quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

2 de fevereiro: Dia de Iemanjá


No dia 2 de fevereiro, principalmente em Salvador e em várias cidades do Nordeste, homenageia-se Iemanjá, principal orixá feminino do candomblé. Na madrugada, mães e filhas-de-santo, além de devotos e curiosos, vão às praias, entoam cânticos e executam danças rituais. As oferendas são depositadas na praia ou colocadas em barcos ou jangadas para, em procissão, serem entregues à deusa no alto-mar.

Iemanjá é considerada a mãe de todos os orixás, a mãe de tudo o que existe na face da Terra. Ela personaliza a água salgada; a concha do mar é seu fetiche. Tem o leque e a espada como insígnias e seus alimentos sagrados são o pombo, o galo, o bode castrado, o milho. Suas cores rituais são o vermelho, o azul escuro e a cor-de-rosa. Sábado é o seu dia sagrado. É conhecida também por Janaína, Princesa do Mar, Princesa de Arocá ou Iaocá, Sereia, Sereia do Mar, Olôxún, dona Maria, Rainha do Mar, Inaê, Marbô, Dandalunda.



No sincretismo religioso brasileiro, é invocada no catolicismo como Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora da Conceição, das Candeias, do Carmo, da Piedade. Quem vive do mar ou depende de amores é devoto de Iemanjá, protetora dos navegantes e dona das uniões ou dos casamentos. As oferendas mais comuns a Iemanjá são pentes, sabonetes, perfumes, espelhos, laços de fita, pó-de-arroz, flores; enfim, adornos para satisfazer-lhe a vaidade e condizentes com sua fama de mulher fatal, de encantos irresistíveis. Recebe também alimentos rituais e às vezes até animais vivos. Como todas as deusas primitivas, Iemanjá é ciumenta, vingativa e cruel. Protege, defende, mas também castiga e mata. Às vezes, apaixona-se e tem amantes que leva para o fundo do mar.

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