodeia e quem precisa.